Mudando de Assunto: Ainda mais animes que andei assistindo

Nova pausa no Linux para falar de mais alguns animes que andei assistindo recentemente.

Em um outro post sobre Animes, comentei sobre o anime Lucky Star, ao qual defini como uma cruza de Sakura Card Captors e Genshiken. Bem, vou falar agora de Genshiken.
A história toda começa quando o tímido otaku Kanji Sasahara entra para a faculdade e, em seu primeiro dia de aula, decide entrar em um dos clubes (tradição das escolas e faculdades japónesas que unem pessoas com o mesmo interesse). Acaba encontrando um grupo que condiz com sua personalidade e gostos pessoais, a “Sociedade de Estudos da Cultura Visual Moderna”, ou Genshiken (do japonês Gendai Shikaku Bunka Kenkyūkai). Na verdade, o Genshiken é um clube de otakus, onde eles se encontram para discutir coisas que otakus amam, como Anime, Manga, games e plamos (plastic model – modelos de personagens ou máquinas que devem ser montados, conhecidos no Brasil pelo termo em inglês Garage Kit), com uma alta influência de hentai (jogos ou mangás de conteúdo erótico). Junto com ele chega Makoto Kousaka, um otaku com um maior foco em games (principalmente de lutas e ero-games, jogos de conteúdo erótico) e sua namorada Saki Kasukabe. Essa, por sua vez, não apenas é a única não-otaku do grupo como é totalmente anti-otaku e inicialmente vê como objetivo apenas arrastar para longe do Genshiken Kousaka, senão destruir o Genshiken. Eles encontram-se então com os demais integrantes do Genshiken: Harunobu Madarame (um otaku mais “genérico”, mas extremamente hardcore), Souichiro Tanaka (que tem como hobby criar roupas para cosplayers) e Mitsunori Kugayama (o único com talento artístico, mas sem muita vontade para desenhar). Algum tempo depois, aparece Kanako Ohno, uma otaku de cosplay (o que a liga muito com Tanaka, com quem viria a namorar depois). No final da 1ª Temporada e depois na 2ª Temporada entram para o Genshiken Chika Ogiue, uma otaku que tem vergonha de ser tal e que gosta de yaoi (mangá ou doujinshi de conteúdo homossexual masculino) e Manabu Kuchiki, um otaku de kawaii (gosta de coisas mais fofas etc…)
Na verdade, Genshiken possui todo a sua história baseada no dia-a-dia e no desenvolvimento de todos os personagens e a relação entre eles, como o caso de Sasahara, que começa tímido e acaba tornando-se presidente do Genshiken e editor de mangá, e de Saki, que inicialmente odeia os otakus do Genshiken, mas acaba ajudando-os em muitos momentos, dando “empurrõezinhos” aqui e ali para que eles realizem seus sonhos de vida. Todos os personagens, apesar de aparentemente caricatos (em muitos momentos realmente os são), na realidade são complexos, cada qual com seus problemas pessoais e suas angústias, seus medos e vergonhas. Embora aparente ser bobo e as histórias envolvam a cultura otaku (debate de anime, tentar convencer alguém a fazer cosplay, visitar a Comiket e publicar um doujinshi na mesma), na verdade as histórias são mais profundas, pois lidam com uma pergunda simples: “se fosse com você, você gostaria?
Genshiken é o caso de comédia com pinta de verdade: ele mostra os otakus como são, e também mostra para quem não é otaku que, por trás das coisas aparentemente estranhas que um otaku faz, um otaku não é diferente de um fã que praticamente se mata para ir no show de sua banda favorita, ou o torcedor que faz qualquer negócio para comprar ingresso para um jogo de futebol importante. Ele fala sobre pessoas e como o respeito é importante (como Saki acaba descobrindo) e como às vezes ações que imaginamos ser simples e sem relevância, para os outros é algo terrível e abominável, e como podemos ser “egoístas” e não percebermos a importância de certas coisas ou atitudes para os outros.
Por isso recomendo Genshiken para os dois públicos: os otakus para se divertirem com as referências a animes, mangas e games e todas aquelas situações esdrúxulas pela qual passamos; e os não-otakus para que entendam o quão fácil pode-se magoar uma pessoa por não entendê-la.

Quando imaginamos uma versão aloprada de Fantasia Medieval, podemos ter certeza: os criadores de Slayers já alopraram ela o suficiente. Slayers conta a história de poderosa (e desprovida de atributos femininos) Lina Inverse. Matadora de Bandidos, Apavoradora de Dragões (que passam por cima dela por puro nojo), ela começa a saga com 15 anos (!!!), quando após roubar uma estátua estranha de alguns bandidos, ela encontra na estrada o guerreiro altamente ingênuo (ou burro, como preferir) Goury Gabriev, dono de um item mágico extremamente poderoso, a Espada de Luz. Em seguida se unem ao grupo Zelgadis Graywords (um meio-golem com pele rochosa, transformado por magia em uma aberração) e Amélia Seyruun (uma defensora da justiça altamente imprudente, para não dizer desmiolada). Juntos eles vão derrotando inimigos poderosos que ameaçam o mundo, como o clérigo Rezo e o deus maligno Shabranigdo. O que é mais impressionante é que, apesar todos serem impulsivos e de Goury e Amelia serem pouco espertos, eles acabam derrotando esses inimigos.
A série Slayers é composta de 3 grandes sagas: Slayers, que conta a batalha de Lina e seu grupo contra Shabranigdo e Rezo; Slayer Next, que conta como Lina começa a se envolver em batalhas mais cósmicas, envolvendo os mazoku (demônios) Xellos e Gaav, além do Mestre Infernal Phibrizio; e Slayers Try, onde Lina e seus amigos vão para outras partes do mundo, anteriormente isoladas por barreiras mágicas destruídas por Lina e seus amigos na batalha do final de Slayers Next contra Phibrizio e o envolvimento deles com uma profecia sobre o fim do mundo. Além disso, uma série de OVAs e filmes conta o passado de Lina e seu envolvimento com a maga misteriosa (e altamente provida de atributos femininos) Naga, a Serpente. Uma nova série, chamada Slayers Revolution está em exibição no Japão no momento em que este está sendo escrito, e continua após o final de Slayers Try, com Lina e seus amigos procurando um substituto à Espada de Luz de Goury, levada embora no final de Slayers Try.
O que torna Slayers divertido? Bem, se você já jogou D&D ou assistiu animes como Record of Lodoss War ou Visions of Escaflowne, Slayers será bem divertido. Lina Inverse não tem o menor pudor de detonar os inimigos a base de bolas de fogo, é comilona e folgada, e lutar pela justiça não está entre seus fortes. Goury é uma toupeira completa, que não sabe nada e aprende menos ainda. Zelgadis é o mais equilibrado do grupo, mas é o mais bizarro, e Amélia é para dizer o mínimo trapalhona! Isso sem falar de caras como Xellos (o mazoku mais besta da história), Sylphiel (apaixonada por Goury) e Martina (clériga de um deus-monstro criado por ela, Zoamelgustar). As histórias em si são sem pé nem cabeça e possuem piadas que estrapolam totalmente o clichê, quebrando-os e retorcendo-os sem dó nem piedade. Ou seja, diversão garantida no melhor estilo “deslige seu cérebro e não leve isso a sério”. Recomendadíssimo como diversão.

Rental Magica pode ser imaginado como um “Negima!” mais sério. A história de Rental Magica é a história de Iba Itsuki, o atual presidente de uma companhia de magos, a Astral. No mundo de Rental Magica, o conhecimento da existência de magia, ainda que limitado, não é de todo nulo, e muitas pessoas podem contratar os serviços de magos de aluguel (os Rental Magica) de companhias especializadas nesse tipo de serviço como a Astral. Como resultado de ter visto um dragão em sua forma verdadeira (e dos efeitos da contaminação por magia resultante do mesmo), Itsuki (de outra forma uma pessoa normal sem nenhum talento em magia) recebe o Glam Sight, um olho mágico que permite a ele analisar as ondas de magia e com isso descobrir como qualquer mágica funciona, o que permite a ele romper as mesmas. Esse Glam Sight possui personalidade própria que meio que “assume o controle” de Itsuki quando usado. O controle sobre o Glam Sight é mantido com o uso de um tapa olho especialmente preparado. Desse modo, Itsuki vai cuidando para que a Astral continue no negócio de Rental Magica, enfrentando concorrentes como a Goetia, comandanda por Adilicia Lenn Mathers.
A Astral é muito pequena perto da Goetia, e seus integrantes são, além de Itsuki: Honami Takase Ambler, o equivalente em Rental Magica à Hermione de Harry Potter, uma usuária de Magia Celta e Bruxaria similar que compilou conhecimentos mágicos dessa ordem, atuando como secretária e tutora não-oficial de Itsuki, por quem se sente responsável desde o incidente que gerou o Glam Sight em Itsuki; Ren Nekoyashiki, o único remanescente da antiga geração da Astral, um Onmyoji (especialista em magia Onmyo, magia japonesa), de muito bom humor, fazendo uma série de artigos sobre magia para revistas especializadas e (como o nome dele indica) amante de gatos que usa como shikigami (uma forma de “avatar”, na falta de definição melhor) quatro gatos (que ele chama de shikinekos), chamados Seiryu, Byakko, Suzaku e Genbu (os nomes das constelações chinesas dos quatro elementos); Mikan Katsuragi, uma (muito) jovem sacerdotisa shinto que é especializada em magia de purificação, além de deter algum conhecimento de como criar amuletos protetores; e Manami Kuroha, a fantasma do grupo, capaz de alterar sua aparência e gerar efeitos psíquicos como o de poltergeist (movimentação de objetos) com os quais ela muitas vezes limpa e arruma a sede da Astral. Além deles, Itsuki conta com o apoio ocasional de Sekiren, um monge budista com grandes conhecimentos sobre a Sociedade Mágica caída, Ophion, e dotado de poderes mântricos e das artes marciais, os quais aos poucos ensina a Itsuki. É galante, romântico e um tanto antiquado e tradicionalista em suas ações.
As histórias de Rental Magica lidam com as conseqüências do uso de magias proibidas (tabus) e das questões relacionadas com a concorrência e ajuda entre as Sociedades Mágicas, assim como as costumeiras interações entre os vários magos da Astral e seus rivais da Goetia. Também explora-se a questão do Glam Sight de Itsuki. Ele é bem “realista” (até onde uma série com magos pode ser) e bem divertida. Altamente recomedável.
Para quem curte um seriado sobrenatural, Chrno Crusade é muito bom.
Nos anos 20, o mundo se tornou cético devido à Grande Guerra. O jazz bomba em todas as boates da hora, e a bebida é traficada devido à Lei Seca. Nesse cenário, invocadores do demônio procuram obter poder para seus fins gananciosos, principalmente aproveitando-se dos pobres e perdidos para seus sacrifícios profanos. Nessa sociedade decadente e perdida, a Ordem de Maria Madalena atua enfrentando o sobrenatural. E a história de Chrno Crusade é a história de Rosette Christopher, uma Irmã da Orde de Maria Madalena, com seu peculiar assistente, o demônio Chrno que, apesar da aparência, é muito forte. Rosette tornou-se uma Irmã para procurar seu irmão desaparecido, Joshua, e para isso ela procura entrar na Militia, uma espécie de “braço militar de elite” da Ordem de Maria Madalena. Além de contar com a ajuda de Chrno (que, apesar de ser um demônio, é bem aceito, ou tolerado, pela Ordem), ela conta com a ajuda da pequena Azmaria, um dos Apóstolos (pessoas que Deus manda de tempos em tempos para ajudar as pessoas) e Satellia, uma maga de jóias que odeia demônios. Com a ajuda de seus amigos, Rosette enfrenta os demônios, principalmente os Pecadores (demônios que foram contra as próprias hostes demoníacas) liderados por Aion (antigo parceiro e atual inimigo de Chrno) e entender seu destino.
A graça de Chrno Crusade é que ele tem uma boa trama, bem construída. Não é um anime com super-apelações, mas é graficamente bem resolvido, com uma boa arte e uma boa história para ajudar a amarrar tudo. Os personagens são bem construídos e a trama envolve bem todos eles. É muito interessante ver como a trama vai se deslocando de uma mera “caçada a demônios” para algo mais profundo. Bastante interessante e altamente recomendável.

A verdade sobre Caçadores de Elfas é “não tente levar esse anime a sério, porque provavelmente os seus autores não levaram!”
Uma mágica mal-feita traz Airi (uma famosa atriz), Jumpei (o típico machão forte e burro) e Ritsuko (uma otaku militar) para um mundo mágico, onde existe magia e elfas…. muitas elfas! Ao tentar serem mandados de volta, Celcia-sama, a anciã dos elfos nobres, perde a concentração da magia e ela se despedaça. Então os quatro, juntos com um tanque type 74 (que é possuído pelo espírito de um gato!!!!) tem que procurar os pedaços do feitiço para que Celcia possa o executar novamente.
Até aqui nada demais. A coisa começa a ficar divertida aqui.
O problema é que os pedaços do feitiço foram parar nos corpos de várias elfas em todo o mundo. O que quer dizer que eles tem que literalmente deixar um bando de elfas peladas para pegar os pedaços de feitiços para poderem voltar ao Japão. E a coisa fica ainda pior, quando percebem que partes do Japão começam a “colidir” com o mundo mágico com resultado da magia que trouxe eles para o mundo mágico, o que pode acarretar em problemas sérios no mundo.
A graça de Caçadores de Elfas é que simplesmente não dá para levar a sério: três caras procurando elfas para despir em cima de um tanque possuído por um gato é algo que definitivamente NÃO PODE SER LEVADO A SÉRIO. E é justamente o grande barato: brincando com tudo quanto é clichê dos animes de fantasia medieval, Caçadores de Elfas é incrivelmente divertido, desde que você dispa-se dos seus preconceitos mais rápido do que Jumpei dispe uma elfa. É o típico anime “deslige o seu cérebro e divirta-se”. E faz isso com extrema competência, o que o torna extremamente recomendável.

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Off-Topic: Torneio Nacional de Go ABRAGO 2008!

Gente:

Estou postando pois acho que pode haver o interesse de outros jogadores de Go que leiam esse Blog.

Olá!
No início de setembro o Torneio Nacional ABRAGO começará, e vc está convidado a participar!
Para se inscrever, basta acessar o fórum http://www.forum.clickgratis.com.br/abrago/t-166.html ou enviar um e-mail para torneios@abrago.org.
O Torneio será realizado no servidor KGS.
Contamos com sua presença para tornar este evento cada vez melhor!
Lembrando ainda que existe a possibilidade de premiação para os vencedores.
Até mais!

Dept. de Marketing ABRAGO

Rápida: Renomeando pendrives no Linux

Via Vinícius Cordeiro e Viva O Linux:
Uma das coisas mais difíceis de se fazer no Linux, por incrível que possa parecer, é renomear pendrives. Na realidade, existem dois pacotes básicos que o usuário deve instalar para poder renomear uma pendrive: o mtools (MS-DOS tools) e o nftsprogs (para NTFS). Iremos mostrar aqui o passo-a-passo para renomear pendrives Esse procedimento deve funcionar não apenas também com HDs externos, cartões de memória, MP3-Players e outros dispositivos similares.
O primeiro passo é descobrir onde está seu pendrive. Na linha de comando, digite mount (assim mesmo, sem parâmetros), ou pode ser também dmesg (se você souber detalhes sobre seu pendrive). Vamos usar o mount. Procure a linha onde está seu pendrive e anote o device usado (é o item da primeira coluna, normalmente será /dev/sdXY, onde X é uma letra seqüêncial representando o dispositivo e Y é um número seqüêncial que indica a partição dentro do dispositivo.)
Em seguida iremos “desmontar” o pendrive. Para isso, vá na linha de comando e, como root, digite umount /onde/está/meu/pendrive. Como sugestão, no KDE, abra o Konqueror e digite na barra de localização /media:. Clique com o botão direito do mouse e escolha “Desmontar”. Atenção: se usar esse método, não escolha a opção “Remover de Modo Seguro”, pois ela não apenas desmonta o pendrive, como também “remove” o device desejado.
OK… Agora que sabemos qual é o device e temos o pendrive “desmontado”, podemos nos preparar. Esse procedimento muda se o pendrive (ou partição do pendrive) estiver formatado em FAT ou NTFS.
No caso dos dispositivos NTFS basta usar, como root, o comando ntfslabel <device> <nome>, onde <device> é o dispositivo (ou partição) que se deseja renomear. Se deixar sem nome, o comando retorna o nome atual do pendrive.
No caso dos FAT, primeiro devemos fazer ver se ele faz uma checagem de problemas. Para isso, executamos o comando mlabel -i <device> -s :: , onde <device> é o dispositivo (ou partição) que se deseja renomear, que irá apresentar o nome atual do pendrive. Se você receber a mensagem Total number of sectors (7831520) not a multiple of sectors per track (63)!, você pode tranqüilamente ignorar esse problema usando o comando echo mtools_skip_check=1 >> ~/.mtoolsrc.
Agora, basta renomear o pendrive usando o comando mlabel -i <device> ::<label>, onde <device> é o dispositivo (ou partição) que se deseja renomear. Atenção: nos comandos mlabel apresentados anteriormente, não remova os ::. Eles indicam que iremos usar o dispositivo indicado ali. Caso contrário, seria necessário mapear esses dispositivos no arquivo .mtoolsrc.
Fonte original: RenameUSBDrive – Community Ubuntu Documentation

Dica: Gravando conversas do Skype no Debian

Bem, precisei procurar um programa em Linux que gravasse conversas de Skype, pois no futuro estarei gravando (tudo dando certo) alguns Podcasts com um pessoal aí (não sobre Linux, mas sobre RPG). Procurando na Net, descobri algumas dicas de como redirecionar o sinal do ALSA para um arquivo usando SOX e afins, mas nenhumas delas funcionou comigo.
Então consegui encontrar um programinha opensource chamado Skype Call Recorder (SCR), que faz exatamente isso de maneira extremamente funcional. Além do Source possui pacotes para Xandros/eeePC, Ubuntu Hardy Heron (exige o repositório multiverse) e Debian Lenny.
A instalação é razoavelmente simples: copie o pacote para Debian (ou para Ubuntu conforme o caso – aqui me focarei no Debian) para o seu computador e abra um terminal. Instale antes a liblame, libid3 e a libvorbis (dependências do mesmo) via apt-get (se você ouve OGG Vorbis e MP3, normalmente já terá esses codecs instalados). Passe para root com o comando ‘su‘ e utilize o dpkg para instalar o pacote. Normalmente o comando será dpkg -i /onde/baixei/o/arquivo/skype-call-recorder-debian_0.5_i386.deb. Isso basta para instalar o pacote.
Um ícone para o mesmo será criado no menu Utilitários. Basta ativá-lo e um ícone será criado na System Tray do seu ambiente. Clique com o botão direito nele e você receberá uma opção de configuração que permite escolher onde você deseja guardar as chamadas gravadas, o formato desejado, o nome a ser dado e se você deseja receber uma caixa de confirmação de se deseja ou não gravar aquela chamada ou se as chamadas serão gravadas automaticamente.
Após ajustar as configurações, basta abrir seu Skype e realizar a chamada. Automaticamente uma caixa de confirmação será aberta solicitando se deseja gravar aquela chamada. O ideal é confirmar rapidamente. O resto é falar e dexiar o sistema trabalhar.

Meio-Bit e a polêmica das traduções em SL

Eu tenho que admitir que até gosto de ler o Meio-Bit: o Cardoso parece de certa forma o similar brasileiro do John C. Dvorak (colunista norte-americano que publica colunas na Info brasileira), com um certo teor de trollagem no qual pode estar uma preocupação verdadeira. Isso é algo de se admirar nele.
Mas acho que às vezes até mesmo isso passa dos limites.
Recentemente ele postou no Meio-Bit um artigo com um nome no mínimo provocativo: Quer ajudar o Software Livre? Esqueça o Babelfish. O artigo até tem uma opinião bastante relevante, ainda que não possamos concordar: é o problema relacionado com a diferença entre tradução e localização. Mas o problema é que o tom do artigo, mais o próprio retrospecto do autor, mais uma série de outras questões compromete o que ele diz:

Quer ajudar o Software Livre? Esqueça o Babelfish | Meio Bit

No caso das traduções, temos um agravante: São de péssima qualidade. Um desenvolvedor de um projeto Open Source pequeno não tem mão-de-obra para certificar uma tradução. Se for um idioma pouco-familiar então, está na mão de quem “colaborou” com a versão.

Acho que o agravante aqui não é a péssima qualidade, o tamanho do projeto ou qualquer catzo que o seja, e sim na real é o fato de que as pessoas ainda não entenderam (provavelmente como o Cardoso) que a programação não é a única forma de colaborar com Software Livre. Ou seja, ou programo ou não colaboro.
Embora seja programador formado, vou admitir que não sou um super-programador, um über-hacker de códigos. Mas acho que conheço bem inglês e português. Quando tomei conhecimento do projeto Babelzilla (um projeto que fornece um site e ferramentas para tradução de extensões dos software do Mozilla), decidi começar a participar. Já tinha feito a tradução de uma extensão simples (a Add Bookmarks Here), então decidi procurar alguma na qual pudesse ajudar. Acabei pegando uma das mais importantes extensões atualmente, a Scribefire (ferramenta de edição de posts para blogs do Firefox). Antes que pensem que é fácil, mesmo ela sendo localizada e tudo o mais, são mais de 300 strings para traduzir com cuidado com termos e consistência. Não é um processo fácil e a cada novo release, novas strings relacionadas a novas funcionalidades surgem e precisam ser traduzidas.
A questão aqui é que existem formas razoavelmente simples de participar-se desse tipo de projeto e apoiar traduções, sobre as quais falarei adiante.
Vejamos o que o Cardoso diz a seguir:
Quer ajudar o Software Livre? Esqueça o Babelfish | Meio Bit

Tradução, aliás, que não é só rodar uma série de strings no Babelfish, colar de volta, enviar e dizer “eu sou desenvolvedor Open Source”. Parte do esforço deveria incluir localização, mas aí entra mexer em código, e os 99% lá de cima não têm competência pra isso.

Aqui é importante também que os desenvolvedores colaborem para tornar o software localizável. No caso do Firefox e das suas extensões, existem ferramentas de código que tornam o software localizável. Diferentemente do que se prega, localizar um software não é uma questão também de criar-se códigos com compilação condicional para os vários idiomas. Um software localizável tem que ter um mecanismo de:

  1. Identificar o “idioma preferido” do ambiente em questão;
  2. Carregar arquivos de localização específicos para o idioma em questão e;
  3. Substituir determinadas strings pelas informações contidas em um arquivo de localização;
  4. Modificar e corrigir determinadas características idiomáticas para o “idioma preferido” (por exemplo, no caso do japonês, chinês e hebraico, entre outros, onde a leitura dos conteúdos é feita da direita para a esquerda, o texto e a posição dos elementos de tela devem ser invertidos);

OK… Aqui temos uma questão interessante sobre como tornar o software localizável. Consultando a Internet, achei esse artigo no Guia do Mochileiro. Esse artigo comenta um pouco do processo de transformar o software em localizável. É um processo que depende de todos os lados e que é feito para ser “independente”, ou seja, o tradutor não precisa ser parte da equipe de tradução e vice-versa.
Agora, qual a dificuldade?
Na verdade, a dificuldade é justamente coisas como a que o Cardoso coloca e que o Vladimir Melo comenta:
Conheço alguém que prejudica o software livre « Vladimir Melo

(…) Ele faz críticas duras à tradução de software livre e encerra afirmando absurdamente: “Afinal pro usuário não importa se a janelinha está em inglês ou português, essencial é que ela faça alguma coisa.”

(…)Ele ou qualquer outra pessoa deveria pesquisar na internet durante meia hora para conhecer os projetos de tradução e saber (inclusive pelos usuários) o quanto eles têm melhorado tecnicamente. (…)

Por exemplo, as pessoas que vão a um hipermercado e compram um computador popular não têm obrigação de saber inglês (e muitas vezes não sabem). O fato de um aplicativo estar traduzido ou não faz toda a diferença para que elas o usem. Mas certamente este blogueiro não tem consciência de que sua atitude afasta colaboradores e dificulta o nosso trabalho de recrutamento e divulgação.

A questão é que, pela exposição do Cardoso, uma pessoa deveria se preocupar apenas em programar SL. A verdade é que, embora isso seja importante (1) não é fácil de ser feito e (2) tira foco.
O programador de SL tem que ser visto como programador, e o tradutor como tradutor. Se você não possui habilidade como programador, não há problema: o mundo do SL possui espaço para todo tipo de envolvimento, seja desenvolvimento, documentação, tradução, artes ou evangelização. Escolha uma área onde você sinta ter proficiência e vá em frente. Bug report, relato de problemas com a tradução e por aí afora também é importante. Não se sinta acanhado: existe MUITO ESPAÇO para atuar-se (aproveito e me coloco à disposição de qualquer usuário do Scribefire para comentários sobre a tradução para o português brasileiro).
Agora, tenho que concordar com a citação do Vladimir acima: o que o Cardoso diz no final do seu artigo é, no mínimo, irresponsável:
Quer ajudar o Software Livre? Esqueça o Babelfish | Meio Bit

Você vai colaborar muito mais com o Open Source (e com seu futuro profissional) se ao invés de sair chutando traduções automáticas agora, se preparar por uns 2 ou 3 anos e entrar produzindo de verdade. Afinal pro usuário não importa se a janelinha está em inglês ou português, essencial é que ela faça alguma coisa. (grifos meus)

Dizer isso é irresponsável pois no Brasil muitas pessoas mal sabe ler, escrever e compreender o português direito, quanto mais o Inglês, que é um idioma que, por mais que os anglófonos queiram dizer, é cheio de nuances e detalhes específicos. Colocar um software em inglês, à exceção de software altamente especializado (como programação, CAD e afins) ou em jogos (onde o inglês se resume praticamente a “Press Start”, à exceção de jogos no estilo RPG) é algo que eu diria no mínimo temerário. Mesmo a MS percebeu isso e com o passar do tempo passou a localizar todos os seus softwares para outros idiomas além do inglês. Não adianta o software fazer algo se o usuário não sabe o que ele faz, e simplesmente adestrar o usuário em “Clique aqui, clique aqui, clique aqui…” não resolve o problema básico, que é o fato de ele não saber o que cargas-d’água ele está fazendo.
Não tiro alguns méritos do artigo do Cardoso, e ressalto aos usuários de SL: se perceberem coisas estranhas em traduções, COMENTEM JUNTO ÀS COMUNIDADES OU DESENVOLVEDORES!!! A maior parte dos software mais importantes possuem comunidades específicas para a tradução (Ubuntu LoCo Teams, os projetos de localização do Debian como o Debian Brasil, Babelzilla, BrOffice.org, etc…) e elas são receptivas com os interessados (sei disso pela recepção que tive dos desenvolvedores do Scribefire), oferecendo todos os recursos para aqueles que desejarem aprender, assim como listas onde pode-se discutir termos adotados até que um consenso seja obtido. Se você souber um pouco mais de programação, prepare software para ser localizado (o artigo da Wikipedia citado anteriormente serve de bom ponto de partida). Acima de tudo participe!
Mas também tenho que afirmar que o artigo do Cardoso, apesar de tudo isso, foi de um mau-gosto atroz, e de um nível de temerariedade incrível. Vou me abster de comentar mais sobre o artigo per se, pois creio que o fundamento dele já foi desfeito aqui.
De qualquer modo, fica a sugestão aos novatos: participem. Aos veteranos: ajudem os novatos, por favor!