Olá!
Já ouviu falar na Discos Chantecler? Se você é fã de música de raiz (sertanejo), provavelmente já, pois o Galinho símbolo da Chantecler era símbolo do melhor do melhor da música sertaneja e de raiz, além de carimbar sucessos de artistas do da Jovem Guarda e do Romântico/Brega como Valdick Soriano, e ídolos como Sérgio Reis e Leandro e Leonardo no início de carreira. Grandes artistas da música de raiz, como Tonico e Tinoco, Trio Parada Dura, Milionário e José Rico, Irmas Galvão, Teixeirinha, Pena Branca e Xavantinho e outros eram estrelas da casa. Muitas músicas que hoje são do repertório da música de Raiz apareceram pela primeira vez nos discos da Chantecler.Fundada em 1957, a Chantecler originalmente representava no Brasil e fazia a distribuição dos discos da toda poderosa à época RCA Victor. Quando esta, porém, começou operações no Brasil, eles decidiriam iniciar sua própria operação de produção de discos. Sua fábrica de discos foi estabelecida em vários locais na cidade de São Paulo, sendo sua última e mais famosa sede estabelecida perto dos prédios do banco Itaú na Avenida do Estado, quase chegando à Estação Dom Pedro I do metrô paulista. Com o tempo e uma certa queda na popularidade das músicas de raiz, a Chantecler acabou sendo comprada pela Warner Music em 19994, onde assumiu o novo nome de East-West. Portanto, ela detêm os fonogramas de todos os artistas que passaram pela Chantecler.
E o que tem isso de errado?
Eu morei por alguns anos em Borda da Mata, terra natal de minha mãe onde atualmente ambos os meus pais moram. Na época em que morei lá, meu pai comentou um caso que me fez refletir a questão do direito autoral: durante uma apresentação dos músicos Lourenço & Lourival na Festa da Cidade, eles teriam dito que estavam “pirateando a si próprios”.
As pessoas podem se perguntar como é possível que um artista seja obrigado a se piratear, ou a pedir para ser pirateado, como o fez Hermeto Pascoal. Na realidade, existe uma coisa que as gravadoras não comentam sobre a relação (muitas vezes promíscua, como Courtney Love disse certa vez) entre artista e gravadoras. São raras as bandas cujo copyright dos fonogramas sejam realmente do artista. Casos como o de Enya, Metallica, Loreena McKennitt e Pato Fu são a exceção, e não a regra. Na maior parte das vezes, o fonograma (ou seja, as faixas do disco) são de copyright das gravadoras. Isso quer dizer que, embora a obra (ou seja, a música) seja do artista (em alguns casos), o fonograma (ou seja, a gravação da música), que em teoria é o que é pirateado (você não pirateia necessariamente a obra – ao gravar um MP3 no seu computador, o que você está gravando é um fonograma) na realidade pertence à gravadora. Ou seja, nem o próprio artista tem direitos sobre o fonograma assim distribuído, uma vez que esse fonograma (que ele compôs) não é dele.
Desse modo, fica a pergunta: qual é a questão verdadeira em cima da pirataria. Se o que é pirateado é o fonograma, em teoria pelo qual a indústria fonográfica já pagou ao artista, ele ainda é a vítima maior?
Eu deixo para o leitor pensar se é justo que o artista tenha que, ao se apresentar, pedir ao público comprar um CD que ele “pirateou dele próprio”.
Fontes: Revivendo Teixeirinha e Wikipedia

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Comprei recentemente um PSP devido a uma série de recursos. Continuo sendo um feliz dono de um Nintendo DS, mas alguns bons jogos do PSP, como Crisis Core: Final Fantasy, Patapon, LocoRoco e God of War me convenceram a comprar esse videogame. Além disso, a boa tela wide, de boa dimensão, se provou uma ótima forma de ver animes e seriados quando possível, bem melhor que as pequenas telas dos vários MP4/5/6 que já tive.