Meme: 5 livros para ler e 1 para esquecer (versão turbinada)

Via Terramel, descobri essa meme do Blog do Lucho, e resolvi participar.

O problema é que eu sou um Leitor voraz (sou do tipo que me sinto pelado se saio de casa sem um livro). Portanto, decidi dar uma “turbinada” e colocar vários livros para ler e um para esquecer, e várias séries de livros para ler e uma para esquecer.
Bem, começando com os livros. Para ler, indico:
  • Shibumi (Trevanian): Também da lista do Terramel, esse livro conta a história de Nicholai Hel, o mais hábil assassino do mundo, e de como ele tem que lutar para ter o direito de viver em paz quando decide abandonar essa vida. Um guerreiro, um místico, forjado na sabedoria do Go e dotado da arte Nu/Matar e na exploração de cavernas, ele fará de tudo para proteger a paz pessoal que tanto deseja;
  • A Profecia Celestina (James Redfield): Alguns acham que esse livro é apenas mais um antecessor de “O Segredo”, mas na realidade é um livro bastante interessante. Por trás da ficção dos Manuscritos, você acaba aprendendo como funciona a mente das pessoas e como tornar-se uno com o que interessa;
  • Meijin ou The Master of Go (Yasunari Kawabata): A história da última partida de Go do grande Mestre Honinbo Shusai, contra Minoru Kitani, “romanceada” de maneira a, ao mesmo tempo em que se preserva o fato histórico, se tem um romance que mostra o fim de uma era no Japão e o início de outra, e todos os impactos desse evento;
  • O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupére): é um clássico, eu sei, e muitos criticam ele com a famosa “é livro de Miss Universo”. Mas é um livro que fala sobre aquelas coisas puras da infância e que realmente fazem a diferença, sobre amizade, carinho, inocência e por aí afora;
  • Hackers and Painters (Paul Graham): para quem quer entender mais sobre a revolução da Internet e como, de uma hora para a hora, ser nerd tornou-se chique, Paul Graham ajuda a desvendar isso nesse livro. Uma série de artigos do mesmo, ele mostra que hackers (legítimos, não invasores de sistemas) não fazem coisas para “fazer bonito” ou “ser descolado”, mas sim porque acreditam que elas são boas;
  • Stardust (Neil Gaiman): Um pouco confuso, mas Stardust é um exemplo de fantasia coerente e bem amarrada. É a história de Tristan Thorn, que vive em um vilarejo próximo a um portal para Faerie, o reino das fadas. Ao ver uma Estrela Cadente, Tristan promete levá-la à mulher que amava (e que apenas zombava dele). Quando ele entra em Faerie, porém, cada vez mais ele vai se perguntando sobre os sentimentos dela por ele e vice versa;

E fuja de:

  • Código Da Vinci (Dan Brown): Esse livro é o caso típico de livro que é bom até o último capítulo, onde “a maionese desanda”. Simplesmente dispensável, não vale a penas nem comentar direito;

Quanto a séries de livros, leia:

  • Duna (Frank Herbert): É incrível a coerência da série Duna – os livros são bem estruturados, bem amarrados e a trama é bem-elaborada. Os personagens não são preto-no-branco e têm motivações complexas. Apesar de ser “Ficção Científica”, é impressionante como existe a preocupação com a política, ecologia e história do cenário. É a saga de Paul Atreides, o Moad’dib, o resultado de séculos de programas de reprodução das Bene Gesserit, conspiradoras e “bruxas” com habilidades sobre-humanas desenvolvidas pelo treinamento e pela genética. Uma série, acima de tudo, sobre o que é ser humano;
  • Fundação (Isaac Asimov): Como quase tudo que o “Bom Professor” escreveu, Fundação é uma ótima série sobre as conseqüências da tecnologia na vida humana e sobre as opções que fazemos. A sutileza das opiniões sociais de Asimov ficam dançando diante de sua vista;
  • Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams): qualquer mingo (amigo) sancha (conhece) essa série desse cara dupal (animal) chamado Douglas Adams. Metido em enrascadas espaciais desde que consegue escapar da demolição da Terra para dar lugar a uma via hiper-espacial, o inglês Arthuur Dent vive aventuras e desventuras extremamente bizarras na companhia de Trilian, a outra sobrevivente da demolição da Terra, dos alienígenas Ford Prefect e Zaphod Beeblebrox e de Marvin, o Andróide Paranóide. Douglas Adams sem favor nenhum chuta o balde da ficção científica e tira sarro de tudo e de todos envolvidos com a mesma. Ótima leitura para descontrair, mas com algumas verdades nos esperando lá no fundo;
  • Discworld (Terry Pratchett): Discworld está para a Fantasia Medieval como Mochileiro das Galáxias está para a Ficção Científica. O mundo de Discworld não é o típico mundo de Fantasia Medieval, a começar por ser um Disco apoiado nas costas de quatro elefantes que estão apoiados nas costas de um astroquelônio (uma tartaruga de tamanho astronômico, para traduzir para o português). Nesse mundo bizarro, conhecemos vários personagens inusitados, como Cohen o Bárbaro, a Vovó Cera-do-Tempo (a Bruxa mais Cara-de-Maçã que você pode imaginar) e Rincewind, um mago atrapalhado. As aventuras desses personagens são regadas com humor, até mesmo nas terríveis situações quando O Morte (não, você não leu errado: em Discworld, Morte é homem, e não uma mulher) chega para levar-lhe embora. Chute no balde completo com os estereótipos da Fantasia Medieval (como uma Bruxa hiper-ativa que tem dentes perfeitos, o que não a torna respeitável como bruxa);

e fuja de:

  • Desventuras em Série (Lemony Snicket): sinceramente, uma série pode ter muitos episódios onde os heróis se ferram, mas Lemony Snicket parece ter se superado, pois nessa série os heróis se ferram o tempo todo. Simplesmente dispensável;
  • Artemis Fowl (Éoin Coiler): um caso clássico de idéia boa que flopa (dá errado), Artemis Fowl é a história do garoto de mesmo nome que é treinado para tornar-se o maior ladrão do mundo. Porém, com o tempo ele começa a se envolver com criaturas mágicas que vivem abaixo da terra, como Centauros e Duendes. A idéia é boa, e a mistura de magia e tecnologia das criaturas mágicas é muito divertida, mas existe algo nele que não amarra legal e acaba fazendo a leitura ser desagradável;
  • Fronteiras do Universo (Phillip Pullman): Começando em A Bússola de Ouro, passando por A Faca Sutil e terminando em A Luneta Âmbar, essa série conta a história de Lyra, uma garota de uma Terra de uma outra dimensão, onde as pessoas possuem companheiros “animais” chamados de daemons que as ajudam quando as coisas estão ruins. Porém, ela se envolve em uma trama que coloca em risco todo o Universo e percebe-se que ela é a chave para o destino de todas as dimensões. Uma crítica ao fundamentalismo cristão, acaba pecando pelos personagens que são mal fundamentados quanto às suas intenções, ao ponto de você chegar e não saber quem é herói e quem é vilão, sem falar no final trash. De qualquer modo, não vale a pena, pois, assim como Artemis Fowl, ele é uma boa idéia que acabou dando errado;

Sobre Fábio Emilio Costa
Linux, Free Software, EMACS, Rugby, Indycar, Doctor Who, Harry Potter... Yep, this is me!

2 Responses to Meme: 5 livros para ler e 1 para esquecer (versão turbinada)

  1. terramel disse:

    Uia, então nesse livro Fronteiras do Universo, se a tal Lyra precisa de ajuda de algum daemon, ela faz o que? service daemonamigod start ou /etc/init.d/daemonamigod start?

    Obrigado por ter pego o meme para fazer🙂 Achei legal conhecer alguém que leu Shibumi também (nunca ninguem com quem eu havia conversado havia lido Shibumi). E quero ver se leio Duna quando tiver tempo. Só vi os filmes (novos e antigos).

    Abraços

    do Terrinha

  2. inês disse:

    O livro Shibumi é excelente,ja li ele duas vezes, e ainda vou ler novamente algum dia. Na minha familia a maioria das pessoas leram ele e todos gostaram

    abraços

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