Migração para o Debian – a missão

Espero que esse seja o último post dessa série. De qualquer forma, antes de mais nada queria tranqüilizar os debianistas que, embora o Debian tenha me colocando em atari, consegui cortar ele… (Sim, estou aprendendo a jogar Go, e é divertido!😀 )
Bem, após o post anterior, acabei obtendo o mesmo problema que o motivou, que foi ficar sem meu X. Dessa vez, porém, descobri que havia um problema com o hotplug ou udev que demandava uma versão de kernel mais atual. Mas de imediato fiquei sem conexão com a Internet: o motivo foi que meu driver de rede não foi localizado pelo sistema. Bastou levantar ele com modprobe sundance e reconfigurar a conexão com pppoeconf. Tudo OK, pedi um apt-get update e um apt-get dist-upgrade para atualizações de segurança e fui ao aptitude. Mandei instalar a versão 2.6.18 (até onde me lembro) do kernel e reiniciei… Sem problemas. Ao voltar, meu X estava de volta, sem necessidade de dpkg-reconfigure, me esperando no GDM. Loguei-me e fui fazer o que queria: instalar um cliente do Go para Linux, de preferência com acesso à KGS (Kiseido Go Server) e instalar o w32codecs e o RealPlayer para Linux. Aproveitei para instalar o Skype e alguns emuladores, principalmente GameBoy/GameBoy Advance, SuperNintendo e Nintendinho (8 Bits). Todos foram tranqüilos, funcionando corretamente de imediato, sendo que vou comentar apenas sobre RealPlayer, w32codecs e agentes de Go.
O RealPlayer foi tranqüilo: bastou recorrer ao Synaptic junto com os demais e foi tudo bem. Mas fiquei decepcionado com a performance do mesmo em termos de reprodução: já havia enfrentado no Fedora e no Mandriva “picotes” ao reproduzir arquivos .rmvb (formato RealVideo). Porém, a boa surpresa veio em seguida: ao instalar o w32codecs e usar o Totem para reproduzir alguns animes nesse formato, a velocidade foi bastante satisfatória! Creio que isso possa ter a ver com um melhor uso de recursos do w32codecs.
Em seguida, fui instalar o jogo de Go, optando pelo CGoban e pelo gtkGo, mas ambos foram ruins: o primeiro deu problemas para se conectar com a KGS e o segundo é muito ruim quanto a interface. Acabei optando por, com alguma dificuldade, usar o Java WebStart e mandar instalar o CGoban3 do site da KGS para poder acessar mais facilmente o servidor. Cheguei até mesmo a recorrer a uma instalação root com uma ativação de um X a parte, mas acabei tendo que instalar como cliente em minha sessão de usuário, o que achei um pouco ruim.
O que dá para afirmar é que o Debian é bom, muito bom. Depois de uma má experiência com o Fedora (no qual resisti durante 4 meses) e de uma frustrante com o Mandriva 2007 (sem rede não dá), o Debian, teoricamente uma distro difícil, vem me impressionado pela qualidade, velocidade e estabilidade. Não tenho muito a comentar mais, exceto que estou, até agora, muito satisfeito com o Debian.

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Sobre Fábio Emilio Costa
Linux, Free Software, EMACS, Rugby, Indycar, Doctor Who, Harry Potter... Yep, this is me!

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