Mudando de Assunto: Ainda mais animes que andei assistindo

Nova pausa no Linux para falar de mais alguns animes que andei assistindo recentemente.

Em um outro post sobre Animes, comentei sobre o anime Lucky Star, ao qual defini como uma cruza de Sakura Card Captors e Genshiken. Bem, vou falar agora de Genshiken.
A história toda começa quando o tímido otaku Kanji Sasahara entra para a faculdade e, em seu primeiro dia de aula, decide entrar em um dos clubes (tradição das escolas e faculdades japónesas que unem pessoas com o mesmo interesse). Acaba encontrando um grupo que condiz com sua personalidade e gostos pessoais, a “Sociedade de Estudos da Cultura Visual Moderna”, ou Genshiken (do japonês Gendai Shikaku Bunka Kenkyūkai). Na verdade, o Genshiken é um clube de otakus, onde eles se encontram para discutir coisas que otakus amam, como Anime, Manga, games e plamos (plastic model – modelos de personagens ou máquinas que devem ser montados, conhecidos no Brasil pelo termo em inglês Garage Kit), com uma alta influência de hentai (jogos ou mangás de conteúdo erótico). Junto com ele chega Makoto Kousaka, um otaku com um maior foco em games (principalmente de lutas e ero-games, jogos de conteúdo erótico) e sua namorada Saki Kasukabe. Essa, por sua vez, não apenas é a única não-otaku do grupo como é totalmente anti-otaku e inicialmente vê como objetivo apenas arrastar para longe do Genshiken Kousaka, senão destruir o Genshiken. Eles encontram-se então com os demais integrantes do Genshiken: Harunobu Madarame (um otaku mais “genérico”, mas extremamente hardcore), Souichiro Tanaka (que tem como hobby criar roupas para cosplayers) e Mitsunori Kugayama (o único com talento artístico, mas sem muita vontade para desenhar). Algum tempo depois, aparece Kanako Ohno, uma otaku de cosplay (o que a liga muito com Tanaka, com quem viria a namorar depois). No final da 1ª Temporada e depois na 2ª Temporada entram para o Genshiken Chika Ogiue, uma otaku que tem vergonha de ser tal e que gosta de yaoi (mangá ou doujinshi de conteúdo homossexual masculino) e Manabu Kuchiki, um otaku de kawaii (gosta de coisas mais fofas etc…)
Na verdade, Genshiken possui todo a sua história baseada no dia-a-dia e no desenvolvimento de todos os personagens e a relação entre eles, como o caso de Sasahara, que começa tímido e acaba tornando-se presidente do Genshiken e editor de mangá, e de Saki, que inicialmente odeia os otakus do Genshiken, mas acaba ajudando-os em muitos momentos, dando “empurrõezinhos” aqui e ali para que eles realizem seus sonhos de vida. Todos os personagens, apesar de aparentemente caricatos (em muitos momentos realmente os são), na realidade são complexos, cada qual com seus problemas pessoais e suas angústias, seus medos e vergonhas. Embora aparente ser bobo e as histórias envolvam a cultura otaku (debate de anime, tentar convencer alguém a fazer cosplay, visitar a Comiket e publicar um doujinshi na mesma), na verdade as histórias são mais profundas, pois lidam com uma pergunda simples: “se fosse com você, você gostaria?
Genshiken é o caso de comédia com pinta de verdade: ele mostra os otakus como são, e também mostra para quem não é otaku que, por trás das coisas aparentemente estranhas que um otaku faz, um otaku não é diferente de um fã que praticamente se mata para ir no show de sua banda favorita, ou o torcedor que faz qualquer negócio para comprar ingresso para um jogo de futebol importante. Ele fala sobre pessoas e como o respeito é importante (como Saki acaba descobrindo) e como às vezes ações que imaginamos ser simples e sem relevância, para os outros é algo terrível e abominável, e como podemos ser “egoístas” e não percebermos a importância de certas coisas ou atitudes para os outros.
Por isso recomendo Genshiken para os dois públicos: os otakus para se divertirem com as referências a animes, mangas e games e todas aquelas situações esdrúxulas pela qual passamos; e os não-otakus para que entendam o quão fácil pode-se magoar uma pessoa por não entendê-la.

Quando imaginamos uma versão aloprada de Fantasia Medieval, podemos ter certeza: os criadores de Slayers já alopraram ela o suficiente. Slayers conta a história de poderosa (e desprovida de atributos femininos) Lina Inverse. Matadora de Bandidos, Apavoradora de Dragões (que passam por cima dela por puro nojo), ela começa a saga com 15 anos (!!!), quando após roubar uma estátua estranha de alguns bandidos, ela encontra na estrada o guerreiro altamente ingênuo (ou burro, como preferir) Goury Gabriev, dono de um item mágico extremamente poderoso, a Espada de Luz. Em seguida se unem ao grupo Zelgadis Graywords (um meio-golem com pele rochosa, transformado por magia em uma aberração) e Amélia Seyruun (uma defensora da justiça altamente imprudente, para não dizer desmiolada). Juntos eles vão derrotando inimigos poderosos que ameaçam o mundo, como o clérigo Rezo e o deus maligno Shabranigdo. O que é mais impressionante é que, apesar todos serem impulsivos e de Goury e Amelia serem pouco espertos, eles acabam derrotando esses inimigos.
A série Slayers é composta de 3 grandes sagas: Slayers, que conta a batalha de Lina e seu grupo contra Shabranigdo e Rezo; Slayer Next, que conta como Lina começa a se envolver em batalhas mais cósmicas, envolvendo os mazoku (demônios) Xellos e Gaav, além do Mestre Infernal Phibrizio; e Slayers Try, onde Lina e seus amigos vão para outras partes do mundo, anteriormente isoladas por barreiras mágicas destruídas por Lina e seus amigos na batalha do final de Slayers Next contra Phibrizio e o envolvimento deles com uma profecia sobre o fim do mundo. Além disso, uma série de OVAs e filmes conta o passado de Lina e seu envolvimento com a maga misteriosa (e altamente provida de atributos femininos) Naga, a Serpente. Uma nova série, chamada Slayers Revolution está em exibição no Japão no momento em que este está sendo escrito, e continua após o final de Slayers Try, com Lina e seus amigos procurando um substituto à Espada de Luz de Goury, levada embora no final de Slayers Try.
O que torna Slayers divertido? Bem, se você já jogou D&D ou assistiu animes como Record of Lodoss War ou Visions of Escaflowne, Slayers será bem divertido. Lina Inverse não tem o menor pudor de detonar os inimigos a base de bolas de fogo, é comilona e folgada, e lutar pela justiça não está entre seus fortes. Goury é uma toupeira completa, que não sabe nada e aprende menos ainda. Zelgadis é o mais equilibrado do grupo, mas é o mais bizarro, e Amélia é para dizer o mínimo trapalhona! Isso sem falar de caras como Xellos (o mazoku mais besta da história), Sylphiel (apaixonada por Goury) e Martina (clériga de um deus-monstro criado por ela, Zoamelgustar). As histórias em si são sem pé nem cabeça e possuem piadas que estrapolam totalmente o clichê, quebrando-os e retorcendo-os sem dó nem piedade. Ou seja, diversão garantida no melhor estilo “deslige seu cérebro e não leve isso a sério”. Recomendadíssimo como diversão.

Rental Magica pode ser imaginado como um “Negima!” mais sério. A história de Rental Magica é a história de Iba Itsuki, o atual presidente de uma companhia de magos, a Astral. No mundo de Rental Magica, o conhecimento da existência de magia, ainda que limitado, não é de todo nulo, e muitas pessoas podem contratar os serviços de magos de aluguel (os Rental Magica) de companhias especializadas nesse tipo de serviço como a Astral. Como resultado de ter visto um dragão em sua forma verdadeira (e dos efeitos da contaminação por magia resultante do mesmo), Itsuki (de outra forma uma pessoa normal sem nenhum talento em magia) recebe o Glam Sight, um olho mágico que permite a ele analisar as ondas de magia e com isso descobrir como qualquer mágica funciona, o que permite a ele romper as mesmas. Esse Glam Sight possui personalidade própria que meio que “assume o controle” de Itsuki quando usado. O controle sobre o Glam Sight é mantido com o uso de um tapa olho especialmente preparado. Desse modo, Itsuki vai cuidando para que a Astral continue no negócio de Rental Magica, enfrentando concorrentes como a Goetia, comandanda por Adilicia Lenn Mathers.
A Astral é muito pequena perto da Goetia, e seus integrantes são, além de Itsuki: Honami Takase Ambler, o equivalente em Rental Magica à Hermione de Harry Potter, uma usuária de Magia Celta e Bruxaria similar que compilou conhecimentos mágicos dessa ordem, atuando como secretária e tutora não-oficial de Itsuki, por quem se sente responsável desde o incidente que gerou o Glam Sight em Itsuki; Ren Nekoyashiki, o único remanescente da antiga geração da Astral, um Onmyoji (especialista em magia Onmyo, magia japonesa), de muito bom humor, fazendo uma série de artigos sobre magia para revistas especializadas e (como o nome dele indica) amante de gatos que usa como shikigami (uma forma de “avatar”, na falta de definição melhor) quatro gatos (que ele chama de shikinekos), chamados Seiryu, Byakko, Suzaku e Genbu (os nomes das constelações chinesas dos quatro elementos); Mikan Katsuragi, uma (muito) jovem sacerdotisa shinto que é especializada em magia de purificação, além de deter algum conhecimento de como criar amuletos protetores; e Manami Kuroha, a fantasma do grupo, capaz de alterar sua aparência e gerar efeitos psíquicos como o de poltergeist (movimentação de objetos) com os quais ela muitas vezes limpa e arruma a sede da Astral. Além deles, Itsuki conta com o apoio ocasional de Sekiren, um monge budista com grandes conhecimentos sobre a Sociedade Mágica caída, Ophion, e dotado de poderes mântricos e das artes marciais, os quais aos poucos ensina a Itsuki. É galante, romântico e um tanto antiquado e tradicionalista em suas ações.
As histórias de Rental Magica lidam com as conseqüências do uso de magias proibidas (tabus) e das questões relacionadas com a concorrência e ajuda entre as Sociedades Mágicas, assim como as costumeiras interações entre os vários magos da Astral e seus rivais da Goetia. Também explora-se a questão do Glam Sight de Itsuki. Ele é bem “realista” (até onde uma série com magos pode ser) e bem divertida. Altamente recomedável.
Para quem curte um seriado sobrenatural, Chrno Crusade é muito bom.
Nos anos 20, o mundo se tornou cético devido à Grande Guerra. O jazz bomba em todas as boates da hora, e a bebida é traficada devido à Lei Seca. Nesse cenário, invocadores do demônio procuram obter poder para seus fins gananciosos, principalmente aproveitando-se dos pobres e perdidos para seus sacrifícios profanos. Nessa sociedade decadente e perdida, a Ordem de Maria Madalena atua enfrentando o sobrenatural. E a história de Chrno Crusade é a história de Rosette Christopher, uma Irmã da Orde de Maria Madalena, com seu peculiar assistente, o demônio Chrno que, apesar da aparência, é muito forte. Rosette tornou-se uma Irmã para procurar seu irmão desaparecido, Joshua, e para isso ela procura entrar na Militia, uma espécie de “braço militar de elite” da Ordem de Maria Madalena. Além de contar com a ajuda de Chrno (que, apesar de ser um demônio, é bem aceito, ou tolerado, pela Ordem), ela conta com a ajuda da pequena Azmaria, um dos Apóstolos (pessoas que Deus manda de tempos em tempos para ajudar as pessoas) e Satellia, uma maga de jóias que odeia demônios. Com a ajuda de seus amigos, Rosette enfrenta os demônios, principalmente os Pecadores (demônios que foram contra as próprias hostes demoníacas) liderados por Aion (antigo parceiro e atual inimigo de Chrno) e entender seu destino.
A graça de Chrno Crusade é que ele tem uma boa trama, bem construída. Não é um anime com super-apelações, mas é graficamente bem resolvido, com uma boa arte e uma boa história para ajudar a amarrar tudo. Os personagens são bem construídos e a trama envolve bem todos eles. É muito interessante ver como a trama vai se deslocando de uma mera “caçada a demônios” para algo mais profundo. Bastante interessante e altamente recomendável.

A verdade sobre Caçadores de Elfas é “não tente levar esse anime a sério, porque provavelmente os seus autores não levaram!”
Uma mágica mal-feita traz Airi (uma famosa atriz), Jumpei (o típico machão forte e burro) e Ritsuko (uma otaku militar) para um mundo mágico, onde existe magia e elfas…. muitas elfas! Ao tentar serem mandados de volta, Celcia-sama, a anciã dos elfos nobres, perde a concentração da magia e ela se despedaça. Então os quatro, juntos com um tanque type 74 (que é possuído pelo espírito de um gato!!!!) tem que procurar os pedaços do feitiço para que Celcia possa o executar novamente.
Até aqui nada demais. A coisa começa a ficar divertida aqui.
O problema é que os pedaços do feitiço foram parar nos corpos de várias elfas em todo o mundo. O que quer dizer que eles tem que literalmente deixar um bando de elfas peladas para pegar os pedaços de feitiços para poderem voltar ao Japão. E a coisa fica ainda pior, quando percebem que partes do Japão começam a “colidir” com o mundo mágico com resultado da magia que trouxe eles para o mundo mágico, o que pode acarretar em problemas sérios no mundo.
A graça de Caçadores de Elfas é que simplesmente não dá para levar a sério: três caras procurando elfas para despir em cima de um tanque possuído por um gato é algo que definitivamente NÃO PODE SER LEVADO A SÉRIO. E é justamente o grande barato: brincando com tudo quanto é clichê dos animes de fantasia medieval, Caçadores de Elfas é incrivelmente divertido, desde que você dispa-se dos seus preconceitos mais rápido do que Jumpei dispe uma elfa. É o típico anime “deslige o seu cérebro e divirta-se”. E faz isso com extrema competência, o que o torna extremamente recomendável.

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Sobre Fábio Emilio Costa
Linux, Free Software, EMACS, Rugby, Indycar, Doctor Who, Harry Potter... Yep, this is me!

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