Migração para o Debian – o Retorno

Minha peregrinação no mundo Debian continua…

Logo de cara, tive alguns problemas com a questão dos repositórios que citei anteriormente e consegui, de algum modo, chegar em um estado onde a distro como um toda tornou-se instável demais. Acabei por causa disso começando uma nova instalação. Agora, mais experiente, resolvi experimentar um pouco mais a instalação.
A minha primeira surpresa nessa nova instalação o fato de perceber que, por algum motivo, o Debian não configura dual boot se você utilizar qualquer outro formato de arquivo que não o ext3. Explico: o Debian só faz a auto-detecção de partições Windows quando você solicita a instalação em partição ext3. Em outros casos, ele instala o tradicional lilo ao invés do grub, mais sofisticado. Além disso, ele não configura a partição Windows no lilo.conf. Como qualquer um que já tenha configurado o lilo poderá afirmar, não é uma coisa tão simples assim realizar essa configuração, uma vez que, diferentemente do grub que consegue ler os seus arquivos de configuração em runtime, o lilo exige que o mesmo seja reinstalado na MBR no momento em que houverem alterações na configuração do mesmo.
Desta forma, ao invés de instalar o XFS ou o ReiserFS, como eram meus planos, mantive o ext3. Isso, porém, não foi ruim.
Agora, mais vacinado, mandei que o instalador detectasse os dois DVDs do Sarge. Sem problemas. A net continuou ficando indisponível na instalação, o que impediu que o próprio instalador buscasse atualizações na Internet. Mas novamente sem problemas. Com os drivers da placa Encore aonde meu modem ADSL fica ligado à mão e com os pacotes necessários instalados, foi apenas uma questão de compilar e instalar o driver e configurar o ADSL por meio do pppoe. Também fiz as correções no /etc/fstab para que o Thunderbird pudesse escrever nos arquivos de Local Folders. A instalação do mesmo foi tranqüila, junto com a do Firefox.
Quanto ao BrOffice.org, que não estava funcionando, mandei uma mensagem de socorro que foi respondida pelo Hamacker, com um link para seu passo-a-passo do BrOffice.org no Debian Etch. Desse modo, precisei primeiro “passar” meu Debian Sarge para Etch. Uma pesquisa rápida no Google e cheguei a esse link no wiki do Fórium Debian com instruções para atualizar o Debian Sarge para o Etch. Como antes tinha copiado um sources.list do Debian For Dummies, apenas editei algumas linhas e mandei executar os comandos apt-get -y update e apt-get -y dist-upgrade.
Deixei durante a madrugada, pois baixei mais de 800 megas de pacotes para instalar. Ao acordar na manhã seguinte, recebi as janelas curses tradicionais e configurei corretamente o Debian. No meio, porém, recebi uma mensagem de erro de dependência de pacotes. Nada demais: mandei o comando apt-get -y dist-upgrade novamente e sem problemas, a instalação completou. Em seguida, reiniciei meu X e recebi uma nova janela de login GDM e um papel de parede diferenciado, indicando, de certa forma, que meu micro já era um Debian Etch. Em seguida, segui as dicas do passo-a-passo do Hamacker e o BrOffice.org instalou normalmente.
No caso do Java, tentei recorrer a todas as soluções que obtive na net, mas acabaram não dando certo. Acabei então recorrendo à instalação do pacote JDK 6.0 + NetBeans 5.5 do site da Sun, seguido da configuração das variáveis ambientais JAVA_HOME (para a pasta /opt/jdk), CLASSPATH (para $JAVA_HOME/jre/lib) e PATH (para $JAVA_HOME/jre/bin) e a adição dos comandos em /etc/profile.
Quando comecei então a instalar vários pacotes úteis (player de áudio, codecs, clientes de emule e BitTorrent), qual não foi minha surpresa ao começar a sofrer quebra de dependência. O fato então foi que eu não mantive os repositórios sarge, mandando todos para etch. Bastou reconfigurar os depositórios sarge no sources.list, dando prioridade menor para estes (mandando-os para o final da lista) e ficou tudo certo.
Creio que não terei muitos problemas a mais depois disso, uma vez que o Debian mostrou-se bem estável e rápida, mesmo na versão Etch, versão que ainda está em beta, sendo considerada instável e desaconselhada para produção.

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Sobre Fábio Emilio Costa
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