Configurando Ubuntu Linux como media server para Xbox360

Olá!

Já faz algum tempo que eu não posto nada no blog, e o motivo é que realmente não estava com assunto para postar. Porém, agora tem um bom assunto para postar.

XBOX 360Como alguns sabem, tenho vários consoles de videogames, entre eles já citados um Nintendo DS (na verdade agora tenho um Nintendo DSi mais dois Nintendo DS) e um PSP. Como não poderia deixar de ser, tenho meus consoles de mesa: um PS2, um Wii e um XBOX 360.

O último foi uma aquisição que fiz com o objetivo duplo de jogar (obviamente) e de utilizar como Media Center. Mas como tudo que envolve a Microsoft, descobri que existe um trabalho bastante significativo para colocar vídeos para rodar no XBOX 360, quem dirá disponibilizar esse vídeos em modo Media Server (ou seja, de modo que os vídeos estejam no computador caseiro e sejam buscados pelo XBOX via rede)

Em parte isso se deve a problemas de protocolo e em parte a formatos de arquivo. Então iremos dividir o artigo em duas partes. A primeira, sobre como codificar vídeos para o formato do XBOX 360, e a segunda sobre como disponibilizar os vídeos codificados da maneira correta via rede.

Codificando vídeos para o formato do XBOX 360

O XBOX 360 possui formatos muito determinados sobre como os videos devem ser codificados para ele. No caso, adotaremos um enocde para WMV (Windows Media Video), e utilizaremos uma ferramenta gráfica para Linux, o Hyper Video Converter, que nada mais e que um frontend para MPlayer/Mencoder e ffmpeg. Procure e baixe no site o pacote .deb ou .rpm e instale conforme a suia distro. Ele irá criar um ícone no Menu K /Aplicações. Abra o programa. Ao abrir, uma janela como a abaixo irá aparecer.

Primeira coisa: você vai precisar criar um diretório onde você irá jogar seus arquivos encodados. No meu caso: /home/teste/video. Isso será importante no segundo estágio, quando formos disponibilizar os vídeos via rede. Por agora, escolha qualquer pasta. Em encoder, escolha ffmpeg. Iremos trabalhar com ele por enquanto. Clique em “Encoder Settings”. Você receberá uma janela como a seguinte:

No caso, ele já está com todas as informações sobre como o vídeo deve ser codificado, segundo o link apresentado anteriormente.No caso, optamos por encodar o vídeo em formato WMV2 em Video Codec, que é o único que permite encodar vídeos com saída em FullHD para ele. De qualquer modo, utilizaremos a resoloção como 720p, setada em Video Size (perceba que ela foi colocada em Custom e o valor digitado na caixa de texto em baixo). O Aspect foi deixado em 1:1 (acredito que isso permita que o Aspect Ratio original dos vídeos a serem encodados, sem os distorcer). Setamos o Container Format para ASF. Isso é importante pois o formato ASF é o container padrão para o Windows Media Video. O Video Bitrate pode ser definido para qualquer valor, mas acredito que entre 5000 a 10000 kbps é o suficiente. Menor bitrate implica em maior granulação, enquanto um Bitrate menor pode servir apenas para aumentar demais o arquivo (que ficará enorme). Deixe Target em default.pois ele serve apenas para alguns pré-defs relacionados com DVD (portanto, não é uma boa idéia mexer aí). O Audio Format ddverá ser configurado para wma2 (Windows Media Audio versão 2). Audio Bitrate pode ser deixado em qualquer valor, então 128 kbps deve ser um valor adequado (caso encode shows, pode desejar aumentar esse valor, conforme a qualidade das fontes originais). Sample Rate não têm restrições também, então deixamos em 44100 bps, que é o valor padrão para CD ou DVD.

Precisaremos de algumas configurações mais avançada, então clique em Advanced Settings para que a janela pareça com a seguinte:

A única coisa que precisamos deifinir aqui é o Framerate. Clique na caixa correspondente e defina o valor. No caso atual meu, defini como 25 fps. Se desejar, o limite é de 30 fps conforme o link apresentado anteriormente.

Na aba Misc. Video Settings, existem poucas opções interessantes.

Eu uso por costume 2-pass encoding, mas segundo alguns não faz a menor diferença. Se tiver dúvidas, não mexa nessa aba e aceite os padrões, clicando em OK ao terminar. Clique em Open Files para adicionar videos para conversão. Se selecionar mais de um vídeo, selecione a opção convert all input. Mude a Extensão para wmv e clique em Create Command. Ele irá apresentar na caixa de diálogo de baixo a linha de comando a ser executada. Clique em Convert e aguarde.

A conversão demorará significativamente e, além disso, gerará arquivos enormes (700 MB para 20 min), portanto tenha muito HD livre ao tentar isso ou jogue a saída para um pendrive. Na realidade, precisaremos usar um Pendrive depois do vídeo convertido.

Testando o vídeo

Uma vez que você tenha codificado seu vídeo (lembre-se de ter todos os codecs instalados em sua máquina, inclusive – e especialmente – os de WMV), o vídeo será colocado na pasta indicada em Output Directory, com o nome original e extensão definida em Extension (no nosso caso, wmv). Copie o arquivo para um pendrive e leve ao XBOX 360. Conecte o pendrive por uma das entradas USB, seja as traseiras (próximas à entrada de rede) ou as dianteiras (em baixo do botão de força, protegidas por uma tampa). Ligue o XBOX.

No Dashboardo do XBOX 360, escolha a opção “Biblioteca de Vídeo“. Aperte A.

A opção “Dispositivo Portátil” deverá estar acesa. Selecione-a e navegue no conteúdo do pendrive até achar o arquivo codificado. Selecione-o e clique em Executar. Ele deverá ser exibido. Caso não seja, verifique as configurações de vídeo anteriormente citadas e modifique-as até que o resultado final seja de seu agrado.

Para facilitar a vida, o Hyper Video Converter aceita que você salve Profiles de configurações de vídeo. Uma vez que você tenha a opção adequada, salve-a clicando em Save Profile no Encoder Settings e dê um nome ao mesmo na janela que irá aparecer (ele não sobrescreve profiles existentes). Para carregar um profile, clique em Manage Profiles na janela principal.

Escolha o programa utilizado (no nosso caso, ffmpeg) selecione o profile desejado e clique em Load.

Ok… Uma vez que o vídeo esteja funcionando corretamente, você irá se pegar pensando no tamanho do vídeo gerado e em como isso é dose de ter que ser feito o tempo todo. No caso, vamos utilizar o uShare como servidor de mídia (Media Server), por meio do protocolo uPnP A/V.

Cnfigurando o Media Center

Primeiro, instale como padrão o uShare conforme sua distro. A maioria das distros modernas oferecem o uShare a partir de seus repositórios padrão, assim como suas dependências. Use os comandos adequados para instalar o uShare.

Como root (ou usando sudo), abra um editor de arquvios e procure o arquivo /etc/ushare.conf. Será necessárias algumas modificações nesse arquivo para disponibilizar os vídeos via rede. O arquivo irá se parecer com algo como abaixo.

# /etc/ushare.conf
# Edit this file with 'dpkg-reconfigure ushare'
# Configuration file for uShare
# uShare UPnP Friendly Name (default is 'uShare').
USHARE_NAME=hufflepuff
# Interface to listen to (default is eth0)
# Ex : USHARE_IFACE=eth1
USHARE_IFACE=eth1
# Port to listen to (default is random from IANA Dynamic Ports range)
# Ex : USHARE_PORT=49200
USHARE_PORT=
# Port to listen for Telnet connections
# Ex : USHARE_TELNET_PORT=1337
USHARE_TELNET_PORT=
# Directories to be shared (space or CSV list).
# Ex: USHARE_DIR=/dir1,/dir2
USHARE_DIR=/home/teste/videos
# Use to override what happens when iconv fails to parse a file name.
# The default uShare behaviour is to not add the entry in the media list
# This option overrides that behaviour and adds the non-iconv'ed string into
# the media list, with the assumption that the renderer will be able to
# handle it. Devices like Noxon 2 have no problem with strings being passed
# as is. (Umlauts for all!)
#
# Options are TRUE/YES/1 for override and anything else for default behaviour
USHARE_OVERRIDE_ICONV_ERR=yes
# Enable Web interface (yes/no)
USHARE_ENABLE_WEB=yes
# Enable Telnet control interface (yes/no)
USHARE_ENABLE_TELNET=no
# Use XboX 360 compatibility mode (yes/no)
USHARE_ENABLE_XBOX=yes
# Use DLNA profile (yes/no)
# This is needed for PlayStation3 to work (among other devices)
USHARE_ENABLE_DLNA=no

A maior parte das conbfigurações podem ser deixadas no padrão da distro. No caso, vamos falar das configurações que devem ser modificadas.

  • USHARE_NAME=hufflepuff - Essa linha informa o nome pelo qual sua máquina será conhecida como Media Center. Escolha o nome que lhe aprouver;
  • USHARE_IFACE=eth1 - Essa linha indica qual interface de rede será usada como saída para o seu Media Center. A não ser que você tenha várias placas de rede e/ou algum problema com a interface de rede padrão (eth0), pode deixar em branco. Caso contrário, escolha a inferface a ser utilizada, lembrando que o XBOX 360 deve estar conectado fisicamente à estrutura de rede desejada;
  • USHARE_DIR=/home/teste/video - Essa linha é uma das que devem ser obrigatoriamente modificada. Ela indica onde o uShare deverá buscar arquivos de mídia. No meu caso, /home/teste/video. Lembre-se de dar o mesmo caminho dado no Hyper Video Converter, ou então selecionar vários caminhos, separando-os por vírgulas.
  • USHARE_ENABLE_WEB=yes - Essa linha é útli ao administrar os compartlhamentos a serem buscados. Se você ativar essa opção, a janela de administração do uShare estará disponível em http://<servidor&gt;:<porta>/web/ushare.html, onde <servidor> representa o IP ou DNS do servidor uShare (repare que esse nome não precisa ser o mesmo e pode não ter relação com o nome uPnP indicado em USHARE_NAME) e  <porta> é a porta definida pelo uShare para atender (normalmente 49152, modificada em USHARE_PORT);
  • USHARE_ENABLE_TELNET=no - Essa linha tem a mesma funcionalidade e uso da anterior, USHARE_ENABLE_WEB, mas usando Telnet ao invés do navegador. Como isso pode ser um potencial furo de segurança (uma vez que o Telnet não é um protocolo conhecido pela segurança), é recomendável deixar essa opção em no;
  • USHARE_ENABLE_XBOX=yes – Essa opção é a que define o suporte para o XBOX 360 e deve estar obrigatoriamente em yes;
  • USHARE_ENABLE_DLNA=no – Essa opção define o suporte para alguns recursos avançados em uPnP A/V. Essa opção é usada em especial no PS3 e em outros Media Centers, mas usar essa opção no XBOX 360 apenas serve para confundir o sistema. No caso, deixe-a em no se for usar o XBOX 360 como Media Center;

Com isso definimos toda a configuração necessária para o mesmo no Linux. Inicie o servidor conforme a distro (normalmente service ushare start como root). Nota: no Ubuntu por algum motivo o uShare ignora sumariamente a opção USHARE_ENABLE_XBOX=yes, portanto devemos forçar o suporte a XBOX 360. Para isso, inicie o uShare em um terminal ushare -x. Antes disso, pare o servidor uShare (normalmente com sudo service ushare stop). O uShare pode ser iniciado sem obrigatoriedade de superusuário por usar portas TCP altas (acima de 1024). Mantenha o terminal aberto enquanto não estiver o usando. Como opção, pode ser usado o comando nohup ushare -x & para fazer com que o uShare rode em backgroung.

Configuração no XBOX 360:

Primeiro, ligue o XBOX 360 à rede onde o Media Server uShare está ligado (nomralmente conectando um cabo entre o roteador da rede do uShare e o XBOX 360). Em seguida, ligue o XBOX 360 e vá em “Configurações de Sistema“.

Vá em Configurações de Rede.

Selecione Testar Conexão no PC. Ele poderá dar um aviso de desconectar os usuários do videogame. Confirme e aguarde. Ele deverá aparecer uma máquina com o nome dado por voce em USHARE_NAME.

Tudo OK, aperte A e volte para o Dashboard e escolha a opção “Biblioteca de Vídeo“. Aperte A.

Deve ter uma opção com o nome da sua máquina. Escolha-a. Uma lista dos vídeos disponíveis na sua pasta deve aparecer. Atenção: ele não fará distinção de pastas, colocando todo o conteúdo dentro da pasta espalhado. Escolha o vídeo desejado e clique em Reproduzir:

E aproveite os seus vídeos. Utilizar o XBOX 360 como Media Center dá um certo trabalho, mas vale a pena!

PS: As telas do XBOX 360 foram fotografadas com uma câmera FujiFilm FinePix s5100fd com alta qualidade a partir de uma teve LCD 32″ buster 720p.

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Nintendo DS em Wifi com o roteador Linksys WRT54G

Não sei se já comentei antes, mas sou o feliz dono de um Nintendo DS. Comprei ele pois queria um videogame simples e divertido, com jogos interessantes. Quando um colega me apresentou o Nintendo DS, com jogos como Trauma Center, Ouendan!, Mario Kart e Mario Party, foi paixão à primeira vista, principalmente pelos jogos que usam a stylus (operar o cara virtualmente no Trauma Center é o máximo).

Um dos recursos mais interessantes do DS é que ele pode usar o sistema de WiFi que possui para jogos multiplayer inclusive para jogar via Internet, bastando que você tenha um roteador WiFi 801.22 tradicional. No meu caso, possuo um Linksys WRT52G. No caso, vou falar sobre como configurá-lo para usar com o DS com uma boa segurança (na medida do possível).
É bom começarmos esclarecendo um fato: o DS infelizmente não aceita seguranças baseadas em WPA ou em WEP acima de 60 bits. No caso, a melhr coisa a se fazer é bloquear também o acesso por outros meios. Particularmente a trava de acesso pelo MAC (Media Access Control) é bastante interessante, pois é razoavelmente difícil burlar-se o controle de acesso dessa maneira (existem técnicas de ARP poisoning e ARP spoofing que permitem enganar esse tipo de trava, mas ainda assim é algo com um bom grau de segurança). Isso pode tornar o acesso um tanto inconveniente, mas é como se diz: a segurança é inversamente proporcional à conveniência.
Bem, então vamos nessa:
1-) Configurando o WiFi:
É importante começar avisando que, embora o utilitário de configuração inicial do roteador seja em Windows, uma vez essa configuração seja feita (acredito que deva funcionar via Wine, mas comigo não deu certo), a configuração pode ser feita totalmente pelo navegador, inclusive em Linux (Firefox, Konqueror e Epiphany todos funcionam com a ferramenta de administração do Linksys). È recomendável ativar-se o DHCP, pois isso oferece alguma conveniência na configuração.
OK… Com o roteador instalado, vamos ao que interessa: abra seu navegador e vá para o endereço do roteador (normalmente http://192.168.1.1). Seu navegador irá pedir um login e senha. O login é vazio, a senha você deve usar a definida no momento da configuraçãoi inicial (ou qualquer outra que você tenha definido para o administrador). Você irá então cair na janela de administração geral. A navegação é simples na ferramenta de administração: existem duas barras, uma preta e uma azul. A preta são as opções principais, enquanto a azul são as sub-opções. No caso, clique em “Sem Fios“. Você irá para uma página como a abaixo:


Clique para ampliar

Você irá cair na opção “Definições sem fios básicas“. Para liberar de maneira básica seu DS em WiFi basta configurar essa página. No modo, você pode deixar “misto”, de modo que hardware wireless mais potente possa usar velocidades maiores (ao menos enquanto o DS não estiver presente). No SSID coloque qualquer nome que desejar. A única sugestão é não deixar no valor padrão da Linksys (linksys). No meu caso, o SSID está definido para “hogwarts”. Quando quiser deixar o WiFi desligado, selecione “nenhum” nessa opção.
A opção “Canal sem fio” está marcada pois existe um certo debate sobre qual canal deixar. Em muitas comunidades, aconselha-se o canal 6, pois é um consenso. Na realidade, não há nada que o impeça de deixar em qualquer canal. Eu preferi deixar no 6, portanto é a seu critério.
A opção “Difusão de SSID sem fios” é uma opção que você pode avaliar para aumentar um pouco a segurança: em modo normal, toda rede WiFi faz a difusão do seu SSID para anunciar sua presença. Porém, algumas pessoas preferem desativar esse recurso, crendo que ele torna a rede insegura. Como é possível descobrir-se o SSID por força bruta, ainda que não seja fácil, esse recurso não é muito interessante, pois também irá dificultar seu acesso à rede (você precisará lembrar totalmente o nome do SSID da sua rede). Eu prefiro deixar esse recurso ativo e fazer o controle de acesso via MAC, mas isso também é opção sua.
Clique em “Guardar Definições” e pronto: sua wireless estará ativa. Vamos fazer um teste rápido.
2-) Testando sua conexão com a Internet no DS:
Pegue seu DS e escolha um jogo que permita acesso à Nintendo WFC (World Friend Connection). Sugiro Mario Kart DS ou Bleach. No caso, falaremos de Mario Kart DS. Escolha a opção “Nintendo WFC” e em seguida vá para “Nintendo WFC Settings”. A partir daqui, a janela de configuração é genérica. Você verá a tela abaixo:

Selecione “Nintendo Wi-Fi Connection Settings” com a stylus. Você receberá um assistente de conexão como o abaixo na Touch Screen:

Aqui no caso percebemos que o DS tem como receber até 3 redes WiFi para acessar. Toque em um dos “None” para ir ao “Settings” como abaixo:

Selecione a opção “Search for an Access Point”. Aqui é importante ressaltar algumas coisas:

  1. Nesse momento, devem ser encontradas todas as redes wireless na região de potência do DS. Se você não permitiu anúncio do SSID, você pode ter alguns problemas para localizar sua rede se ouver outras redes cujo SSID não esteja sendo anunciado. Por isso, em um primeiro momento, é interessante configurar o roteador para anunciar o SSID. Depois de configurar a rede no seu DS, desativar o SSID não faz a menor diferença;
  2. O DS irá mostrar para você as seguintes situações para cada rede wifi detectada. Verifique a sua e siga como for descrito:

Quando aparece dessa forma, é indicação que a rede do SSID indicado (no exemplo, MY_WIRELESS) está aberta e portanto basta selecioná-la. Se a rede tiver DHCP e nenhum outro controle de acesso, bastará selecionar com a stylus essa rede e esperar o teste de conexão confirmar a conexão. Esse deve ser o estado da rede no presente momento após esta configuração inicial do roteador.

Quando aparece dessa forma, é indicação que a rede do SSID indicado (no exemplo, MY_WIRELESS) está protegida por WEP (Wired Equivalent Privacy) de 60 bits, que o DS pode acessar. Essa criptografia é muito fraca, mas pode ser melhor que nada se combinada com outros elementos de segurança. De qualquer forma, para acessar essa rede, após cselecionar com a stylus essa rede, você precisará fornecer a WEP Key da mesma. Veremos mais sobre isso adiante.

Quando aparece dessa forma, é indicação que a rede do SSID indicado (no exemplo, MY_WIRELESS) está protegida por formas de criptografia que o DS não consegue trabalhar (normalmente WEP de 124 bits ou WPA). O DS não será capaz de acessar esse tipo de rede, não importa o que aconteça. Nesse caso, a melhor coisa é desativar a criptografia ou a definir para WEP de 60 bits. Veremos mais sobre isso depois.
Se você seguiu o tutorial como está e deixou os padrões de fábrica do roteador, bastará selecionar o seu SSID e o resto será questão de esperar que o roteador ofereça via DHCP um IP. O DS irá testar a conexão e, se tudo ocorrer bem, ele irá apresentar uma mensagem “Test Sucessful”. Caso contrário, consulte a página de ajuda da Nintendo e o manual do roteador.
Tudo OK, basta apertar B para voltar ao jogo (no caso Mario Kart), e selecionar a opção de conexão à WFC. No caso “Nintendo WFC Connect”. Aguarde alguns instantes e você poderá começar a jogar via Internet.

3-) Melhorando a segurança:
OK… Na realidade, já temos conexão via DS à Internet e podemos jogar online via Nintendo WFC. Porém, ainda temos mais coisas a fazer. Se você seguiu tudo como fizemos, nosso roteador Wireless é um hotspot, ou seja, é um ponto de acesso totalmente aberto com o mundo. Isso pode ser perigoso pois podemos ser usados como ponto de acesso à rede para piratas de computador que localizem nossa rede via wardriving/warchalking (para resumir, a prática de localizar e marcar redes de Internet abertas). Vamos então começar a melhorar a segurança na medida do possível.
A primeira coisa que iremos fazer é implementar o WEP de 60bits. Embora esse protocolo a muito tenha sido derrubado e portanto não é considerado mais seguro, combinado com outros elementos pode nos dar uma segurança considerável. Portanto, vamos ativá-las nem que seja para dificultar ao máximo o acesso não-autorizado à rede Wireless.
Abra o gerenciador do roteador e selecione o menu “Sem fios”, opção “Segurança sem Fios”.


Clique para ampliar

No caso, a segurança é definida nas primeiras duas listas. Na primeira, “modo de Segurança”, escolha WEP. Na segunda, “Encriptação WEP”, escolha “64 Bits 10 dígitos hexadecimais”. Defina uma chave em Frase-passe e clique no botão “Gerar”.
Perceba que logo abaixo existem quatro caixas com os textos “Chave 1” a “Chave 4”. No caso, são justamente essas chaves que você deverá passar para o DS. Anote uma dessas chaves, pois ela será inserida no DS. Clique em “Guardar Alterações”.
Se você tentar usar agora o DS para jogar ou navegar na Internet, você não irá conseguir, pois a rede está com criptografia. Vamos ver como corrigir.
Proceda como anteriormente para entrar na janela de configuração de Wifi do DS mostrada anteriormente. Se você usar Bleach – Blade of Fate, acesse “Versus Mode”, em seguida “Nintendo Wi-Fi Connection” (a opção com o Kon) e em seguida “Setup”. Toque em “Nintendo Wi-Fi Connection Settings”. Sua conexão configurada deve estar em “Ready”. Toque em “Ready” e você cairá em uma janela como a seguinte:

Essa janela é onde você pode ajustar manualmente todas as suas configurações. No caso, para reabilitar nossa conexão, teremos que dar a chave WEP. Para isso, toque em “Edit” na linha “WEP Key”. Aparecerá um teclado para você entrar a chave WEP. Digite a chave WEP que você anotou, gerada pelo roteador e confirme. Em seguida, toque em “Test Connection”. Caso você receba o “Connection Sucessful”, clique em “Save Setting”.
Já temos uma segurança por criptografia, mas como disse o WEP 60 Bits suportado pelo DS é muito fraco. No caso, confiar apenas nessa criptografia é uma tolice, pois ela pode ser obtida facilmente por análises e quebrada rapidamente. No caso, vamos aumentar a segurança restringindo o acesso pelo MAC.
3-) Restringindo via MAC:
O MAC (Media Access Control) é um endereço físico estipulado pelo protocolo de redes Ethernet (protocolo padrão abaixo do IP) que é adicionado por padrão a qualquer placa de rede Ethernet ou compatível (como o WiFi 801.22). Normalmente não é fácil clonar um MAC, uma vez que ele vem gravado diretamente no hardware da placa (ou no caso, do DS), mas existem mecanismos que permitem fazer MAC Spoofing (exige que o hardware cujo MAC será clonado esteja fora do ar). Ainda assim, essa restrição é a melhor forma de impedir o acesso não autorizado ao roteador WiFi, uma vez que o processo de MAC Sppofing não é algo simples de ser feito.
Antes de ativarmos esse modo, devemos pegar o endereço MAC de todos os hardware que irão acessar o rotador sem fio. No caso, falaremos especificamente do DS. Para placa de redes WiFi (como as de notebooks), existem comandos que fornecem esse endereço.
Ligue o DS e vá para o “Nintendo Wi-Fi Connection Setup” conforme seu jogo. Toque em “Options”. Você receberá uma janela como a seguinte:

Escolha a opção “System Information”. Você receberá a janela a seguir:

Perceba que existem dois valores: o de baixo, “Nintendo Wi-Fi Connection ID” , é importante pois ele é usado para “amarrar” os códigos pessoais de uso dos jogos multiplayer (chamados de “Friend Codes”) ao DS em questão. Se você trocar de DS, poderá não ficar mais acessível a aqueles contra quem você já jogou. Para “voltar a ficar disponível”, use a opção “Transfer Nintendo WFC Configuration” do menu anterior. Cuidado ao fazer isso: você poderá, caso haja problemas de carga de bateria, inutilizar seu sistema de rede dos dois DS, pois os DS envolvido estarão trocando seus endereços MAC. Você foi avisado!
Voltando: o valor que nos interessa é o outro, “MAC Address” que é uma seqüência de 6 números hexadecimais. Anote esses valores, mas substituindo os traços (-) por dois-pontos(:), pois essa é a anotação normal do MAC.
Anotado esse valor, podemos voltar à configuração do roteador. Entre no gerenciador, escolha menu “Sem Fios”, opção “Filtro MAC sem fios”. Você chegará a uma tela parecida com a abaixo:


Clique para ampliar

Primeiro de tudo, escolha a opção “Ativar” em “Filtro MAC sem fios”. Em seguida, vão aparecer as opções “Impedir” e “Permitir Apenas”. Escolha a segunda, pois desejamos que apenas os dispositivos cujo MAC estejam na tabela possam acessar nosso roteador. Clique em “Editar lista de filtros de MAC”. Um popup irá aparecer com uma tela similar à seguinte:


Clique para ampliar

Veja que você pode listar até 20 dispositivos nessa tabela. Coloque o endereço MAC do DS anotado anteriormente em uma das caixas de texto. Ao terminar, clique em “Guardar Alterações” nessa popup. Lembre de entrar todos os endereços MAC de todos os dispositivos sem fio que vão se conectar a esse roteador. Isso inclui: notebook, desktop com placas ou dongles USB WiFi, Palms, PSPs, Nintendo Wiis, celulares como o iPhone e qualquer outro hardware com suporte na 801.22 e que você deseje que acesse esse roteador. Lembre-se de neles introduzir também a WEP Key definida anteriormente. Clique em “Guardar definições” na tela anterior. Para testar, ligue seu DS e conecte-se normalmente à WFC, como demonstramos anteriormente.
4-) Conclusão:
O Nintendo DS é um console simples, divertido e que permite vários recursos interessantes, como a conexão via WiFi com jogadores de todo o mundo. Mas fazermos isso com segurança temos alguma mão de obra setando o máximo de opções de segurança possível. Porém, quando você jogar sua primeira partida de Mario Kart ou Bleach ou qualquer outro jogo via WFC, você irá perceber que todo esse esforço vale realmente a pena.
Update: Normalmente os ajustes acima funcionam bem para o Nintendo Wii, com algumas alterações:

  • O Canal a ser usado deve ser o 1 ou o 11, conforme recomendação no manual do usuário;
  • Algumas vezes, caso o sistema não conecte-se, pode ser a criptografia WEP. Nesse caso, desative a criptografia WEP. Com a proteção de rede MAC você tem proteção o suficiente contra o uso anormal da rede. Obviamente a criptografia de dados deve ser avaliada;