e-Tropicalia: Cultura Livre, Canibalismo e Internet

Por FÁBIO EMILIO COSTA

(NA: Esse artigo foi escrito meio como um “exercício de reflexão”. Alguns conceitos poderão estar estranhos ou até mesmo errados. Peço perdão por tudo e me coloco a disposição no MSN hufflepuffbr @ hotmail . com . br ou no Jabber IM SamWeasley @ jabber . org)

Em um artigo recente publicado pela revista Wired (Dibbel, 2004), Julian Dibbell compara o movimento de Software Livre e do Creative Commons a três coisas do Brasil: o canibalismo dos indíos que aqui viviam, o movimento Pau-Brasil da literatura, com a “antropofagia cultural” de Oswald de Andrade e o movimento da “tropicália” de Gil, Caetano e os Mutantes. No artigo, Dibbell diz:

“(…) [o] Brasil esteve envolvido em seus 500 anos de existência em algumas noções curiosas – e curiosamente prescientes – sobre como a cultura deveria funcionar.” (ibid., NA: todas as traduções do autor)

Isso é interessante, pois todo brasileiro sabe que sua cultura não é uma cultura “única”, criada por um povo único: o Brasil, como cultura, recebeu influências de povos tão díspares como o indígena e o japonês, o alemão e o ucraniano, o francês e o libanês, o africano e o espanhol, o italiano e o português. Somos meio que uma “refavela”, “samba duro de marfim. Marfim da costa de uma Nigéria, miséria em roupa de cetim“, nas palavras de Gilberto Gil, atual Ministro da Cultura e um dos expoentes mundiais na luta pela liberdade de cultura.

Em seguida, o autor diz que, “para os tropicalistas, como para [Oswald] de Andrade, havia apenas uma maneira de se ter sucesso em meio a tantos contrastes” gerados pelo choque da cultura rural de um Brasil rural que estava tornando-se, além de urbano, cosmopolita. “Você não podia acovardar-se diante do que é estranho para você, e tampouco deveria subalternamente imitá-lo. Você devia o deglutir como um todo.

O Brasil é um grande especialista nessa arte de “deglutir” culturas, o que, para qualquer pessoa que entenda o processo atual de globalização e cosmopolitanismo, é parte essencial das competências sociais das pessoas para o futuro. Como Gil afirmou para o autor: “não [era] mais apenas uma mera submissão diante das forças do imperialismo econômico, mas uma resposta canibalista de deglutir o que eles nos davam, digerir e criar algo novo e diferente. Nós entendemos o cultivo de hábitos e maneirismos externos como uma forma de nos nutrirmos, não apenas de nos intoxicarmos.

Quando Gil afirma isso, é interessante estudarmos a nossa própria cultura, “antropofágica” por natureza: as nossas festas, desde a “quadrilha” (que vem de uma dança da realeza francesa trazida pelos portugueses e adaptada pelos povos brasileiros) até o “congado” (que combina elementos cristãos, negros e indígenas), nossos alimentos, que variam desde a feijoada (comida feita pelos escravos com os restos dos alimentos de seus patrões) até à cerveja (trazida pelos alemães), e até mesmo nossa língua, que recebeu expressões como “forró” (uma corruptela do inglês “for all”), “axé” (que vem do iorubá, querendo dizer “boas energias”) e “você” e “vosmicê” (ambas derivações do termo típicamente português “vossa mercê”), são todos eles carregados, como os exemplos mostram, de culturas estrangeiras que foram “deglutidas” por nós e criadas como algo novo.

É justamente nesse cenário que a revista Wired procura entender o Brasil, pois, diferentemente do que pode-se imaginar, esse não é mais apenas o cenário brasileiro, mas sim o cenário do próprio mundo globalizado, de Brasil e Oriente Médio, de Microsoft e Nokia, de Arafat e de Gil, de Internet e Taleban. Um mundo cada vez mais “caótico”, não no sentido de que seja louco, mas no sentido de que é mutável, como uma verdadeira “metamorfose ambulante” para expressar outro fruto do tropicalismo.

Pois, com as ações duras das indústrias, seja ela cultural, farmacêutica ou tecnológica, dos “imperialistas econômicos” de Gil, tornam cada vez mais essa “antropofagia” algo errado. Da mesma forma que o Catolicismo declarou a antropofagia, digamos assim, “gastronômica”, um pecado, as forças do Capitalismo atual procuram tornar a sua versão cultural um pecado. Justamente quando precisamos cada vez mais “tropicalizar” a cultura, estamos sendo impedidos de o fazer.

A bossa do Copyright

Novamente comparando com o tropicalismo, podemos dizer que temos a nossa “e-Bossa Nova”: certinha, bem comportada, apoiada pela grande mídia e pela maioria das pessoas ditas intelectualizadas, e totalmente sem sal, exceto por um poucos lampejos de genialidade. Pois, se a Bossa Nova nos deu Jobim, Toquinho e Vinícius, com certeza o tropicalismo nos deu bem mais: Gil, Caetano, Mutantes (e deles Rita Lee), Chico Buarque (que era mais “comportadinho”), Milton Nascimento, e deles outros tantos músicos.

O mesmo vale atualmente. O nome dessa “e-Bossa Nova” é “copyright“. Talvez seu grande lampejo de genialidade seja a Microsoft: ela possui não apenas inovações interessantes (não podemos fechar os olhos e nem ter medo: lembre-se, somos antropófagos!), mas também é dracônica e maquiavelicamente genial em seus objetivos. Uma pose de bom moço, um “samba de uma nota só” com seus sistemas operacionais, e uma ocasional “esnobada” de “vaia de bêbado não vale” com um processo ou outro contra aqueles que falam o que pensam sobre ela, e temos uma das mais poderosas organizações do planeta exercendo sua força no Brasil.

Talvez a “e-Bossa Nova”, com seus “e-Mecenas”, ainda seja mais interessante para os que possuem visão apenas para o futuro imediato, mas é importante tomar-se cuidado com seus “sambas de uma nota só”. Até mesmo a Legião Urbana, a maior banda de rock do Brasil na opinião de muitos, precisou ter aulas de “como tocar 73 sucessos com apenas três acordes”. Mas ela precisava não apenas de três acordes, mas também de beber de várias fontes, como os Dead Kennedys e o Sex Pistols, Neil Young e Joni Mitchell. E puderam fazer isso pois a cultura ainda era livre: eles não podiam tocar Pistols, mas podiam trazer as idéias dos Pistols, como representantes que eram da “Geração Coca-Cola”. Podiam dizer suas opiniões sobre “Que País é Esse?”. Atualmente, se uma pessoa quisesse aproveitar a cultura existente, principalmente a digital, para mostrar “Que País é Esse?”, provavelmente teria que pedir autorização a alguém… Quem? Se ninguém sabe quem é esse “Charada Brasileiro” da nossa música.

Esse é o cuidado que devemos ter com a “e-Bossa Nova”: não a enxergarmos totalmente malévola, pois ela produziu muitas coisas boas. Mas precismos tomar cuidado para não deixarmos que as “samba de nota só” nos impeça de ver o que vem “Depois do Começo” dessa nossa revolução da Internet, nos obrigando a entender a Internet como “Mais do Mesmo”, aonde as grande corporações dominem a nossa cultura.

Pois para elas, da mesma forma como para a ditadura, qualquer tentativa de tropicalismo “era anarquismo, subversão em pele de cordeiro.” com Gil disse. Somos vistos por elas como uma “infecção social“. Podemos entender que a Internet, para as grandes corporações, é algo como o que a Tropicália representava para os ditadores. E a mensagem delas para nós, que pensamos na Internet como uma forma de mobilizar, angariar, modificar e divulgar cultura: “Vocês representam uma ameaça, algo novo, algo que não pode ser totalmente compreendido, algo que não se ajusta e nem jamais irá se ajustar às práticas culturais existentes. Vocês são perigosos.” (ibid.)

LSD, computadores e liberdade de expressão

Em um momento no artigo da Wired, Dibbell diz:

“Se Stallman pensou que seria o palestrante mais polêmico do evento, ele não contava com Gil, cuja palestra traçava a origem do movimento do software de código aberto e de cultura digital em geral ao LSD. ‘O que eu quiz dizer’, relembra Gil, ‘era que todo o processo que levou ao computador, que levou ao computador pessoal, que levou ao Vale do Silício, foi uma grau extraordinário de cognição que surgiu da intersecção de matemática e desenvolvimento de estruturas cristalogáficas de quartzo possibilitado pelas viagens lisérgicas.’ Ele riu. ‘Bem, talvez não apenas pelas viagens lisérgicas, mas sem sombra de dúvidas possibilitadas por elas.'” (ibid.)

Claro que Stallman ficou preocupado em uma potencial associação do movimento GNU do software livre com os movimentos de legalização das drogas. Mas é claro que Gil não quis sugerir isso. Como o próprio Dibbell afirma:

“Ele (Gilberto Gil) estava sugerindo que o movimento do software livre, e a contracultura dos anos 60 tinham um objetivo comum, que era o de transformar a cultura totalmente. Gil pode falar de maneira um pouco maluca, claro, mas ele não é estúpido. A tropicalização, com todas as suas idéias envolvendo subversão, canibalismo e guitarras elétricas, significa para Gil no fim das contas ‘os marginalizados pela sociedade brasileira tendo acesso ao mundo digital. (…) A inteligência reprimida dos pobres e da classe média do Brasil tendo acesso à essa ferramenta de potencialização da inteligência que é o mundo digital.’ “

De certa forma, a ligação de Gil da informática com o LSD não deixa de ser efetiva. É dito que um certo pesquisador de informática certa vez teria dito: “Existem apenas dois produtos conhecidos da Berkley: o LSD e o UNIX. Não pode ser coincidência!” Se imaginarmos que o GNU/Linux, o resultado mais visível do movimento do software livre surgiu do UNIX, fica visível que a ligação de Gil de certa forma tem sentido.

Mas é bom lembrar uma coisa mais interessante do movimento da contracultura que, de certa forma também liga o próprio tropicalismo ao LSD: o termo contra-cultura talvez seja um pouco errôneo, haja visto que o movimento da contra-cultura não tinha como objetivo o extermínio da cultura, da mesma forma que os movimentos Creative Commons e do Software Livre não visam o extermínio do copyright. A contracultura surgiu em um momento em que a cultura era uma ferramenta de repressão usada pelos poderosos da sociedade contra qualquer crítica a ela. Woodstock surgiu não como um bacanal movido a drogas e rock’n’roll, mas sim como liberdade: o documentário Woodstock mostra cenas de pessoas nadando na lama, praticando tantra yoga, fumando baseado, freiras assistindo aos shows calmamente, pessoas pregando a “flower power“… enfim, todos fazendo o que desejavam sem incomodar os demais. Crítica construtiva, embora regada com o niilismo característico do seu período: podemos dizer que isso caracterizou o movimento contra-cultural, principalmente no caso dos beatniks.

O tropicalismo também surgiu quando as formas culturais da música, com a Bossa Nova, negavam as raízes culturais brasileiras, em favor de uma forma mais “acadêmica” de música. Como o próprio Caetano Veloso afirma: “foi um tanto chocante. Nós viemos com novas idéias que envolviam guitarras elétricas, poesia virulenta, mal gosto, música tradicional brasileira, missas católicas, pop, kitsch, tango, sons caribenhos, rock’n’roll, e também a nossa música avant-garde e auto-entitulada séria.” (ibid.) Uma “geléia geral” de músicas formadas em cima de muitas idéias teoricamente díspares. Antropofagia cultural. Brasil, pura e simplesmente.

Na Internet, de certa forma, vivemos em uma verdadeira “viagem lisérgica”: manifestos, contos, fotos eróticas, tratados de filosofia, teses econômicas, Sócrates, Osama Bin Laden, Bill Gates, Lawrence Lessig, Linus Torvalds, Richard Stallman, Marcelo Tosatti, profanação, anarquia, positivismo, kitsch, Blogs, chats, mensagens instantâneas, emails, redes de amizade como a Orkut e a NetQI, Fotologs, P2P, Websites, fanfictions… É em meio a essa “geléia geral” de cultura que vivemos.

Uma das coisas mais difíceis para as pessoas que ainda não conseguiram entender esse novo ambiente é entender como separar e disponibilizar informações úteis em meio a tal “geléia geral”. Isso realmente é complicado, mas não tanto para um povo adepto à antropofagia cultural como o brasileiro.

O primeiro passo é entender que a Internet absorve tudo. Colocar conteúdo nela é dar a cara a tapa: você pode ser criticado, você pode ser elogiado. Podem mandar sua mãe para locais pouco agradáveis fazer coisas pouco agradáveis. Podem ofender seus ancestrais, sua anatomia ou suas opções. Por isso é importante a antropofagia: não é temer, nem aceitar pura e simplesmente, e sim deglutir com tudo, digerir e criar algo novo.

O segundo é entender que liberdade de expressão não é apenas uma coisa vaga, mas que é uma verdadeira opção de vida na Internet. A Internet é sobre carpe diem, sobre aproveitar o dia, mas lembrando que carpe diem nada tem a ver com ser idiota. Quebre as leis, e isso não é mais carpe diem, e sim estupidez. E a Internet também não perdoa a estupidez…

E, por fim, e é exatamente aonde as grandes empresas vêem a “infecção cultural”, qualquer mecanismo de repressão na Internet, por mais eficiente que seja, não o será o tempo todo: a própria China tem problemas em manter os sites proibidos de fora da Muralha Digital da China. Satanismo, pedofilia, zoofilia, aberrações de todos os tipos convivem naturalmente com sites positivistas e atitudes boas. É a “geléia geral” novamente ativa. É a antropofagia cultural. Lembre-se: não é temer, nem aceitar pura e simplesmente, e sim deglutir com tudo, digerir e criar algo novo.

e-Tropicalia

Qual é o fim das coisas na Internet? Como impedir que a lei vá contra Internet e vice-versa?

Lessig (2004), em seu livro “Cultura Livre” e com o movimento Creative Commons, expõe uma solução polêmica: que tal defender uma parte dessa antropofagia cyber-cultural chamada Internet?

Antes que as pessoas considerem loucura, é interessante vermos os resultados de movimentos como a Tropícália, a contra-cultura e o software livre. Todos eles, apesar de poderem terem feito algumas coisas “ruins”, geraram coisas muito boas: a tropicália gerou toda uma forma de entender-se a música, que inspira músicos tão diversos quanto Beto Guedes, Raul Seixas e Pato Fu; a contra-cultura rompeu certas “normas” opressivas, como o fato de as pessoas definirem quem você é por suas roupas; e o software livre gerou programas de computador de alta qualidade, com liberdade de aprendizado e expressão. Isso porque tais movimentos puderam pela lei beberem de fontes da cultura. A mesma fonte da qual bebeu a Disney e outras grandes empresas culturais. A mesma da qual bebeu a Microsoft e outras grandes empresas de software.

Mas essas empresas querem cercar com muros altos a fonte da cultura. Como Deus, querem impedir as pessoas de chegarem ao paraíso da cultura. Como os senhores feudais, desejam serem os únicos a determinar como a cultura e a vida das pessoas deverá ser regida. E, pior, elas possuem a força política e financeira para isso. E cada vez mais, elas adquirem a força legal.

É hora da sociedade voltar a entender que o valor do ser humano não vem das exclusividades, e sim da capacidade de cada um contribuir um pouquinho para aumentar a cultura e conhecimento do ser humano. Roma não foi construída em um dia, e não foi propriedade de ninguém. Nenhum dos grandes gênios que a humanidade já teve, de Sócrates até Stephen Hawking, passando por Newton, Einstein e assim por diante fechou seu conhecimento: alguns, na prática, como Hawking, procuraram a tornar o mais simples e esclarecida possível, de forma que todos tivessem acesso a tal cultura e conhecimento.

A Cultura Livre, o software livre, devem ser tratados com o mesmo carinho e idéias pelo ser humano como as envolvidas na preservação da Amazônia, da Antártida, das águas… A humanidade está sendo espoliada pelas grandes empresas que querem criar em cima da propriedade da humanidade chamada “domínio público” sem oferecerem nada em troca.

Precisamos de uma e-Tropicalia, urgente. Precisamos de mais “cyber-canibais”. Não criminosos, nem anarquistas, mas sim de pessoas que não tenham medo de criar, de escrever, de defender os direitos dos outros, de lutar para preservar essa saborosa “geléia geral” chamada Internet.

Lembre-se: não é temer, nem aceitar pura e simplesmente, e sim deglutir com tudo, digerir e criar algo novo.


Bibliografia:

DIBBELL, Julian – “We Pledge Allegiance to the Penguin“, Wired, 12/11, disponível em http://www.wired.com/wired/archive/12.11/linux.html, acessado dia 20/11/2004

LESSIG, Lawrence – “Cultura Livre“, tradução de Fábio Emilio Costa, disponível em http://www.pe.softwarelivre.org/pixies/livros/culturalivre.pdf, acessado dia 12/12/2004


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Sobre Fábio Emilio Costa
Linux, Free Software, EMACS, Rugby, Indycar, Doctor Who, Harry Potter... Yep, this is me!

One Response to e-Tropicalia: Cultura Livre, Canibalismo e Internet

  1. Fabinho!
    Durante uma hora escreví comentários históricos e verdadeiros, bem como opiniões pessoais!
    Porém, foi tudo inútil, pois meu pc foi desligado (não por falta de energia ou êrro meu)!
    Mas foi9 desligado pela censura promovida pelo NSA e as Torres de Trensmissão do “projeto HAARP”, a mesma que derrubou o avião da Gol, que se chocou com o “Near jet” !
    A saber: Teste macabro do NSA !
    Tudo o que transmitimos na Net é controlado pelos Nerds e imcompetentes do NSA que não foram competentes para evitar a dererubada tas Torres pelo Islã!
    Desculpe a baixaria de revolta: Mas eles deveriam “GRAMPEAR A BUCETA DAS MÃES DELES POIS NÃO SAÍRIAM SERES TÃO RIDÍCULOS E IMCOMPETENTES COMO ELES E BUSCH!

    Caro fabio.
    Doravante se quiser se comunicar comigo estarei à disposição via carta/Correio.
    Rua Vargem Grande do Sul, 182, J, Nova Europa, Campinas São Paulo- Cep 13040117.
    Sou Oficial de Justiça, lotado no Fórum de Vinhedo-sp. Fone 19 3876 2339
    Sou tbm Ufólogo, Radiestesista e Fitoterapauta.
    Tenho 54 anos anos e ainda amo os Beatles e os Roolings-stones!
    Amo tbm os “Blacks-Pauwes! e os Skin-heads!
    Amo, enfim, todo o meu povo, deste Planêta maravilhoso e cobiçado por um Deus de Mentira!
    O Deus de Mentira, Chama-se : Os reis do Norte…..Vide Bíblia ou Talmude! rsrsrsr

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