Ubuntu no ASUS K45VM

Faz muito tempo que não posto nada no meu blog, e quem me conhece sabe o porque… Partciularmente não gosto de postar nada que seja simplesmente “por postar”. 

Recentemente, troquei meu antigo notebook STi IS 1214 (que substituiu meu velho MIRAX mm6610) por um ASUS K45VM-VX105M, em especial por causa de um curso que estou fazendo online que exige o uso de uma VM que estava sobrecarregando o velho STi.

Essa máquina é uma máquina Parruda, com as seguintes especificações:

  • Processador: Core i7-3610QM (2.30 Ghz);
  • Memória: 8 GB;
  • HD: 500 GB;
  • USBs: 1×2.0, 2×3.0;
  • Vídeo: nVidia GeForce GT 430M (2GB de RAM) +  Intel 3rd Gen Core processor Graphics Controller (Optimus system)
  • Sistema Operacional: Windows 7 Home Basic 64 bit
  • HDMI: 1;

Portanto, uma máquina potente, para aplicações como desenvolvimento e para rodar jogos bastante razoáveis, como os que estão vindo aí com o Steam para Linux. Mas claramente meu objetivo é usar o Linux. Vamos então falar sobre como instalar o Linux no mesmo. Por segurança, o instalaremos em dual boot, uma vez que essa máquina possui o UEFI (Unified Extensible Firmware Interface), que vem substituindo o antigo sistema baseado no BIOS (chamada de legacy). 

Para começar, vamos ao básico: suba no Windows (sim, vamos começar pelo Windows…) e dê uma bela desfragmentada na máquina (em especial na partição principal do Windows). Além disso, por via das dúvdias, gere os discos de recuperação usando a ferramenta AI Recovery Burner que vem instalada (pode ser útil no caso de você apagar por acidente sua partição Recovery ou Windows ou, em casos extremos, a partição EFI boot do sistema). Normalmente são cinco discos. Aproveite e baixe o Ubuntu 64 bits e  grave-o em DVD ou ainda gere um USB bootável conforme as instruções na Net.

Reboote a máquina com o DVD ou pendrive na máquina e mande ele subir. Mande ele ir para o modo de LiveCD, não diretamente para o modo de instalação (você vai precisar realizar algumas tarefas com ele em modo de LiveCD a posteriori). Tão logo o LiveCD tenha subido, inicialize o instalador, e escolha a opção de Particionamento avançado. Selecione a partição onde fica a NTFS geral e apague-a, em seguida redimencione a partição principal NTFS para os valores que você deseje (aconselho em torno de 100GB para o Windows, pois pode ser que vocẽ acabe precisando de algum software específico). Enfim, não apague NENHUMA outra partição, pois pode comprometer coisas que não deve…  Em especial, atente para as partições com labels SYSTEM, OS e Recovery, SYTEM e Recovery não devem ser apagadas, enquanto OS é a que será dimensionada. Depois do redimensionamento ser confirmado (vai demorar um pouco) defina o esquema de particionamento que você desejar e continue a instalação do Ubuntu como normalmente. Porém, ao terminar de instalar os pacotes e tudo o mais, NÃO REBOOTE AINDA! 

Vamos resolver o primeiro problema, que é fazer o UEFI enxergar o Ubuntu… Para isso, você vai precisar de um programa chamado Boot Repair, que você irá instalar ainda em LiveCD… Abra um terminal, clicando no ícone do Ubuntu no canto da interface gráfica e digitando Terminal. Siga as seguintes instruções para adicionar e instalar o Boot Repair:

Boot-Repair – Community Ubuntu Documentation

  • sudo add-apt-repository ppa:yannubuntu/boot-repair && sudo apt-get update
  • sudo apt-get install -y boot-repair && boot-repair

Em seguida, siga todas as instruções da página Boot Repair, clique no botão Configurações Recomendadas e faça tudo como o programa sugerir. Em alguns momentos, você precisará digitar comandos em terminal: digite-os exatamente como o programa sugerir. Após o Boot Repair ser encerrado, você pode então rebootar a máquina e, tudo tendo corrido bem, você será capaz de subir um GRUB corretamente configurado. Use Windows 7 UEFI para inicializar o Windows 7. Haverá uma demora adicional nesse momento devido ao chkdisk provocado pelo redimensionamento da partição Windows… Mas tudo correndo bem, você irá receber o Windows… Reinicie a máquina e suba o Ubuntu… A partir daqui, você pode fazer todo o postinstall segundo qualquer site indica (particularmente recomendo esse). Não vamos nos focar em cada detalhe,mas sim em algumas coisas que você precisará fazer para ter um ambiente estável e funcional…

Primeiro, vamos instalar o xorg-edgers:

UbuntuUpdates – PPA: xorg-edgers

  • sudo add-apt-repository ppa:xorg-edgers/ppa
  • sudo apt-get update

Antes de seguir adiante, porém, instale um outro window manager (aconselho o KDE), pois de imediato você terá problemas do Unity parar de funcionar como deve. Por isso, vá para o KDE (o lightdm continuará funcionando normalmente). Escolha o KDE e passe para ele e atualize todos os pacotes. Nesse momento, seu Unity parará de funcionar… Você precisará instalar o pacote compizconfig-settings-manager, como abaixo:

drivers – Unity Doesn’t run after upgrading via xorg-edgers – Ask Ubuntu

  • sudo apt-get install compizconfig-settings-manager

Agora, seu Unity funcionará normalmente. Porém, ainda terá um problema… Sua placa nVidia estará “desativada”: na verdade, isso se deve ao sistema optimus da nVidia, onde (no Windows) os jogos solicitam a placa nVidia conforme suas necessidades. No Linux, essa funcionalidade em princípio está “desativada”, mas é possível ativá-la por meio do pacote bumblebee. Instale-o usando seu gerenciador favorito de pacotes. Uma vez instalado, você pode usar o : comando optirun no shell do Linux, seguido pelo programa que você desejar (por exemplo, optirun /usr/local/games/Shatter/Shatter.bin.x86), que fará com que o jogo funcionará na nVidia (não se preocupe que o próprio Ubuntu já instala os drivers corretos para isso). Considerando todos os jogos que testei, apenas o jogo Anomaly (parte do Humble Bundle For Android 3) demandou OBRIGATORIAMENTE o uso de optirun. ATENÇÃO: apesar de tudo, não é recomendável o uso do optirun para qualquer aplicação, pois isso irá “derreter” a duração da sua bateria. A placa Intel consegue dar conta do recado para a grande maioria das aplicações: coisas como reprodução de vídeos e afins. Apenas alguns jogos demandam esse tipo de uso.

Em um sumário, podemos dizer que, à exceção dessas coisas que disse nesse post, não existe nada que impeça o uso do Linux nessa máquina… Uma máquina muito poderosa, que funciona muito bem… Posso afirmar que todo o hardware dessa máquina é funcional sob linux, à exceção do HDMI (que não testei). O USB 3.0 tem uma boa performance. Não tive nenhum tipo de problema, com uma grande quantidade de dispositivos USB, como HDs externos, gravadores de DVD externos, hubs, etc… Se vocẽ está pensando em adquirir esse equipamento, não tenha medo, pois ela funciona muito bem.

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Remasterizando Debian/Ubuntu usando o Remastersys

Olá!

Sempre que tem um lançamento de uma nova versão do Ubuntu em geral é a mesma coisa: fazer backup, baixar o DVD, instalar, configurar repositórios, instalar aplicações adicionais, configurar, etc…
Isso já é um processo irritante em máquinas desktop caseiras que usem apenas aplicações de repositórios, mas as coisas se complicam ainda mais quando você envolve aplicações .deb fora de repositórios e, pior ainda, aplicações que possuem instaladores diferenciados, como Adobe AIR, Firefox e BrOffice.org (quando você os baixa de seus sites). Imagine ainda que você precise fazer instalações de muitas máquinas diferentes. Só por isso você tem uma noção do tempo que se perde ao instalar-se o Ubuntu a cada nova versão do mesmo.
Existem várias formas de criar-se LiveCDs/DVDs que são compatíveis com as mais diversas distros, inclusive por meio de customizações envolvendo o uso de chroot. O problema é que tais métodos não são fáceis e práticos para o dia-a-dia, uma vez que demandam conhecimento e estrutura mais avançados que o normal.
Existe, porém, uma ótima aplicação para Debian e Ubuntu chamada remastersys que permite executar o trabalho de remasterizar, ou seja, criar uma versão customizada do Debian/Ubuntu extremamente fácil, com a grande vantagem de não exigir processos complexos e salvar uma grande quantidade das customizações e informações de sistema do ambiente do usuário.

1-) Por quê customizar?

Ok, essa deve ser sua pergunta agora. Na realidade, existem várias vantagens:

  1. Gerar um pacote previamente configurado com aplicações, configurações e até mesmo aparência ajustada para instalar-se em um grande conjunto de equipamentos. Por exemplo, imagine que você tenha uma empresa e esteja instalando Ubuntu nas estações de trabalho. Ao invés de se dar ao trabalho de configurar uma a uma totalmente, você pode criar pacotes completos de aplicações básicas (pacote office, navegador, etc…) e restringir-se a instalar apenas aquelas aplicações mais específicas de cada estação, poupando tempo e pessoal;
  2. Em Desktops, é útil para criar “pontos de recuperação” em situações onde pode-se potencialmente “quebrar” o sistema (por exemplo, uma atualização ou adição de repositório). Caso algo de errado ocorra, basta-se queimar a ISO da “nova” distro e instalar-se tudo como estava antes.
  3. No caso de (2), quando você está em uma empresa, mesmo essa atividade pode ser custosa em tempo, então você poderá usar uma imagem criada de um desktop para criar uma máquina virtual e testar qualquer alteração necessária (à exceção de coisas como compatibilidade de kernels);
  4. Você pode ter uma espécie de “Estação Portável” que a pessoa poderia usar em Lan Houses ou afins, com as devidas configurações (por exemplo, estabelecer um túnel SSH ou coisas do gênero);

Essas são apenas algumas razões pelas quais você deveria usar o remastersys.

2-) Começando: uma primeira customização rápida e suja

OK, e agora, como customizar?
Primeiro, você deve ter um Ubuntu ou Debian instalado. O remastersys ainda é restrito a sistemas que possuam gerenciamento de pacotes baseados em DPKG/APT.
Segundo, você deve ter instalado todos os pacotes que você deseja, seja via gerenciador de pacotes, seja por compilação ou descompactação. No último caso, é bom lembrar que os pacotes deverão ser adicionados em pastas como /opt e /usr/bin, portanto você precisará de acesso ao superusuário root ou no mínimo ser capaz de executar comandos com sudo.
Primeira coisa, como superusuário, abra um editor de texto de sua preferência e abra o arquivo /etc/apt/source.list. Edite ele conforme indicado no site do remastersys, de acordo com sua distro, seja ela Ubuntu ou Debian. No meu caso, estou usando um Ubuntu Karmic Koala, então inseri as seguintes linhas, conforme indicado para o Ubuntu:

For Karmic, Lucid and Newer with grub2 – version 2.0.13-1 and up

# Remastersys
deb http://www.geekconnection.org/remastersys/repository karmic/

Uma vez que essa linha tenha sido adicionada ao /etc/apt/source.list (ou a linha adequada conforme indicado no site do remastersys), execute os seguintes comandos em um terminal:

sudo apt-get update && sudo apt-get install remastersys

O sistema poderá reclamar a ausência de autenticação do remastersys e ausência de PUBKEY (NO_PUBKEY). Não se preocupe agora: na Internet existem várias formas de resolver-se esse problema localizando-se a PUBKEY do desenvolvedor, então não entraremos nesse momento nesse detalhe. Se ele reclamar a falta de autenticação do remastersys, confirme a instalação. Em alguns instantes, o apt-get instalará o remastersys e suas dependências, definindo também configurações básicas. Por enquanto, aceitaremos elas.
Antes de continuar, é importante que exista espaço adequado nas partições onde ficam os diretórios /tmp e /home. É interessante as partições onde ambas as pastas ficam tenham em torno de 10 GB livres (se ambas estiverem na mesma partição, pode considerar-se por volta de 15 GB). Esses valores não possuem embasamento de documentação ou afins, sendo valores baseados na experiência.
Uma vez que o remastersys esteja instalado, vamos rodar ele. Ele precisa de permissões de super-usuário, portanto iremos usar:

sudo remastersys dist

O remastersys irá iniciar o processo de remasterização baixando pacotes adicionais, como o ubiquity (o programa instalador do Ubuntu), copiar os arquivos necessários e ignorar alguns (como os arquivos de pastas como /home, /tmp, /var e alguns muito específicos da máquina, como /etc/hostname, /etc/fstab e /boot/grub/menu.lst) e compactar eles em um arquivo que na realidade funciona como um filesystem que pode ser montado pela estrutura de LiveCD. Após isso, esse arquivo é juntado aos arquivos de boot básicos do LiveCD e uma ISO é gerada. Nesse momento muito provavelmente a ISO estará em /home/remastersys/remastersys com o nome de customdist.iso (mais para frente veremos como modificar esse nome conforme a necessidade). Copie esse arquivo e o arquivo customdist.iso.md5 que o acompanha (um checksum criado pelo remastersys que pode ser útil para quando o arquivo for enviado via Internet para checar sua integridade). Uma vez que esse arquivo seja copiado para outro local, você pode limpar os arquivos utilizados para a remasterização da do Ubuntu com o comando:

sudo remastersys dist

Você pode queimar a imagem ISO com sua ferramenta de gravação de CD e DVD predileta, independente do sistema operacional. Uma vez gravada a imagem ISO, você poderá rebootar sua máquina e usar ele como LiveCD. No caso, você perceberá que a distro ainda tem aparência de um LiveCD Ubuntu “vanilla” (padrão), mas que as aplicações estarão todas lá, assim como configurações globais do sistema (como listas de repositórios) e afins. Se preferir fazer um teste sem queimar mídia, utilize o VirtualBox para dar boot em uma máquina virtual usando o seu novo LiveCD.
Com isso, já temos um LiveCD útil para muitas coisas, mas podemos melhorar ainda mais isso.

3-) Melhorando as coisas: instalações globais

Uma das melhores formas que existem de melhorar as customizações em uma remasterização é usar instalações globais. Instalações globais dão uma grande vantagem de nos oferecer recursos que, no caso de ambientes multi-usuário, podem ser aproveitados por todos eles e que não precisam de instalação local (lembrando que o remastersys no modo dist, que estamos usando nesse texto, não coppia arquivos do /home).
Quase todos os programas Linux possuem formas de realizar instalações globais de extensões e adicionais. Os ambientes clássicos de Desktop, como KDE e GNOME possuem instalações globais para vários componentes, como fontes e papéis de parede. No caso, não vou me aprofundar em todos os casos, citando apenas algumas que eu testei. Para customizar com instalações globais programas que não serão citados aqui, a Internet está recheada de informações e uma pesquisa rápida no Google irá indicar as mais diversas opções.

Fontes truetype

Essa customização é uma das mais simples e pode ser feita sem necessidade de entrar no terminal. No caso, estarei mostrando o processo usando o KDE. Para GNOME, o processo é similar:
Entre no Centro de Controle do KDE (navegue nos menus normalmente) e vá na opção Administração do Sistema| Instalador de Fontes. Ele irá carregar uma lista com todas as fontes instaladas no sistema. Clique em “Modo Administrador” e na janela que irá aparecer, dê a sua senha (normalmente é uma janela do kdesudo. Se for o kdesu, dê a senha de root). Uma borda vermelha irá se delinear ao redor da área onde está a lista de fontes. Clique em “Adicionar Fontes” e procure o diretório onde estão as fontes a serem instaladas. Selecione-as, dê OK e aguarde alguns instantes. Ele irá copiar as fontes para o diretório /usr/share/fonts/truetype, que é o diretório padrão de fontes do sistema. Todos os programas que forem abertos a partir de então terão acesso a esse pacote completo de fontes.
Caso não esteja usando KDE e/ou prefira fazer isso usando linha de comando, uma sugestão dada na wiki do Ubuntu é a seguinte: vá ao diretório onde está suas fontes e digite os seguintes comandos:

sudo cp *.ttf /usr/share/fonts/truetype
sudo fc-cache -f -v

Com isso, suas fontes estarão habilitadas também!

Papéis de Parede

Papéis de parede são ainda mais facilmente customizáveis: basta como usuário root ou em sudo copiar os arquivos desejados no diretório /usr/share/wallpapers. Apenas tome cuidado para não sobre-escrever nenhuma imagem padrão do ambiente, para não comprometer integridade do sistema.
Se você estiver usando o Kubuntu mais moderno, ou o Debian com KDE 4.0 ou melhor, existe uma pegadinha que pode dificultar ou até mesmo melhorar as coisas:  você pode criar diretórios com os papéis de parede em várias resoluções, o que facilita ajustes de tela sem arquele problema de deformação no papel de parede.
Bem, acho que não existe mais o que falar sobre isso.

Extensões do Firefox

As extensões do Firefox podem ser disponibilizadas globalmente de duas formas diferentes, como pode ser lido no MozillaZine Knowledge Base. Em ambos os casos elas envolvem a cópia de arquivos dentro da pasta /usr/share/mozilla/extensions. A principal diferença é no comportamento final que terá o processo. Se você tiver já configurado o Firefox em um usuário de acordo com suas necessidades, pode ser útil as extensões FEBE e CLEO.

Solução 1: Cópia dos instaladores de extensões

Nesse método, os arquivos serão instalados pelo usuário em sua pasta local na primeira inicialização do Firefox. Nesse caso, o processo é o seguinte:

  1. Baixe as extensões desejadas em seu formato .xpi, os arquivos de instalação das extensões. No caso de as extensões já estarem instaladas em um Firefox de um usuário, utilize a extensão FEBE para realizar um Backup dos arquivos de instalação .xpi das extensões instaladas.
  2. Vá ao diretório onde as extensões .xpi estão guardadas e copie-os para a pasta indicada anteriormente.

A vantagem desse processo é que evita manipulações desnecessárias na estrutura do sistema. Em compensação, torna o processo de atualização do Firefox de maneira global um pouco mais complexo, uma vez que dependerá muito mais da intervenção do usuário.

Solução 2: Cópia das extensões instalada

Esse processo é mais simples, ainda que existam complicadores na usabilidade e/ou na segurança. Uma vez que você tenha configurado corretamente as extensões na pasta local de um usuário, vá ao diretório .mozilla/firefox/<diretorio_profile>/extensions. Se você precisar saber qual é o <diretorio_profile>, abra o arquivo .mozilla/firefox/profiles.ini, localize o nome do perfil desejado (normalmente será o default) e verifique a opção Path da mesma. Dentro desse diretório, use o seguinte comando.

sudo cp -Rvf * /usr/share/mozilla/extensions

Após terminar a cópia, para testar se todas as extensões estão OK, existe um truque: mova temporariamente o diretório .mozilla para mozilla-old com o comando mv .mozilla mozilla-old e execute o Firefox. Se tudo der certo, suas extensões irão aparecer, ainda que você seja obrigado a reconfigurar tudo.

Mas tudo bem: para voltar às suas preferências, faça o seguinte:

  1. remova o diretório .mozilla com rm -rvf .mozilla;
  2. copie o diretório mozilla-old para .mozilla com cp -Rvf mozilla-old .mozilla;
  3. remova o conteúdo da pasta de extensões do usuário com rm -rvf .mozilla/firefox/<diretorio_profile>/extensions/*;

Execute o Firefox. Tudo estando OK, o Firefox estará com as funcionalidades mantidas exatamente como estavam antes do processo. Qualquer coisa, apenas repita o processo mostrado anteriormente à exceção do passo 3 que tudo deve voltar a ser como antes.

Quando falamos sobre o problema na usabilidade e/ou na segurança, deve-se ao fato das permissões de arquivos na estrutra global. Isso ira afetar a localização e instalação de extensões. Nesse caso, existe a opção de deixar o Firefox sem atualizações automáticas, com um usuário sendo atualizado e copiado para as extensões globais com regularidade, ou então por meio da configuração de acesso a escrita às extensões por meio de chmod a+w -Rvf usr/share/mozilla/extensions, Nesse caso, se quiser evitar que algum engraçadinho desinstale as extensões instaladas, você pode usar o comando chmod a+wt -Rvf usr/share/mozilla/extensions, o que irá ativar o sticky bit (bit “colado”), que impede que os usuários apaguem arquivos dentro do diretório das extensões.

Modelos do BrOffice.org

Esse é um tópico que, em especial, será interessante àqueles que estão usando o remastersys para configurar LiveCDs de instalação para máquinas corporativas. Existem algumas formas diferenciadas de instalação global que irá depender do que você deseja.

No caso de apenas copiar alguns poucos modelos, apenas copie os modelos desejados para /usr/lib/openoffice/basis<versao_do_broffice.org>/share/template como super-usuário. Lembrando que os modelos devem estar nos formatos de template OpenDocument (*.ot*).

Já no caso de copiar pastas completas de modelos, existem algumas dificuldades maiores. Mas se for feito com cuidado, é um processo razoavelmente simples.

  1. Copie as pastas de modelos para algum local dentro da hierarquia principal do sistema (sugestões seriam em /usr/share, /usr/local/share e /opt).
  2. Agora, como super-usuário, edite ou crie o arquivo /usr/lib/openoffice/basis<versao_do_broffice.org>/share/registry/data/org/openoffice/Office/Paths.xcu e adicione o seguinte conteúdo nele:

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<oor:component-data xmlns:oor="http://openoffice.org/2001/registry" xmlns:xs="http://www.w3.org/2001/XMLSchema" oor:name="Paths" oor:package="org.openoffice.Office">
<node oor:name="Paths">
<node oor:name="Template">
<prop oor:name="UserPaths" oor:type="oor:string-list">
<value>$(user)/template file://<diretorio_das_suas_extensoes></value> </prop>
<prop oor:name="WritePath" oor:type="xs:string">
<value>file://<diretorio_das_suas_extensoes></value>
</prop>
</node>
</node>
</oor:component-data>

Onde <diretorio_das_suas_extensoes> deve ser preenchido com o diretório onde você colocou seus modelos. No caso de vários diretórios diferentes, adicione cada um dos diretórios precedidos por file:// nas duas partes (UserPaths) e (WritePath)

Atenção: Caso você edite manualmente esse arquivo, copie o seu arquivo em outro. Caso o BrOffice.org não “suba”, abra novamente o arquivo, copie o conteúdo original do arquivo e tente novamente.

Para saber se está tudo bem, abra o BrOffice.org, vá em Arquivo | Novo | Modelo e Documentos, Na página “Modelos” a sua pasta deve aparecer e os arquivos de modelos deverão estar lá!

OK… Vamos falar apenas desses casos: execute novamente remastersys dist e sua distro deverá estar melhor ainda ao abrir um Mozilla, suas extensões deverão estar lá (ainda que sem configurações), assim como Templates do BrOffice.org e afins.

Mas dá para melhorar ainda mais um tanto, deixando a cara do boot da sua “distro” mehor ainda:

3-) Dando a sua cara: usuário “padrão”

No caso, agora vamos com calma. Tudo começa com você criando um usuário adicional “limpo” que você irá usar para customizar totalmente as opções do ambiente. No nosso caso vamos criar um usuário mykubuntu. Na linha de comando dê o comando sudo adduser mykubuntu, Dẽ uma senha, confirme-a e as demais informações podem ficar em branco.

Agora, saia do seu usuário normal e logue-se como mykubuntu. Ao entrar no ambiente, comece a customizar o ambiente conforme a necessidade, configurando papel de parede, fontes, temas, configurações de extensões do Firefox, etc… Desse modo, você vai ter uma espécie de “modelo” que você irá usar para criar a cara do usuário “padrão” da sua “distro” remasterizada. As customizações podem envolver o que você achar adequado (adicionar ícones, customizar aparência, adicionar Widgets, etc…). Uma vez que você se dê por satisfeito, deslogue-se e retorne ao seu usuário normal.

Uma vez que você tenha logado, abra um terminal e use o comando sudo -s, para abrir um shell de root. Uma vez feito isso, você precisará copiar os arquivos do diretório do usuário criado (no nosso caso mykubuntu) para dentro do diretório /usr/skel. Além disso, será necessário configurar a posse dos arquivos. No caso, digite os comandos abaixo:

cp -Rvf /home/mykubuntu/* /etc/skel

chown root:root -Rvf /etc/skel

Com esses dois comandos, você coloca os arquivos dentro de /etc/skel, um diretório usado para criar diretórios padrão de usuário. Como isso é copiado para os diretórios padrão de usuários, existe a vantagem adicional de permitir-se que definições padrão sejam adicionadas, o que oferece ganhos para aquele que deseja utilizar o remastersys para customizar um Debian/Ubuntu para uso corporativo e também para “Estações Virtuais”.

Como pode-se ver, o remastersys é uma ferramenta de altíssimo nível que, apesar de simples, oferece muitíssimas opções, e que, combinada com conhecimentos simples e pesquisas no google, oferece possibilidades muito interessantes para o usuário, tanto caseiro quanto corporativo. Espero que esse documento tenha sido do agrado de todos os leitores.

sudo remastersys dist

Convertendo vídeos para PSP no Linux

Olá!

800px-psp_slim__liteComprei recentemente um PSP devido a uma série de recursos. Continuo sendo um feliz dono de um Nintendo DS, mas alguns bons jogos do PSP, como Crisis Core: Final Fantasy, Patapon, LocoRoco e God of War me convenceram a comprar esse videogame. Além disso, a boa tela wide, de boa dimensão, se provou uma ótima forma de ver animes e seriados quando possível, bem melhor que as pequenas telas dos vários MP4/5/6 que já tive.
Mas como bom Linuxer, tive problemas para obter uma forma de converter vídeos nele. Segui vários tutoriais, sendo que nenhum deles funcionou. Vários dos scripts sugeriam o uso do ffmpeg, mas tinha optado por usar o MPlayer/mencoder (nada contra o ffmpeg, é apenas força de hábito). Foi quando cruzei com o scripts automatizado para o Nautilus da GNOME-Look de conversão e achei perfeito… exceto que preferia trabalhar diretamente com o shell nesse caso, pois pretendia usar uma certa “magia negra” para automatizar as conversões (na verdade o velho e bom for i in ; do pspencode $i; done). Peguei e fiz algumas adaptações, tirando códigos desnecessários para o meu uso e acrescentando novos códigos. No caso, o resultado é o script abaixo, que fica à disposição de todos.

#!/bin/bash

#
# Adapted from GNOME-Look’s PSP Video Converter Nautilus Script
#
# Original by CruelAngel
#
# Version by Fabio Costa
#

INPUT=”$1″
LENG=${#INPUT}
let “LENG=LENG-4”
OUTPUT=${INPUT:0:$LENG}_psp.mp4
OUTPUTTHM=${INPUT:0:$LENG}_psp.thm

ENCODER=mencoder
AUDIO_BITRATE=64
# 768 for higher quality
AVG_BITRATE=512
VIDEO_MAX_BITRATE=1000
#NICENESS=20
CHAPTER=25
LANGUAGE=en
#First pass
$ENCODER “${INPUT}” -alang ${LANGUAGE} -sws 9 -vf scale=480:272,harddup,unsharp=l3x3:0.7,expand=480:272 -oac faac -faacopts br=${AUDIO_BITRATE}:mpeg=4:object=2:raw -channels 2 -srate 48000 -ovc x264 -x264encopts bitrate=${AVG_BITRATE}:global_header:partitions=all:trellis=1:pass=1:vbv_maxrate=${VIDEO_MAX_BITRATE}:vbv_bufsize=2000:level_idc=30:me=umh:subq=6 -of lavf -lavfopts format=psp -o “${OUTPUT}”

# NEW: Generate a thumbnail for previewing on PSP

# Takes 5 frames from 30 seconds after begin of video. 5 was an arbitrary number
#  based on a MPlayer issue that even using -ss, the first frame taken came from
# the first frame of the video. So, you’ll take more frames (5 a good shot) and use
# only the last one

mplayer -frames 5 -ss 30 -vo jpeg -nosound “${INPUT}”

#
# Convert the last frame for the correct dimensions and renaming it so PSP detects it as
# the video thumbnail
#
convert 00000005.jpg -scale 160×120 “${OUTPUTTHM}”

#
# Removing the temporary frames
#
rm 00000001.jpg 00000002.jpg 00000003.jpg 00000004.jpg 00000005.jpg

Após converter os vídeos, basta gravar eles na pasta /video do cartão Memory Stick do seu PSP e assistir sua série, anime ou vídeo desejado.

Espero que esse script seja útil e agradeço ao pessoal da GNOME-Look pelo script original.
Para completar, uma dica: no caso de vídeos Fullscreen (4:3), a visão normal do PSP widescreen (16:9) distorce a imagem. Para corrigir, enquanto assiste o filme aperte o botão Triângulo e escolha a opção Modo de Ecrã (Screen Mode), confirmando com o botão X, que o vídeo será apresentado no formato adequado, sem exigir “gambiarras” para a codificação do vídeo.
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Campus Party 2009 – Resumo da Ópera (Longo)

OK… Já vai alguns dias que acabou a Campus Party, e portanto é uma ótima hora para falar sobre ela, sem muita pressão e tal. Desse modo, posso comentar os bons e ruins sem muito medo.
Bem, se você não quer saber sobre a Campus Party, pule esse post pois ele é muito, MUITO LONGO MESMO!!!
Então, prepare-se para a viagem!

Leia mais deste post

Ativando a câmera Microdia do Mirax mm6100 no Debian Linux

Olá!

Se vocês acompanham esse blog a um certo tempo, devem se lembrar de quando falei sobre a instalação do Debian no meu notebook Mirax mm6100, e de como na época falei que a Webcam não funcionava. De boa, nunca senti muita falta da Webcam, mas é muito chato você ficar com um hardware parado no seu notebook. Então, a algum tempo atrás, o Silveira Neto divulgou no Br-Linux.org como instalar um driver alternativo para as Webcam Microdia como a do meu notebook.
Bem, para ser um pouco repetitivo, vou colocar os passos aqui também, embora nos links anteriores tenha-se um passo a passo mais detalhado:

Baixando e compilando:

Você irá precisar instalar pacotes básicos de compilação (build-essentials), os cabeçalhos do kernel (kernel-header) que você tá rodando e o git. Para isso, como root ou usando sudo, digite (no Debian/Ubuntu):

apt-get install kernel-header-`uname -r`kernel-package git-core gitk git-gui git-doc curl ctags build-essential

Com esse comando, você já estará instalando todo o necessário para compilar o driver alternativo. PS: Se você estiver usando o driver gspca, pode ser interessante, ainda que não obrigatório, a remoção ou desabilitação do mesmo. Para desabilitar nos testes, como root digite rmmod gspca. Para remover o driver, digite dpkg -r gspca-module-`uname -r`.
Primeiro, vamos obter os sources do driver. Ele ainda não possui um tarball para distribuição, portanto vamos ter que buscar o driver no repositório git do mesmo. Para isso, digite:

git clone http://repo.or.cz/r/microdia.git

Esse comando não exige root, portanto não exige sudo ou su.
Uma vez terminado a cópia dos arquivos, você terá um diretório microdia dentro do diretório onde você estava. Entre nesse diretório e dispare o comando make. Esse comando também não precisa de root, portanto não se preocupe. A compilação é rápida e não demanda nada de especial (alguns problemas podem aparecer em casos específicos, sendo que sugiro que procure o site do projeto no Google Groups para maiores informações).
Se você não recebeu nenhum erro, então você deverá ter nesse diretório microdia um arquivo com o nome microdia.ko. Esse é o driver que você irá usar… Mas calma, antes de instalá-lo para valer vamos dar uma checada e ver se está tudo OK.

Testando o driver:

Bem, agora que você compilou o driver e já tem um arquivo microdia.ko, é hora de testar o driver e vê se está OK. Acione a kill switch da Webcam e dê uma checada no dmesg para ver se o dispositivo foi localizado. Uma vez localizado podemos testar a Webcam. Ela deve se apresentar como USB2.0 Webcam ou similar, mas pode ser que varie conforme o caso. O importante é ler o dmesg e ver se o hardware foi localizado. Calma que isso só será “necessário” dessa vez (embora dar uma olhada no caso de problemas seja altamente recomendável).
Ativada a kill switch, podemos carregar o driver com o comando (como root, pois estamos adicionando um módulo no kernel, o que demanda poderes de super-usuário):

insmod ./microdia.ko

Caso esteja tudo OK, seu dmesg terá as seguintes linhas (ou similares):

microdia: Microdia USB2.0 webcam driver startup
microdia: Microdia USB2.0 Webcam - Product ID 6260.
microdia: Release: 0100
microdia: Number of interfaces : 1
microdia: Microdia USB2.0 Camera is now controlling video device /dev/video0
usbcore: registered new interface driver usb_microdia_driver
microdia: v0.0.0 : Microdia USB Video Camera

Pode ser que seu driver não rode e dê a seguinte mensagem:

insmod: error inserting 'microdia.ko': -1 Unknown symbol in module

Não precisa se desesperar – é que está faltando alguns módulos que são dependências do microdia.ko. Basta então adicioná-los com

modprobe videodev
modprobe compat-ioctl32

E tentar novamente a carga do driver. Existem outros problemas que podem ocorrer. Caso ocorram, dê uma consultada no processo de instalação no site do projeto Microdia no Google Groups.
Agora, vamos ao teste propriamente dito. Tudo feito, a câmera não apresentando nada no insmod (o que é bom), execute o mplayer com:

mplayer tv:// -tv driver=v4l2:width=640:height=480:fps=25:device=/dev/video0 -vo x11

Se tudo correu bem, você deve estar vendo sua própria imagem de frente corretamente. Se não estiver vendo nada, feche o mplayer (CTRL+C no terminal resolve), acione novamente a kill switch e tente novamente carregar o mplayer. Caso ainda assim não funcione, provavelmente você deverá dar uma olhada no site do projeto no Google Groups.
Pode acontecer de a imagem aparecer de cabeça para baixo… Não se preocupe, falaremos disso logo. No momento, considere que está tudo bem. Eu mesmo na primeira compilação desse driver tive problemas de imagem aparecendo de cabeça para baixo. Por enquanto, simplesmente ignore esse fato e vamos para a instalação do driver.

Instalando o driver:

A instalação do driver é razoavelmente simples e opcional, mas acho interessante se você não quiser ter que levantar esse driver toda vez após rebootar sua máquina. Como root, digite os seguintes comandos:

strip -g microdia.ko
cp microdia.ko /lib/modules/`uname
-r`/kernel/drivers/media/video/usbvideo/
depmod -a

O comando strip pode ser dado sem root, portanto se você tiver usando sudo (como no Ubuntu), não há nenhum problema em deixar o comando sem sudo. Esses comandos apenas limpam o driver de símbolos de depuração, diminuindo seu tamanho e necessidade de memória, copiam o driver para o local apropriado dentro da estrutura de drivers do kernel e remapeia a estrutura do kernel para localizá-lo como parte da estrutura de drivers do kernel, de modo que os comandos de drivers (módulos) sejam apropriadamente usados.
Com isso, o driver deve estar instalado e funcionando normalmente…

Corrigindo a imagem de cabeça para baixo:

Ok… Disse anteriormente que pode acontecer de a imagem da Webcam aparecer de cabeça para baixo. Na realidade, é exatamente isso o que acontece com esse driver no Mirax mm6100. Antes de você se descabelar, vamos com calma: na lista de discussão do suporte a esse driver encontrei uma thread que dizia exatamente o que fazer nesse caso.
As versões mais atuais desse driver possuem três parâmetros que podem ser setados em 0 (desligado) e 1 (ligado), que são vflip (espelhamento vertical), hflip (espelhamento horizontal) e flip_detect (detecção da rotação da Webcam do notebook). No Mirax mm6100 a opção flip_detect não funcionou, portanto pode ser ignorada.
Se você instalou o driver, utilize o comando a seguir para fazer o teste do driver para ver se os parâmetros em questão ajudam.

modprobe microdia vflip=1 hflip=1

Se não instalou ainda o driver (o que é recomendável), utilize o comando a seguir, dentro do diretório microdia:

./insmod microdia.ko vflip=1 hflip=1

Pode ser necessário (na verdade sugere-se) o uso de rmmod microdia antes de tentar qualquer um dos comandos anteriores. Lembrando que todos esses comandos, incluindo o rmmod, demandam root.
Faça novamente o teste com o mplayer e verifique se a imagem está correta. Caso não esteja, vá setando os parâmetros apresentados até alcançar o ajuste adequado ao seu hardware. Lembre-se de usar rmmod antes de cada tentativa, de modo a “limpar” os ajustes anteriores ao descarregar o driver.
Assim que alcançar o ajuste ideal a sua Webcam, será necessário apenas editar um arquivo para que esses parâmetros sejam “gravados” no seu sistema para sempre serem adotados. Para isso, como root, abra seu editor de texto favoritos e abra o arquivo /etc/modprobe.d/aliases (ou, em algumas distros, o /etc/modprobe.conf) e acrescente ao final do mesmo o comando:

options microdia vflip=1 hflip=1

substituindo vflip=1 hflip=1 pelos ajustes adequados à sua Webcam.
Com isso, toda vez que você rebootar sua máquina, sua Webcam deverá estar corretamente configurada sempre que for usada.
A Webcam pode ser usada em qualquer programa que utilize a API Video4Linux (v4l), como o mplayer, cheese (para fotos e vídeos), amsn (mensageiro instantâneo) e afins. Cada programa possui seus ajustes, mas uma vez o driver esteja corretamente configurado, é tudo questão de ajustar corretamente as opções do programa.
Como nota final, em vários locais, inclusive nas documentações do site do projeto no Google Groups foi sugerido o uso do comando module-assistant install,prepare (m-a install,prepare para os íntimos) no Debian/Ubuntu. Não utilizei esse comando (desconhecia essa parte do processo) mas não tive problema. O uso ou não desse comando fica a seu critério, lembrando que esse comando exige root, pois manipula arquivos do kernel.

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Conectando o Nokia 6085 no Linux: Cartão de Memória e Memória Interna

O celular Nokia 6085 foi um dos melhores celulares que a Nokia colocou em venda. Segundo a Nokia, algumas especificações são:

  • Flip com antena interna
  • GSM/EDGE 850/900/1800/1900 MHz
  • Display principal: LCD passivo CSTN de 128 x 160, 262 mil cores
  • Display externo: 96 x 68 FSTN, 2 cores Preto e Branco com LEDs azuis
  • Interface de usuário S40 com 3 teclas programáveis, deslizador de 4 direções, teclado ITU-T, teclas de volume e tecla de câmera
  • Viva-voz integrado
  • Câmera VGA com zoom digital de 4x
  • Rádio FM
  • 3 MB de memória livre do usuário, leitor de cartão de memória MicroSD com hot-swapping
  • Interface de carga de 2 mm
  • Conector Pop-PortTM (USB 1.1)
  • Standby ativo e interface de usuário aprimorada (Cher UI)
  • Bluetooth
  • Filmadora e reprodutor de vídeo
  • Reprodutor de música (MP3, MP4 AAC, AAC+, eAAC+)
  • Navegador XHTML sobre TCP/IP
  • MMS
  • Mensagens instantâneas
  • Comandos/ discagem de voz aprimorados (SIND)
  • Jogos e aplicativos Java MIDP2.0 pré-instalados
  • Streaming 3GPP
  • Sincronização local e remota (SyncML)
  • Temas que incluem papéis de parede & protetores de tela animados, esquemas de cor e toques
  • Teclas programáveis configuráveis pelo usuário
  • Calendário, lista de tarefas, notas
  • Despertador, Cronômetro de contagem regressiva

Comprei esse celular no final do ano passado (2007) com um preço bastante interessante e recursos versáteis. Possui compatibilidade Java MIDP 2.0, o que permite usar programas como o AnyRemote (controlador de computador via Bluetooth para Linux) e BarSnap (programa que permite a “leitura” de QR-Codes – códigos de barra bidimensionais usados para passar informações, como URLs, pequenos textos e afins) e seus recursos de áudio são razoáveis (seu maior problema é que a bateria vai para o ralo rapidamente se usar como MP3 Player). Como aceita toques em MP3, fica fácil configurar um toque simples e a transferência de dados via Bluetooth é muito interessante (já transmiti informações de e para meu Palm e meu notebook sem problemas).
Porém, um problema que eu tive foi que o mesmo não veio com o cabo, o que nunca me deu dor de cabeça. Mas, para facilitar as coisas, decidi comprar um cabo e investigar como conectar o Nokia 6085 ao notebook via cabo, usando Linux. Tudo aqui foi testado no Debian Lenny, mas deve funcionar no Ubuntu Gutsy e em qualquer boa distro atualizada.
Primeiro, cuidado ao comprar o cabo: em alguns casos tentarão de empurrar o cabo dos celulares Samsung. Fuja! Mesmo se for comprar um cabo genérico, procure pelos cabos CA-53 e CA-70 (que foi o que eu comprei). Se você tiver o fone de ouvido do 6085, o conector inferior é praticamente idêntico. Em alguns casos, ao encaixar o cabo pela primeira vez pode ser necessário forçar um pouquinho. Basta ter cuidado que ele encaixa normalmente.
Uma vez que o celular seja conectado ao cabo, ele irá mostrar uma tela perguntando o modo de conexão, com três opções: Transferência de Dados, Impressora e Fax e Modo Nokia. No caso, falaremos do primeiro e do último modo, que são os mais relacionados à transferência de arquivos de e para o celular.
O primeiro modo é o mais simples: basta selecionar o modo no celular que automaticamente o Linux irá reconhecer o celular como uma pendrive. No caso, esse modo é usado para transferir os dados de e para o cartão de memória MicroSD (TransFlash – seja lá o que isso quer dizer). A transferência é simples e pode ser feita como a cópia de dados normal de qualquer gerenciador. Ao terminar, lembre-se de utilizar uma opção de desmontagem do dispositivo (como a “Remover de Modo Seguro” do Konqueror / Dolphin no KDE 4.0).
O último modo é um pouco mais complexo, pois acessa a memória interna do celular (3 MB), que deveria ser acessível apenas via Bluetooth ou com o uso de um programa da Nokia para Windows. No caso, porém, alguma investigada e você descobre que na verdade existe um modo do Bluetooth chamado OBEX, que é usado para as transferências de dados, e que justamente esse modo é usado pelo programa da Nokia para se conectar ao celular via cabo. Então, procurando algumas informações na Net, cheguei a alguns tutoriais, que basicamente resumem o processo a (tudo deverá ser feito como root):

  • Instale os pacotes obex, obexfs e obxftp. Se desejar, também instale gnome-vfs-obexftp. No caso do Debian/Ubuntu, o comando é: sudo apt-get install obex obextool obexpushd obexfs obexftp gnome-vfs-obexftp;
  • Uma vez instalado os pacotes, crie um diretório /nokia (ou qualquer outro). Esse será o ponto de montagem da memória interna do celular;
  • Agora, carregue o módulo do FUSE (File User Space Environment) com modprobe fuse;
  • Monte a memória interna do celular com obexfs -u 0 /nokia/ (obs.: o parâmetro é um zero e não um O);
  • Depois, todos os processos de transferência de dados serão executados normalmente, usando os comandos de shell, como cp, rm, mv e afins. Após o término, desmonte o dispositivo com umount /nokia normalmente;
  • Atenção: não sei se é um bug no obexfs ou algo similar, mas se o seu filesystem estiver com locales para  UTF-8 (como no caso do Debian Lenny), você terá problemas com diretórios e arquivos que contenham acentos na memória do celular, uma ves que ela se encontra em Latin-1. Não sei como resolver esse problema ainda;

Para mais informações sobre esse tipo de processo, dê uma olhada no Janelas Quebradas e no De Tudo um Pouco.

Update: Esses truques funcionam normalmente com o celular Nokia N73

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AnyRemote – Controlando seu PC pelo Celular

Olá!

Fale a verdade, você já se pegou em situações onde um bom controle remoto para o computador seria uma ótima idéia, como em uma apresentação, ou quando você está usando seu PC para ouvir música e está lavando louça e quer ouvir uma música em especial qualquer (bem, no meu caso foi Get Over, da trilha sonora do anime Hikaru no Go… :P). De qualquer modo, é um momento onde tudo o que você quer é controlar seu PC sem ter que chegar perto do seu teclado ou mouse.
Pois bem, para apresentações existem alguns controles remotos que conseguem “substituir” um mouse, mas são caros.
Pois bem: tem um celular com suporte a bluetooth e J2ME? Usa Linux? Então sem problemas!
Existe um software chamado AnyRemote que transforma um celular Bluetooth em controle remoto por meio de um cliente J2ME que deve ser enviado para o celular. É importante que a JVM J2ME do celular suporte Bluetooth por meio de JSR (Java Specification Request) 82. No meu caso, o teste foi feito com um celular Nokia 6085 e funcionou perfeitamente. No site do AnyRemote existe uma lista dos celulares suportados.
OK, então mão na massa.
Primeiro, tenha certeza de ter as dependências do mesmo instalado: você precisará de pacotes de bluettoth (libbluez, obex e libbluetooth), além de python e PyKDE (python e python-kde) ou Gtk Python. Se você já fez alguma operação Bluetooth com o seu celular em Linux, provavelmente terá tudo o que é necessário. Caso contrário, existem muitos tutorias na Internet sobre como configurar corretamente seu dongle (chaveiro USB) de Bluetooth no Linux.
Embora a maior parte das distribuições contem com o AnyRemote nos repositórios, vamos fazer a instalação a partir dos pacotes oferecidos no site do AnyRemote, pois eles são mais atualizados com arquivos para controle de aplicações e afins. No site do AnyRemote, clique em Download e baixe os seguintes pacotes (obviamente, no formato compatível com sua distribuição – no meu caso, como Debianista, os arquivos são .deb):

  • Cliente em Linha de Comando:
  • Cliente Gráfico – aqui utilizaremos o kAnyRemote para o KDE. Existe também o gAnyRemote para o GNOME, mas não comentaremos ele aqui:
  • Cliente J2ME – ele pode ser baixado também via WAP, mas o próprio kAnyRemote ao detectar o celular permite que o cliente J2ME seja enviado para o celular via Bluetooth:

Baixado tudo isso e instalado as dependências, conecte seu dongle Bluetooth. Caso necessário, faça todas as configurações exigidas para a comunicação entre seu celular e o computador via Bluetooth. É fundamental que todos esses recursos estejam corretamente configurados antes da instalação, pois o AnyRemote (e o kAnyRemote) utiliza-se da estrutura Bluetooth do Linux. Em distribuições mais atuais, tudo resume-se a espetar o dongle que ele é auto-identificado. Instale os arquivos baixados conforme a sua distribuição. Ligue o seu Celular e ative a função Bluetooth do mesmo.
Abra então o kAnyRemote. Ele irá jogar na System Tray (Bandeja do Sistema) um pequeno ícone o identificando. Clique com o botão direito em cima dele e você terá um menu como o exibido ao lado. Clique em Start e você irá ativar o serviço do AnyRemote. PS: perceba que também deve ter na System Tray um ícone com o símbolo do Bluetooth, que indica que tem um adaptador Bluetooth conectado e reconhecido. Ele não precisa estar azul nesse momento, pois não há operações nele.
Tela Principal do kAnyRemoteAgora, vamos trabalhar o AnyRemote. Dê dois cliques no ícone do kAnyRemote ou então clique com o botão direito do mouse e escolha Restore. Você irá receber uma janela igual à do lado (clique para ampliar). Essa é a janela principal do kAnyRemote, por onde você configura quais programas podem ou não serem controlados pelo AnyRemote. Existem várias opções para configurar aqui: iremos mexer apenas nos clientes cujo modo for Server (servidor). O outro modo, AT, é um modo que utiliza comandos AT (de modem) via WiFi ou infravermelho para controlar o computador, mas não falaremos dele aqui. O Modo Server é o modo que utiliza Bluetooth (e em alguns dispositivos, infravermelho). Existe ainda o Bemused, sobre o qual também não falaremos.
Ele é dividido em três Estados: Disponível (o programa a ser controlado está instalado, mas o agente do AnyRemote não está ativo para ele), Gerenciado (o agente está ativo) e Não-Disponível (o programa a ser controlado não está instalado). No caso, temos vários agentes Disponíveis, mas apenas um Gerenciado, que é o All_in_1, que funciona como “controle remoto universal”. Sugiro que deixe apenas esse em Gerenciado. Para desativar os demais, selecione qualquer um que esteja como Gerenciado e clique em “Parar”.

Tudo OK, é hora de enviarmos o cliente J2ME ao celular. Clique em Setup | Devices. Ele irá abrir uma janela que irá investigar todos os seus dispositivos Bluetooth. Espere um pouco e ele deve mostrar o seu dispositivo. No meu caso, é o “Nokia Fábio” ao lado. Selecione-o e clique duas vezes.
Agora, já indicamos ao AnyRemote que esse dispositivo pode acessar o computador, mas ainda ele  não o fará pois não tem o cliente J2ME instalado. Para fazer o deploy desse cliente, você também pode, caso a solução do envio automatizado não funcio, enviar o arquivo normalmente por OBEX File Transfer do Linux ou então por download do mesmo via WAP (lembrando que você precisará enviar dois arquivos, um .JAR e um .JAD). Mas vamos ao envio automatizado.

Ao clicar duas vezes, você receberá uma janela para fazer os ajustes das configurações para aquele celular. Primeiro, clique em Ping para verificar se está tudo OK e a comunicação é efetiva. O Celular pode perguntar se deseja aceitar comunicação e ou pareamento do mesmo com o computador. Confirme e, caso necessário, forneça a senha de pareamento (normalmente o computador pede para definir uma. Apenas escolha uma senha que você considere adequada e confirme a mesma senha no celular). Tudo OK, basta clicar em “Enviar Java”. Confirme o alerta que seu Celular deverá dar para o envio do arquivo. Tudo OK, clique em OK para sair. Uma configuração avançada é fazer com que uma determinada configuração do AnyRemote seja carregada de imediato no Celular uma vez que ele conecte-se ao AnyRemote. Para isso, clique em “Escolher” e escolha o arquivo .cfg correspondente.
Tudo bem… Agora é a hora da verdade: abra seu celular e vá ao menu de Aplicações do mesmo. Lá deverá estar listado o AnyRemote. Escolha-o. Pode ser que o celular pergunte se você deseja a aplicação usar recursos de conectividade. Permita, pois é justamente o acesso ao Bluetooth. Tudo correndo bem, o cliente irá automaticamente identificar uma conexão, à qual você irá se ligar. Você entrará no menu do All_in_1 (imaginando que ele esteja ativo). Escolha o programa que você deseja controlar. Em alguns casos na tela irá parecer com a imagem ao lado. Nesse caso, cada um dos símbolos representa a tecla do teclado do celular que deve ser pressionada para fazer a função ser ativada. Por exemplo, para suprimir o som na tecla ao lado, digite 2. Para fechar o programa, tecle 8 e para parar a música tecle 0. Em outros casos irá aparecer outros layouts. Nesses casos, utilize as teclas direcionais do celular para mover até a opção desejada e aperte o botão central do celular (o que normalmente fica dentro do direcional) para executar a opção.

Para terminar, existe formas de configurar o comportamento tanto do AnyRemote quanto do kAnyRemote. Vá em Setup | Preferences. Você receberá uma janela como a da imagem ao lado (clique para ampliar). Existe uma série de ajustes que você pode configurar, mas os mais interessantes são o Auto-Startup (para fazer com que o kAnyRemote seja carregado ao iniciar o KDE/GNOME) e as opções de Show in List, que filtram quais configurações devem ser apresentadas pelo kAnyRemote. Sugiro que se desmarque as configurações de Modo AT (uma vez que não as usaremos) e que marque-se a opção Custom Made, que indica que configurações não relacionadas a Aplicativos também devam ser apresentadas. Entre tais configurações consta a All_in_1 que citamos aqui.
Na realidade, existe muito mais para se falar sobre o AnyRemote, pois ele é poderoso o bastante para, em conjunto com as aplicações Linux que possuam algum tipo de chamada distribuída (como o DCOP do KDE ou mesmo disparos por linha de comando), ser customizada para controle remoto de praticamente qualquer aplicação. Basta apenas estudar a documentação disponível no site do AnyRemote.
Em tempo: para o pessoal que desejar saber mais sobre o AnyRemote, em especial sobre o uso do gAnyRemote, veja esse artigo do Blog do Venilton.

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