Linux… e mais coisas

Um espaço para dizer um pouco mais sobre coisas interessantes…

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Convertendo vídeos para PSP no Linux

Publicado por Fábio Emilio Costa em 2 02UTC Março 02UTC 2009

Olá!

800px-psp_slim__liteComprei recentemente um PSP devido a uma série de recursos. Continuo sendo um feliz dono de um Nintendo DS, mas alguns bons jogos do PSP, como Crisis Core: Final Fantasy, Patapon, LocoRoco e God of War me convenceram a comprar esse videogame. Além disso, a boa tela wide, de boa dimensão, se provou uma ótima forma de ver animes e seriados quando possível, bem melhor que as pequenas telas dos vários MP4/5/6 que já tive.
Mas como bom Linuxer, tive problemas para obter uma forma de converter vídeos nele. Segui vários tutoriais, sendo que nenhum deles funcionou. Vários dos scripts sugeriam o uso do ffmpeg, mas tinha optado por usar o MPlayer/mencoder (nada contra o ffmpeg, é apenas força de hábito). Foi quando cruzei com o scripts automatizado para o Nautilus da GNOME-Look de conversão e achei perfeito… exceto que preferia trabalhar diretamente com o shell nesse caso, pois pretendia usar uma certa “magia negra” para automatizar as conversões (na verdade o velho e bom for i in ; do pspencode $i; done). Peguei e fiz algumas adaptações, tirando códigos desnecessários para o meu uso e acrescentando novos códigos. No caso, o resultado é o script abaixo, que fica à disposição de todos.

#!/bin/bash

#
# Adapted from GNOME-Look’s PSP Video Converter Nautilus Script
#
# Original by CruelAngel
#
# Version by Fabio Costa
#

INPUT=”$1″
LENG=${#INPUT}
let “LENG=LENG-4″
OUTPUT=${INPUT:0:$LENG}_psp.mp4
OUTPUTTHM=${INPUT:0:$LENG}_psp.thm

ENCODER=mencoder
AUDIO_BITRATE=64
# 768 for higher quality
AVG_BITRATE=512
VIDEO_MAX_BITRATE=1000
#NICENESS=20
CHAPTER=25
LANGUAGE=en
#First pass
$ENCODER “${INPUT}” -alang ${LANGUAGE} -sws 9 -vf scale=480:272,harddup,unsharp=l3×3:0.7,expand=480:272 -oac faac -faacopts br=${AUDIO_BITRATE}:mpeg=4:object=2:raw -channels 2 -srate 48000 -ovc x264 -x264encopts bitrate=${AVG_BITRATE}:global_header:partitions=all:trellis=1:pass=1:vbv_maxrate=${VIDEO_MAX_BITRATE}:vbv_bufsize=2000:level_idc=30:me=umh:subq=6 -of lavf -lavfopts format=psp -o “${OUTPUT}”

# NEW: Generate a thumbnail for previewing on PSP

# Takes 5 frames from 30 seconds after begin of video. 5 was an arbitrary number
#  based on a MPlayer issue that even using -ss, the first frame taken came from
# the first frame of the video. So, you’ll take more frames (5 a good shot) and use
# only the last one

mplayer -frames 5 -ss 30 -vo jpeg -nosound “${INPUT}”

#
# Convert the last frame for the correct dimensions and renaming it so PSP detects it as
# the video thumbnail
#
convert 00000005.jpg -scale 160×120 “${OUTPUTTHM}”

#
# Removing the temporary frames
#
rm 00000001.jpg 00000002.jpg 00000003.jpg 00000004.jpg 00000005.jpg

Após converter os vídeos, basta gravar eles na pasta /video do cartão Memory Stick do seu PSP e assistir sua série, anime ou vídeo desejado.

Espero que esse script seja útil e agradeço ao pessoal da GNOME-Look pelo script original.
Para completar, uma dica: no caso de vídeos Fullscreen (4:3), a visão normal do PSP widescreen (16:9) distorce a imagem. Para corrigir, enquanto assiste o filme aperte o botão Triângulo e escolha a opção Modo de Ecrã (Screen Mode), confirmando com o botão X, que o vídeo será apresentado no formato adequado, sem exigir “gambiarras” para a codificação do vídeo.
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Campus Party 2009 – Resumo da Ópera (Longo)

Publicado por Fábio Emilio Costa em 28 28UTC Janeiro 28UTC 2009

OK… Já vai alguns dias que acabou a Campus Party, e portanto é uma ótima hora para falar sobre ela, sem muita pressão e tal. Desse modo, posso comentar os bons e ruins sem muito medo.
Bem, se você não quer saber sobre a Campus Party, pule esse post pois ele é muito, MUITO LONGO MESMO!!!
Então, prepare-se para a viagem!

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Ativando a câmera Microdia do Mirax mm6100 no Debian Linux

Publicado por Fábio Emilio Costa em 21 21UTC Outubro 21UTC 2008

Olá!

Se vocês acompanham esse blog a um certo tempo, devem se lembrar de quando falei sobre a instalação do Debian no meu notebook Mirax mm6100, e de como na época falei que a Webcam não funcionava. De boa, nunca senti muita falta da Webcam, mas é muito chato você ficar com um hardware parado no seu notebook. Então, a algum tempo atrás, o Silveira Neto divulgou no Br-Linux.org como instalar um driver alternativo para as Webcam Microdia como a do meu notebook.
Bem, para ser um pouco repetitivo, vou colocar os passos aqui também, embora nos links anteriores tenha-se um passo a passo mais detalhado:

Baixando e compilando:

Você irá precisar instalar pacotes básicos de compilação (build-essentials), os cabeçalhos do kernel (kernel-header) que você tá rodando e o git. Para isso, como root ou usando sudo, digite (no Debian/Ubuntu):

apt-get install kernel-header-`uname -r`kernel-package git-core gitk git-gui git-doc curl ctags build-essential

Com esse comando, você já estará instalando todo o necessário para compilar o driver alternativo. PS: Se você estiver usando o driver gspca, pode ser interessante, ainda que não obrigatório, a remoção ou desabilitação do mesmo. Para desabilitar nos testes, como root digite rmmod gspca. Para remover o driver, digite dpkg -r gspca-module-`uname -r`.
Primeiro, vamos obter os sources do driver. Ele ainda não possui um tarball para distribuição, portanto vamos ter que buscar o driver no repositório git do mesmo. Para isso, digite:

git clone http://repo.or.cz/r/microdia.git

Esse comando não exige root, portanto não exige sudo ou su.
Uma vez terminado a cópia dos arquivos, você terá um diretório microdia dentro do diretório onde você estava. Entre nesse diretório e dispare o comando make. Esse comando também não precisa de root, portanto não se preocupe. A compilação é rápida e não demanda nada de especial (alguns problemas podem aparecer em casos específicos, sendo que sugiro que procure o site do projeto no Google Groups para maiores informações).
Se você não recebeu nenhum erro, então você deverá ter nesse diretório microdia um arquivo com o nome microdia.ko. Esse é o driver que você irá usar… Mas calma, antes de instalá-lo para valer vamos dar uma checada e ver se está tudo OK.

Testando o driver:

Bem, agora que você compilou o driver e já tem um arquivo microdia.ko, é hora de testar o driver e vê se está OK. Acione a kill switch da Webcam e dê uma checada no dmesg para ver se o dispositivo foi localizado. Uma vez localizado podemos testar a Webcam. Ela deve se apresentar como USB2.0 Webcam ou similar, mas pode ser que varie conforme o caso. O importante é ler o dmesg e ver se o hardware foi localizado. Calma que isso só será “necessário” dessa vez (embora dar uma olhada no caso de problemas seja altamente recomendável).
Ativada a kill switch, podemos carregar o driver com o comando (como root, pois estamos adicionando um módulo no kernel, o que demanda poderes de super-usuário):

insmod ./microdia.ko

Caso esteja tudo OK, seu dmesg terá as seguintes linhas (ou similares):

microdia: Microdia USB2.0 webcam driver startup
microdia: Microdia USB2.0 Webcam - Product ID 6260.
microdia: Release: 0100
microdia: Number of interfaces : 1
microdia: Microdia USB2.0 Camera is now controlling video device /dev/video0
usbcore: registered new interface driver usb_microdia_driver
microdia: v0.0.0 : Microdia USB Video Camera

Pode ser que seu driver não rode e dê a seguinte mensagem:

insmod: error inserting 'microdia.ko': -1 Unknown symbol in module

Não precisa se desesperar – é que está faltando alguns módulos que são dependências do microdia.ko. Basta então adicioná-los com

modprobe videodev
modprobe compat-ioctl32

E tentar novamente a carga do driver. Existem outros problemas que podem ocorrer. Caso ocorram, dê uma consultada no processo de instalação no site do projeto Microdia no Google Groups.
Agora, vamos ao teste propriamente dito. Tudo feito, a câmera não apresentando nada no insmod (o que é bom), execute o mplayer com:

mplayer tv:// -tv driver=v4l2:width=640:height=480:fps=25:device=/dev/video0 -vo x11

Se tudo correu bem, você deve estar vendo sua própria imagem de frente corretamente. Se não estiver vendo nada, feche o mplayer (CTRL+C no terminal resolve), acione novamente a kill switch e tente novamente carregar o mplayer. Caso ainda assim não funcione, provavelmente você deverá dar uma olhada no site do projeto no Google Groups.
Pode acontecer de a imagem aparecer de cabeça para baixo… Não se preocupe, falaremos disso logo. No momento, considere que está tudo bem. Eu mesmo na primeira compilação desse driver tive problemas de imagem aparecendo de cabeça para baixo. Por enquanto, simplesmente ignore esse fato e vamos para a instalação do driver.

Instalando o driver:

A instalação do driver é razoavelmente simples e opcional, mas acho interessante se você não quiser ter que levantar esse driver toda vez após rebootar sua máquina. Como root, digite os seguintes comandos:

strip -g microdia.ko
cp microdia.ko /lib/modules/`uname
-r`/kernel/drivers/media/video/usbvideo/
depmod -a

O comando strip pode ser dado sem root, portanto se você tiver usando sudo (como no Ubuntu), não há nenhum problema em deixar o comando sem sudo. Esses comandos apenas limpam o driver de símbolos de depuração, diminuindo seu tamanho e necessidade de memória, copiam o driver para o local apropriado dentro da estrutura de drivers do kernel e remapeia a estrutura do kernel para localizá-lo como parte da estrutura de drivers do kernel, de modo que os comandos de drivers (módulos) sejam apropriadamente usados.
Com isso, o driver deve estar instalado e funcionando normalmente…

Corrigindo a imagem de cabeça para baixo:

Ok… Disse anteriormente que pode acontecer de a imagem da Webcam aparecer de cabeça para baixo. Na realidade, é exatamente isso o que acontece com esse driver no Mirax mm6100. Antes de você se descabelar, vamos com calma: na lista de discussão do suporte a esse driver encontrei uma thread que dizia exatamente o que fazer nesse caso.
As versões mais atuais desse driver possuem três parâmetros que podem ser setados em 0 (desligado) e 1 (ligado), que são vflip (espelhamento vertical), hflip (espelhamento horizontal) e flip_detect (detecção da rotação da Webcam do notebook). No Mirax mm6100 a opção flip_detect não funcionou, portanto pode ser ignorada.
Se você instalou o driver, utilize o comando a seguir para fazer o teste do driver para ver se os parâmetros em questão ajudam.

modprobe microdia vflip=1 hflip=1

Se não instalou ainda o driver (o que é recomendável), utilize o comando a seguir, dentro do diretório microdia:

./insmod microdia.ko vflip=1 hflip=1

Pode ser necessário (na verdade sugere-se) o uso de rmmod microdia antes de tentar qualquer um dos comandos anteriores. Lembrando que todos esses comandos, incluindo o rmmod, demandam root.
Faça novamente o teste com o mplayer e verifique se a imagem está correta. Caso não esteja, vá setando os parâmetros apresentados até alcançar o ajuste adequado ao seu hardware. Lembre-se de usar rmmod antes de cada tentativa, de modo a “limpar” os ajustes anteriores ao descarregar o driver.
Assim que alcançar o ajuste ideal a sua Webcam, será necessário apenas editar um arquivo para que esses parâmetros sejam “gravados” no seu sistema para sempre serem adotados. Para isso, como root, abra seu editor de texto favoritos e abra o arquivo /etc/modprobe.d/aliases (ou, em algumas distros, o /etc/modprobe.conf) e acrescente ao final do mesmo o comando:

options microdia vflip=1 hflip=1

substituindo vflip=1 hflip=1 pelos ajustes adequados à sua Webcam.
Com isso, toda vez que você rebootar sua máquina, sua Webcam deverá estar corretamente configurada sempre que for usada.
A Webcam pode ser usada em qualquer programa que utilize a API Video4Linux (v4l), como o mplayer, cheese (para fotos e vídeos), amsn (mensageiro instantâneo) e afins. Cada programa possui seus ajustes, mas uma vez o driver esteja corretamente configurado, é tudo questão de ajustar corretamente as opções do programa.
Como nota final, em vários locais, inclusive nas documentações do site do projeto no Google Groups foi sugerido o uso do comando module-assistant install,prepare (m-a install,prepare para os íntimos) no Debian/Ubuntu. Não utilizei esse comando (desconhecia essa parte do processo) mas não tive problema. O uso ou não desse comando fica a seu critério, lembrando que esse comando exige root, pois manipula arquivos do kernel.

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Conectando o Nokia 6085 no Linux: Cartão de Memória e Memória Interna

Publicado por Fábio Emilio Costa em 16 16UTC Outubro 16UTC 2008

O celular Nokia 6085 foi um dos melhores celulares que a Nokia colocou em venda. Segundo a Nokia, algumas especificações são:
  • Flip com antena interna
  • GSM/EDGE 850/900/1800/1900 MHz
  • Display principal: LCD passivo CSTN de 128 x 160, 262 mil cores
  • Display externo: 96 x 68 FSTN, 2 cores Preto e Branco com LEDs azuis
  • Interface de usuário S40 com 3 teclas programáveis, deslizador de 4 direções, teclado ITU-T, teclas de volume e tecla de câmera
  • Viva-voz integrado
  • Câmera VGA com zoom digital de 4x
  • Rádio FM
  • 3 MB de memória livre do usuário, leitor de cartão de memória MicroSD com hot-swapping
  • Interface de carga de 2 mm
  • Conector Pop-PortTM (USB 1.1)
  • Standby ativo e interface de usuário aprimorada (Cher UI)
  • Bluetooth
  • Filmadora e reprodutor de vídeo
  • Reprodutor de música (MP3, MP4 AAC, AAC+, eAAC+)
  • Navegador XHTML sobre TCP/IP
  • MMS
  • Mensagens instantâneas
  • Comandos/ discagem de voz aprimorados (SIND)
  • Jogos e aplicativos Java MIDP2.0 pré-instalados
  • Streaming 3GPP
  • Sincronização local e remota (SyncML)
  • Temas que incluem papéis de parede & protetores de tela animados, esquemas de cor e toques
  • Teclas programáveis configuráveis pelo usuário
  • Calendário, lista de tarefas, notas
  • Despertador, Cronômetro de contagem regressiva

Comprei esse celular no final do ano passado (2007) com um preço bastante interessante e recursos versáteis. Possui compatibilidade Java MIDP 2.0, o que permite usar programas como o AnyRemote (controlador de computador via Bluetooth para Linux) e BarSnap (programa que permite a “leitura” de QR-Codes – códigos de barra bidimensionais usados para passar informações, como URLs, pequenos textos e afins) e seus recursos de áudio são razoáveis (seu maior problema é que a bateria vai para o ralo rapidamente se usar como MP3 Player). Como aceita toques em MP3, fica fácil configurar um toque simples e a transferência de dados via Bluetooth é muito interessante (já transmiti informações de e para meu Palm e meu notebook sem problemas).
Porém, um problema que eu tive foi que o mesmo não veio com o cabo, o que nunca me deu dor de cabeça. Mas, para facilitar as coisas, decidi comprar um cabo e investigar como conectar o Nokia 6085 ao notebook via cabo, usando Linux. Tudo aqui foi testado no Debian Lenny, mas deve funcionar no Ubuntu Gutsy e em qualquer boa distro atualizada.
Primeiro, cuidado ao comprar o cabo: em alguns casos tentarão de empurrar o cabo dos celulares Samsung. Fuja! Mesmo se for comprar um cabo genérico, procure pelos cabos CA-53 e CA-70 (que foi o que eu comprei). Se você tiver o fone de ouvido do 6085, o conector inferior é praticamente idêntico. Em alguns casos, ao encaixar o cabo pela primeira vez pode ser necessário forçar um pouquinho. Basta ter cuidado que ele encaixa normalmente.
Uma vez que o celular seja conectado ao cabo, ele irá mostrar uma tela perguntando o modo de conexão, com três opções: Transferência de Dados, Impressora e Fax e Modo Nokia. No caso, falaremos do primeiro e do último modo, que são os mais relacionados à transferência de arquivos de e para o celular.
O primeiro modo é o mais simples: basta selecionar o modo no celular que automaticamente o Linux irá reconhecer o celular como uma pendrive. No caso, esse modo é usado para transferir os dados de e para o cartão de memória MicroSD (TransFlash – seja lá o que isso quer dizer). A transferência é simples e pode ser feita como a cópia de dados normal de qualquer gerenciador. Ao terminar, lembre-se de utilizar uma opção de desmontagem do dispositivo (como a “Remover de Modo Seguro” do Konqueror / Dolphin no KDE 4.0).
O último modo é um pouco mais complexo, pois acessa a memória interna do celular (3 MB), que deveria ser acessível apenas via Bluetooth ou com o uso de um programa da Nokia para Windows. No caso, porém, alguma investigada e você descobre que na verdade existe um modo do Bluetooth chamado OBEX, que é usado para as transferências de dados, e que justamente esse modo é usado pelo programa da Nokia para se conectar ao celular via cabo. Então, procurando algumas informações na Net, cheguei a alguns tutoriais, que basicamente resumem o processo a (tudo deverá ser feito como root):

  • Instale os pacotes obex, obexfs e obxftp. Se desejar, também instale gnome-vfs-obexftp. No caso do Debian/Ubuntu, o comando é: sudo apt-get install obex obextool obexpushd obexfs obexftp gnome-vfs-obexftp;
  • Uma vez instalado os pacotes, crie um diretório /nokia (ou qualquer outro). Esse será o ponto de montagem da memória interna do celular;
  • Agora, carregue o módulo do FUSE (File User Space Environment) com modprobe fuse;
  • Monte a memória interna do celular com obexfs -u 0 /nokia/ (obs.: o parâmetro é um zero e não um O);
  • Depois, todos os processos de transferência de dados serão executados normalmente, usando os comandos de shell, como cp, rm, mv e afins. Após o término, desmonte o dispositivo com umount /nokia normalmente;
  • Atenção: não sei se é um bug no obexfs ou algo similar, mas se o seu filesystem estiver com locales para  UTF-8 (como no caso do Debian Lenny), você terá problemas com diretórios e arquivos que contenham acentos na memória do celular, uma ves que ela se encontra em Latin-1. Não sei como resolver esse problema ainda;

Para mais informações sobre esse tipo de processo, dê uma olhada no Janelas Quebradas e no De Tudo um Pouco.

Update: Esses truques funcionam normalmente com o celular Nokia N73

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AnyRemote – Controlando seu PC pelo Celular

Publicado por Fábio Emilio Costa em 6 06UTC Outubro 06UTC 2008

Olá!

Fale a verdade, você já se pegou em situações onde um bom controle remoto para o computador seria uma ótima idéia, como em uma apresentação, ou quando você está usando seu PC para ouvir música e está lavando louça e quer ouvir uma música em especial qualquer (bem, no meu caso foi Get Over, da trilha sonora do anime Hikaru no Go… :P ). De qualquer modo, é um momento onde tudo o que você quer é controlar seu PC sem ter que chegar perto do seu teclado ou mouse.
Pois bem, para apresentações existem alguns controles remotos que conseguem “substituir” um mouse, mas são caros.
Pois bem: tem um celular com suporte a bluetooth e J2ME? Usa Linux? Então sem problemas!
Existe um software chamado AnyRemote que transforma um celular Bluetooth em controle remoto por meio de um cliente J2ME que deve ser enviado para o celular. É importante que a JVM J2ME do celular suporte Bluetooth por meio de JSR (Java Specification Request) 82. No meu caso, o teste foi feito com um celular Nokia 6085 e funcionou perfeitamente. No site do AnyRemote existe uma lista dos celulares suportados.
OK, então mão na massa.
Primeiro, tenha certeza de ter as dependências do mesmo instalado: você precisará de pacotes de bluettoth (libbluez, obex e libbluetooth), além de python e PyKDE (python e python-kde) ou Gtk Python. Se você já fez alguma operação Bluetooth com o seu celular em Linux, provavelmente terá tudo o que é necessário. Caso contrário, existem muitos tutorias na Internet sobre como configurar corretamente seu dongle (chaveiro USB) de Bluetooth no Linux.
Embora a maior parte das distribuições contem com o AnyRemote nos repositórios, vamos fazer a instalação a partir dos pacotes oferecidos no site do AnyRemote, pois eles são mais atualizados com arquivos para controle de aplicações e afins. No site do AnyRemote, clique em Download e baixe os seguintes pacotes (obviamente, no formato compatível com sua distribuição – no meu caso, como Debianista, os arquivos são .deb):
  • Cliente em Linha de Comando:
  • Cliente Gráfico – aqui utilizaremos o kAnyRemote para o KDE. Existe também o gAnyRemote para o GNOME, mas não comentaremos ele aqui:
  • Cliente J2ME – ele pode ser baixado também via WAP, mas o próprio kAnyRemote ao detectar o celular permite que o cliente J2ME seja enviado para o celular via Bluetooth:

Baixado tudo isso e instalado as dependências, conecte seu dongle Bluetooth. Caso necessário, faça todas as configurações exigidas para a comunicação entre seu celular e o computador via Bluetooth. É fundamental que todos esses recursos estejam corretamente configurados antes da instalação, pois o AnyRemote (e o kAnyRemote) utiliza-se da estrutura Bluetooth do Linux. Em distribuições mais atuais, tudo resume-se a espetar o dongle que ele é auto-identificado. Instale os arquivos baixados conforme a sua distribuição. Ligue o seu Celular e ative a função Bluetooth do mesmo.
Abra então o kAnyRemote. Ele irá jogar na System Tray (Bandeja do Sistema) um pequeno ícone o identificando. Clique com o botão direito em cima dele e você terá um menu como o exibido ao lado. Clique em Start e você irá ativar o serviço do AnyRemote. PS: perceba que também deve ter na System Tray um ícone com o símbolo do Bluetooth, que indica que tem um adaptador Bluetooth conectado e reconhecido. Ele não precisa estar azul nesse momento, pois não há operações nele.
Tela Principal do kAnyRemoteAgora, vamos trabalhar o AnyRemote. Dê dois cliques no ícone do kAnyRemote ou então clique com o botão direito do mouse e escolha Restore. Você irá receber uma janela igual à do lado (clique para ampliar). Essa é a janela principal do kAnyRemote, por onde você configura quais programas podem ou não serem controlados pelo AnyRemote. Existem várias opções para configurar aqui: iremos mexer apenas nos clientes cujo modo for Server (servidor). O outro modo, AT, é um modo que utiliza comandos AT (de modem) via WiFi ou infravermelho para controlar o computador, mas não falaremos dele aqui. O Modo Server é o modo que utiliza Bluetooth (e em alguns dispositivos, infravermelho). Existe ainda o Bemused, sobre o qual também não falaremos.
Ele é dividido em três Estados: Disponível (o programa a ser controlado está instalado, mas o agente do AnyRemote não está ativo para ele), Gerenciado (o agente está ativo) e Não-Disponível (o programa a ser controlado não está instalado). No caso, temos vários agentes Disponíveis, mas apenas um Gerenciado, que é o All_in_1, que funciona como “controle remoto universal”. Sugiro que deixe apenas esse em Gerenciado. Para desativar os demais, selecione qualquer um que esteja como Gerenciado e clique em “Parar”.

Tudo OK, é hora de enviarmos o cliente J2ME ao celular. Clique em Setup | Devices. Ele irá abrir uma janela que irá investigar todos os seus dispositivos Bluetooth. Espere um pouco e ele deve mostrar o seu dispositivo. No meu caso, é o “Nokia Fábio” ao lado. Selecione-o e clique duas vezes.
Agora, já indicamos ao AnyRemote que esse dispositivo pode acessar o computador, mas ainda ele  não o fará pois não tem o cliente J2ME instalado. Para fazer o deploy desse cliente, você também pode, caso a solução do envio automatizado não funcio, enviar o arquivo normalmente por OBEX File Transfer do Linux ou então por download do mesmo via WAP (lembrando que você precisará enviar dois arquivos, um .JAR e um .JAD). Mas vamos ao envio automatizado.
Ao clicar duas vezes, você receberá uma janela para fazer os ajustes das configurações para aquele celular. Primeiro, clique em Ping para verificar se está tudo OK e a comunicação é efetiva. O Celular pode perguntar se deseja aceitar comunicação e ou pareamento do mesmo com o computador. Confirme e, caso necessário, forneça a senha de pareamento (normalmente o computador pede para definir uma. Apenas escolha uma senha que você considere adequada e confirme a mesma senha no celular). Tudo OK, basta clicar em “Enviar Java”. Confirme o alerta que seu Celular deverá dar para o envio do arquivo. Tudo OK, clique em OK para sair. Uma configuração avançada é fazer com que uma determinada configuração do AnyRemote seja carregada de imediato no Celular uma vez que ele conecte-se ao AnyRemote. Para isso, clique em “Escolher” e escolha o arquivo .cfg correspondente.
Tudo bem… Agora é a hora da verdade: abra seu celular e vá ao menu de Aplicações do mesmo. Lá deverá estar listado o AnyRemote. Escolha-o. Pode ser que o celular pergunte se você deseja a aplicação usar recursos de conectividade. Permita, pois é justamente o acesso ao Bluetooth. Tudo correndo bem, o cliente irá automaticamente identificar uma conexão, à qual você irá se ligar. Você entrará no menu do All_in_1 (imaginando que ele esteja ativo). Escolha o programa que você deseja controlar. Em alguns casos na tela irá parecer com a imagem ao lado. Nesse caso, cada um dos símbolos representa a tecla do teclado do celular que deve ser pressionada para fazer a função ser ativada. Por exemplo, para suprimir o som na tecla ao lado, digite 2. Para fechar o programa, tecle 8 e para parar a música tecle 0. Em outros casos irá aparecer outros layouts. Nesses casos, utilize as teclas direcionais do celular para mover até a opção desejada e aperte o botão central do celular (o que normalmente fica dentro do direcional) para executar a opção.
Para terminar, existe formas de configurar o comportamento tanto do AnyRemote quanto do kAnyRemote. Vá em Setup | Preferences. Você receberá uma janela como a da imagem ao lado (clique para ampliar). Existe uma série de ajustes que você pode configurar, mas os mais interessantes são o Auto-Startup (para fazer com que o kAnyRemote seja carregado ao iniciar o KDE/GNOME) e as opções de Show in List, que filtram quais configurações devem ser apresentadas pelo kAnyRemote. Sugiro que se desmarque as configurações de Modo AT (uma vez que não as usaremos) e que marque-se a opção Custom Made, que indica que configurações não relacionadas a Aplicativos também devam ser apresentadas. Entre tais configurações consta a All_in_1 que citamos aqui.
Na realidade, existe muito mais para se falar sobre o AnyRemote, pois ele é poderoso o bastante para, em conjunto com as aplicações Linux que possuam algum tipo de chamada distribuída (como o DCOP do KDE ou mesmo disparos por linha de comando), ser customizada para controle remoto de praticamente qualquer aplicação. Basta apenas estudar a documentação disponível no site do AnyRemote.
Em tempo: para o pessoal que desejar saber mais sobre o AnyRemote, em especial sobre o uso do gAnyRemote, veja esse artigo do Blog do Venilton.

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Usa MySQL? Dê uma força para esse cara, então!

Publicado por Fábio Emilio Costa em 29 29UTC Setembro 29UTC 2008

Olá!
Se você usa MySQL, preste atenção nesse caso e, se puder, dê uma força!
Copiado descaradamente do Blog do TaQ:
Isso é sério, e quem puder ajudar, por favor ajude. O desenvolvedor Ucraniano do MySQL chamado Andrii Nikitin precisa de doações para que possa fazer um transplante de medula óssea no seu filhinho Ivan. A operação custa cerca de US$ 400.000,00 e a família dele não tem condições de arrumar tudo isso.

Aqui há mais detalhes sobre o caso, e aqui tem o link de doações. Eu acabei de fazer uma nesse instante, quem puder, nem que seja só um pouquinho, Deus o abençoe. Vamos ajudar o garotinho, ajudem a espalhar a notícia.

Infelizmente não posso ajudar financeiramente, mas pelo menos posso oferecer esse post. Espero com isso ajudar um pouco, por menos que seja!

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KDE 4.1 no Debian Lenny via Backports

Publicado por Fábio Emilio Costa em 15 15UTC Setembro 15UTC 2008

Olá!
Faz já um certo tempo que não posto nada relacionado a Linux, então vamos nessa.
Fazia algum tempo que vinha experando o lançamento do KDE 4.0 para o Debian Lenny. OK, sei que existe no Debian Sid, mas não tenho coragem para fazer os ajustes necessários de priorização de pacotes, pois sei que um pequeno erro e você zoa completamente o seu ambiente.
Porém, recentemente o pessoal do Debian que cuida de backports divulgou recentemente o KDE 4.1 para Lenny sem necessidade de adicionar os pacotes experimentais e manipular priorizações e outros detalhes.
OK… Vamos ao que interessa: como colocar a bodega no ar.
Primeiro de tudo, adicione a seguinte linha no seu /etc/apt/sources.list:
deb http://kde4.debian.net/ lenny main

Adicionada essa linha, basta então dar o comando apt-get update para atualizar sua lista de pacotes do sistema.
Uma vez essa lista atualizada, você tem duas opções indicadas pelo pessoal do backport do KDE 4.1:

  1. Instalação miníma: apt-get install kde4-minimal;
  2. Instalação completa: apt-get install kde4. Essa opção é desaconselhada pelo pessoal do backports, pois pode ocorrer a quebra de pacotes. Não verifiquei nenhum problema nessa opção quando testei a instalação, mas para todos os efeitos;

Em ambos os casos, após a instalação, é altamente recomendável dar apt-get install kde-l10n-ptbr para instalar os pacotes de internacionalização do KDE 4.1 para o português brasileiro (para os gajos lusitanos que por acaso venham a ler este, o pacote deve ser kde-l10n-pt).
Atenção: o KDE 4.1, principalmente na instalação completa, poderá desinstalar o KDM. É aconselhável que você faça isso via linha de comando, pois uma desinstalação forçada do KDM pode resultar em queda da interface gráfica.
E quais são as impressões?
O novo KDE ficou muito bonito e elegante, além de até o presente momento parecer bastante performático em relação ao KDE 3.5. Ainda sinto falta de plasmas para indicação de performance de CPU e rede, mas nada demais. Outra coisa que sinto falta é a possibilidade de criar um Painel com os ícones de aplicações mais usadas (talvez tenha que brincar mais com o KDE 4.1 para entender melhor como ele faz isso). Entre os plasmas testados, destaque (infelizmente negativo) ao plasma para uso do Twitter: ele poderia oferecer uma rolagem dos últimos X tweets, e não apenas mostrar os últimos X tweets, o que tornaria-o mais útil (continuo com o TwitterFox).
Pelo que percebi (talvez esteja errado), o KDE 4.1 possui uma série de efeitos do Compiz Fusion em seu código, sem recorrer a ele, o que permite manter vários dos recursos do Compiz Fusion sem seu peso (e potencial para travamentos), o que resulta em um Desktop elegante com o WOW! (a piada com o Vista foi meramente proposital :-P )
Seguem abaixo alguns snapshots do KDE 4.1 no meu notebook:

  • Processador: Intel® Core™ 2 Duo T5500 1,66
  • Memória RAM: 1GB DDR2 533 MHz
  • HD de 80GB
  • Drive óptico: DVD-RW (gravador e leitor de CD e DVD) Dual Layer
  • Debian Lenny (Testing)
  • Hostname: hufflepuff

Alt-Tab no melhor estilo iPhone


Desktop como ficou – principal diferença é que as pastas de Desktop utilizam o plasma
FolderView. Com transparência fica elegante.
Papel de parede Foxkeg Setembro de 2008.


Mesmo sem o Compiz Fusion, alguns efeitos ficam ativos. É importante deixar o OpenGL ativo, mesmo sem o Compiz Fusion.

Escurecimento da tela quando uma janela modal aparece. Efeito antigo mas muito interessante no KDE 4.1. Perceba no Snapshot que, embora o Oxygen seja o novo tema padrão, o velho e bom Keramik ainda está aí
.

Fonte original: Ana’s blog

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Rápida: Renomeando pendrives no Linux

Publicado por Fábio Emilio Costa em 13 13UTC Agosto 13UTC 2008

Via Vinícius Cordeiro e Viva O Linux:
Uma das coisas mais difíceis de se fazer no Linux, por incrível que possa parecer, é renomear pendrives. Na realidade, existem dois pacotes básicos que o usuário deve instalar para poder renomear uma pendrive: o mtools (MS-DOS tools) e o nftsprogs (para NTFS). Iremos mostrar aqui o passo-a-passo para renomear pendrives Esse procedimento deve funcionar não apenas também com HDs externos, cartões de memória, MP3-Players e outros dispositivos similares.
O primeiro passo é descobrir onde está seu pendrive. Na linha de comando, digite mount (assim mesmo, sem parâmetros), ou pode ser também dmesg (se você souber detalhes sobre seu pendrive). Vamos usar o mount. Procure a linha onde está seu pendrive e anote o device usado (é o item da primeira coluna, normalmente será /dev/sdXY, onde X é uma letra seqüêncial representando o dispositivo e Y é um número seqüêncial que indica a partição dentro do dispositivo.)
Em seguida iremos “desmontar” o pendrive. Para isso, vá na linha de comando e, como root, digite umount /onde/está/meu/pendrive. Como sugestão, no KDE, abra o Konqueror e digite na barra de localização /media:. Clique com o botão direito do mouse e escolha “Desmontar”. Atenção: se usar esse método, não escolha a opção “Remover de Modo Seguro”, pois ela não apenas desmonta o pendrive, como também “remove” o device desejado.
OK… Agora que sabemos qual é o device e temos o pendrive “desmontado”, podemos nos preparar. Esse procedimento muda se o pendrive (ou partição do pendrive) estiver formatado em FAT ou NTFS.
No caso dos dispositivos NTFS basta usar, como root, o comando ntfslabel <device> <nome>, onde <device> é o dispositivo (ou partição) que se deseja renomear. Se deixar sem nome, o comando retorna o nome atual do pendrive.
No caso dos FAT, primeiro devemos fazer ver se ele faz uma checagem de problemas. Para isso, executamos o comando mlabel -i <device> -s :: , onde <device> é o dispositivo (ou partição) que se deseja renomear, que irá apresentar o nome atual do pendrive. Se você receber a mensagem Total number of sectors (7831520) not a multiple of sectors per track (63)!, você pode tranqüilamente ignorar esse problema usando o comando echo mtools_skip_check=1 >> ~/.mtoolsrc.
Agora, basta renomear o pendrive usando o comando mlabel -i <device> ::<label>, onde <device> é o dispositivo (ou partição) que se deseja renomear. Atenção: nos comandos mlabel apresentados anteriormente, não remova os ::. Eles indicam que iremos usar o dispositivo indicado ali. Caso contrário, seria necessário mapear esses dispositivos no arquivo .mtoolsrc.
Fonte original: RenameUSBDrive – Community Ubuntu Documentation

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Dica: Gravando conversas do Skype no Debian

Publicado por Fábio Emilio Costa em 5 05UTC Agosto 05UTC 2008

Bem, precisei procurar um programa em Linux que gravasse conversas de Skype, pois no futuro estarei gravando (tudo dando certo) alguns Podcasts com um pessoal aí (não sobre Linux, mas sobre RPG). Procurando na Net, descobri algumas dicas de como redirecionar o sinal do ALSA para um arquivo usando SOX e afins, mas nenhumas delas funcionou comigo.
Então consegui encontrar um programinha opensource chamado Skype Call Recorder (SCR), que faz exatamente isso de maneira extremamente funcional. Além do Source possui pacotes para Xandros/eeePC, Ubuntu Hardy Heron (exige o repositório multiverse) e Debian Lenny.
A instalação é razoavelmente simples: copie o pacote para Debian (ou para Ubuntu conforme o caso – aqui me focarei no Debian) para o seu computador e abra um terminal. Instale antes a liblame, libid3 e a libvorbis (dependências do mesmo) via apt-get (se você ouve OGG Vorbis e MP3, normalmente já terá esses codecs instalados). Passe para root com o comando ‘su‘ e utilize o dpkg para instalar o pacote. Normalmente o comando será dpkg -i /onde/baixei/o/arquivo/skype-call-recorder-debian_0.5_i386.deb. Isso basta para instalar o pacote.
Um ícone para o mesmo será criado no menu Utilitários. Basta ativá-lo e um ícone será criado na System Tray do seu ambiente. Clique com o botão direito nele e você receberá uma opção de configuração que permite escolher onde você deseja guardar as chamadas gravadas, o formato desejado, o nome a ser dado e se você deseja receber uma caixa de confirmação de se deseja ou não gravar aquela chamada ou se as chamadas serão gravadas automaticamente.
Após ajustar as configurações, basta abrir seu Skype e realizar a chamada. Automaticamente uma caixa de confirmação será aberta solicitando se deseja gravar aquela chamada. O ideal é confirmar rapidamente. O resto é falar e dexiar o sistema trabalhar.

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Meio-Bit e a polêmica das traduções em SL

Publicado por Fábio Emilio Costa em 4 04UTC Agosto 04UTC 2008

Eu tenho que admitir que até gosto de ler o Meio-Bit: o Cardoso parece de certa forma o similar brasileiro do John C. Dvorak (colunista norte-americano que publica colunas na Info brasileira), com um certo teor de trollagem no qual pode estar uma preocupação verdadeira. Isso é algo de se admirar nele.
Mas acho que às vezes até mesmo isso passa dos limites.
Recentemente ele postou no Meio-Bit um artigo com um nome no mínimo provocativo: Quer ajudar o Software Livre? Esqueça o Babelfish. O artigo até tem uma opinião bastante relevante, ainda que não possamos concordar: é o problema relacionado com a diferença entre tradução e localização. Mas o problema é que o tom do artigo, mais o próprio retrospecto do autor, mais uma série de outras questões compromete o que ele diz:

Quer ajudar o Software Livre? Esqueça o Babelfish | Meio Bit

No caso das traduções, temos um agravante: São de péssima qualidade. Um desenvolvedor de um projeto Open Source pequeno não tem mão-de-obra para certificar uma tradução. Se for um idioma pouco-familiar então, está na mão de quem “colaborou” com a versão.

Acho que o agravante aqui não é a péssima qualidade, o tamanho do projeto ou qualquer catzo que o seja, e sim na real é o fato de que as pessoas ainda não entenderam (provavelmente como o Cardoso) que a programação não é a única forma de colaborar com Software Livre. Ou seja, ou programo ou não colaboro.
Embora seja programador formado, vou admitir que não sou um super-programador, um über-hacker de códigos. Mas acho que conheço bem inglês e português. Quando tomei conhecimento do projeto Babelzilla (um projeto que fornece um site e ferramentas para tradução de extensões dos software do Mozilla), decidi começar a participar. Já tinha feito a tradução de uma extensão simples (a Add Bookmarks Here), então decidi procurar alguma na qual pudesse ajudar. Acabei pegando uma das mais importantes extensões atualmente, a Scribefire (ferramenta de edição de posts para blogs do Firefox). Antes que pensem que é fácil, mesmo ela sendo localizada e tudo o mais, são mais de 300 strings para traduzir com cuidado com termos e consistência. Não é um processo fácil e a cada novo release, novas strings relacionadas a novas funcionalidades surgem e precisam ser traduzidas.
A questão aqui é que existem formas razoavelmente simples de participar-se desse tipo de projeto e apoiar traduções, sobre as quais falarei adiante.
Vejamos o que o Cardoso diz a seguir:
Quer ajudar o Software Livre? Esqueça o Babelfish | Meio Bit

Tradução, aliás, que não é só rodar uma série de strings no Babelfish, colar de volta, enviar e dizer “eu sou desenvolvedor Open Source”. Parte do esforço deveria incluir localização, mas aí entra mexer em código, e os 99% lá de cima não têm competência pra isso.

Aqui é importante também que os desenvolvedores colaborem para tornar o software localizável. No caso do Firefox e das suas extensões, existem ferramentas de código que tornam o software localizável. Diferentemente do que se prega, localizar um software não é uma questão também de criar-se códigos com compilação condicional para os vários idiomas. Um software localizável tem que ter um mecanismo de:
  1. Identificar o “idioma preferido” do ambiente em questão;
  2. Carregar arquivos de localização específicos para o idioma em questão e;
  3. Substituir determinadas strings pelas informações contidas em um arquivo de localização;
  4. Modificar e corrigir determinadas características idiomáticas para o “idioma preferido” (por exemplo, no caso do japonês, chinês e hebraico, entre outros, onde a leitura dos conteúdos é feita da direita para a esquerda, o texto e a posição dos elementos de tela devem ser invertidos);

OK… Aqui temos uma questão interessante sobre como tornar o software localizável. Consultando a Internet, achei esse artigo no Guia do Mochileiro. Esse artigo comenta um pouco do processo de transformar o software em localizável. É um processo que depende de todos os lados e que é feito para ser “independente”, ou seja, o tradutor não precisa ser parte da equipe de tradução e vice-versa.
Agora, qual a dificuldade?
Na verdade, a dificuldade é justamente coisas como a que o Cardoso coloca e que o Vladimir Melo comenta:
Conheço alguém que prejudica o software livre « Vladimir Melo

(…) Ele faz críticas duras à tradução de software livre e encerra afirmando absurdamente: “Afinal pro usuário não importa se a janelinha está em inglês ou português, essencial é que ela faça alguma coisa.”

(…)Ele ou qualquer outra pessoa deveria pesquisar na internet durante meia hora para conhecer os projetos de tradução e saber (inclusive pelos usuários) o quanto eles têm melhorado tecnicamente. (…)

Por exemplo, as pessoas que vão a um hipermercado e compram um computador popular não têm obrigação de saber inglês (e muitas vezes não sabem). O fato de um aplicativo estar traduzido ou não faz toda a diferença para que elas o usem. Mas certamente este blogueiro não tem consciência de que sua atitude afasta colaboradores e dificulta o nosso trabalho de recrutamento e divulgação.

A questão é que, pela exposição do Cardoso, uma pessoa deveria se preocupar apenas em programar SL. A verdade é que, embora isso seja importante (1) não é fácil de ser feito e (2) tira foco.
O programador de SL tem que ser visto como programador, e o tradutor como tradutor. Se você não possui habilidade como programador, não há problema: o mundo do SL possui espaço para todo tipo de envolvimento, seja desenvolvimento, documentação, tradução, artes ou evangelização. Escolha uma área onde você sinta ter proficiência e vá em frente. Bug report, relato de problemas com a tradução e por aí afora também é importante. Não se sinta acanhado: existe MUITO ESPAÇO para atuar-se (aproveito e me coloco à disposição de qualquer usuário do Scribefire para comentários sobre a tradução para o português brasileiro).
Agora, tenho que concordar com a citação do Vladimir acima: o que o Cardoso diz no final do seu artigo é, no mínimo, irresponsável:
Quer ajudar o Software Livre? Esqueça o Babelfish | Meio Bit

Você vai colaborar muito mais com o Open Source (e com seu futuro profissional) se ao invés de sair chutando traduções automáticas agora, se preparar por uns 2 ou 3 anos e entrar produzindo de verdade. Afinal pro usuário não importa se a janelinha está em inglês ou português, essencial é que ela faça alguma coisa. (grifos meus)

Dizer isso é irresponsável pois no Brasil muitas pessoas mal sabe ler, escrever e compreender o português direito, quanto mais o Inglês, que é um idioma que, por mais que os anglófonos queiram dizer, é cheio de nuances e detalhes específicos. Colocar um software em inglês, à exceção de software altamente especializado (como programação, CAD e afins) ou em jogos (onde o inglês se resume praticamente a “Press Start”, à exceção de jogos no estilo RPG) é algo que eu diria no mínimo temerário. Mesmo a MS percebeu isso e com o passar do tempo passou a localizar todos os seus softwares para outros idiomas além do inglês. Não adianta o software fazer algo se o usuário não sabe o que ele faz, e simplesmente adestrar o usuário em “Clique aqui, clique aqui, clique aqui…” não resolve o problema básico, que é o fato de ele não saber o que cargas-d’água ele está fazendo.
Não tiro alguns méritos do artigo do Cardoso, e ressalto aos usuários de SL: se perceberem coisas estranhas em traduções, COMENTEM JUNTO ÀS COMUNIDADES OU DESENVOLVEDORES!!! A maior parte dos software mais importantes possuem comunidades específicas para a tradução (Ubuntu LoCo Teams, os projetos de localização do Debian como o Debian Brasil, Babelzilla, BrOffice.org, etc…) e elas são receptivas com os interessados (sei disso pela recepção que tive dos desenvolvedores do Scribefire), oferecendo todos os recursos para aqueles que desejarem aprender, assim como listas onde pode-se discutir termos adotados até que um consenso seja obtido. Se você souber um pouco mais de programação, prepare software para ser localizado (o artigo da Wikipedia citado anteriormente serve de bom ponto de partida). Acima de tudo participe!
Mas também tenho que afirmar que o artigo do Cardoso, apesar de tudo isso, foi de um mau-gosto atroz, e de um nível de temerariedade incrível. Vou me abster de comentar mais sobre o artigo per se, pois creio que o fundamento dele já foi desfeito aqui.
De qualquer modo, fica a sugestão aos novatos: participem. Aos veteranos: ajudem os novatos, por favor!

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