Linux… e mais coisas

Um espaço para dizer um pouco mais sobre coisas interessantes…

Posts de Abril, 2007

FLISOL 2007 São Paulo – Impressões sobre a palestra

Publicado por Fábio Emilio Costa em 30 30UTC Abril 30UTC 2007

Não divulguei aqui no blog, mas esse fim de semana participei do FLISOL/2007 em São Paulo, representando o BrOffice.org e o GuBRo/SP, dando uma palestra bem simples sobre o BrOffice.org.
A organização do evento foi bastante boa, apesar de algumas deficiencias relacionadas aos datashows do local do evento, que teimavam em não “calibrar” com os laptops de alguns dos participantes. A exceção disso, as instalações onde ocorreu o FLISOL/2007 (no caso, no Centro Universitário SENAC) foram muito boas, apesar da localização um pouco complicada do local do evento.
As palestras foram bem interessantes, envolvendo desde a explicação básica sobre o que é software livre até a questão da produção de podcasts passando pela instalação do Ubuntu e por meios de jogar-se usando o Linux.
Devido a alguns problemas que não valem a pena comentar, a minha palestra ficou “espremida” no final do evento, junto com a sobre Podcasts, do Erick Tostes (Geek’s Podcast) e a de jogos em Linux, no final da programação, podendo se extender por no máximo meia-hora (o combinado originalmente era que a palestra seria às 15:00h e duraria 1 hora). Desse modo, tive meio que “correr” com a palestra e pular vários slides desnecessários, uma vez que, diferentemente do que imaginei (talvez por causa do feriado prolongado), o público do FLISOL foi composto em sua maioria por pessoas que já são da comunidade SL. Aproveitei então e me foquei em questões mais relevantes, principalmente relacionadas ao padrão ODF x o “padrão” OOXML, “tema recorrente” nesse blog, além de falar sobre outros assuntos, como o concurso de dicas do BrOffice.org e sobre o BrOffice.org 2.2 (que aliás, saiu hoje! :-D ). Achei que, na medida do possível, a receptividade do público foi das melhores.
Sem sombra de dúvidas, valeu a pena, mesmo com todos os contratempos, ter participado do FLISOL de 2007, e espero participar de futuros FLISOL, seja falando sobre o BrOffice.org, seja falando sobre outros assuntos que estão me interessando, como o Hercules/390 (emulador de mainframe) ou sobre o formato ODF, talvez com vistas em integrações com CRMs ou sistemas de workflow.
De qualquer modo, queria agradecer à organização do FLISOL, principalmnete ao Bruno e seu pessoal, que além de me receber gentilmente, me fez o favor de emprestar um laptop para realizar minha apresentação (espero adquirir o meu logo, assim que a grana der) e a todos que assistiram a minha palestra. Queria agradecer também ao pessoal que tava no installfest com uma ISO do Mandriva Spring 2007.1 e me disponibilizou uma cópia.
A palestra pode ser copiada nesse link (Internet Archive, you rock!). Estarei publicando em breve essa apresentação no Slideshare.net para visualização online.

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Mudando de assunto: animes que andei assistindo

Publicado por Fábio Emilio Costa em 19 19UTC Abril 19UTC 2007

Sei que a premissa básica desse blog era (e ainda é) falar de tecnologia e opinião, mas para manter a atividade resolvi escrever sobre alguns animes que assisti recentemente e que achei interessante:

Alguns acham que animes sobre esportes e jogos não dão certo, o que particularmente discordo. Animes como Super Campeões (Captain Tsubasa) e Slam Dunk comprovam isso. Hikaru no Go vem nessa vertente, mas sem partir para as “apelações” de Super Campeões, onde algumas partidas partem para o conceito do “futebol arte marcial”. Muito pelo contrário, HnG é sem aqueles supergolpes ou poderes especiais, sendo apenas sobre inteligência.
A história básica de Hikaru no Go começa quando um jovem comum, chamado Shindo Hikaru, ao procurar coisas velhas para vender, descobre um goban (tabuleiro de Go) velho com uma mancha de sangue que, por algum motivo, apenas ele pode ver. Nesse momento, aparece o fantasma de um antigo mestre de Go, Fujiwara no Sai, que, após perder um jogo de Go onde foi trapaceado e, pior, acusado de trapaça, acabou se matando. A partir de então, Sai e Hikaru começam um caminho que pode alcançar o Kami-no-itte, a Mão de Deus, a partida perfeita de Go. No meio do caminho, Hikaru encontra amigos, inimigos e rivais e desenvolve-se não apenas como jogador de Go, mas também como pessoa.
HnG é muito interessante na medida em que o Go é, per se, o que foi definido como MacGuffin, ou seja, o “chamariz” para a história, o pano de fundo. A história real é sobre um garoto que está crescendo e tem todas as dúvidas e anseios de sua idade. Obviamente, se você conhecer Go a história se torna ainda mais interessante, assim como as partidas, que, sem “apelar” aos truques de técnicas secretas e afins, se revelam emocionantes como batalhas entre Cavaleiros do Zodíaco e afins. Para os que se interessam, após cada episódio de HnG, depois do encerramento, é apresentado uma micro-série chamada Go!Go!Igo!, onde uma pró (jogadora profissional de Go) fala um pouco sobre o jogo, de modo que você acaba aprendendo muito mais e apreciando ainda mais o jogo.

Apesar do nome meio bizarro, Beck é um dos melhores animes que assisti recentemente. Não é um anime cheio de superpoderes ou coisas do gênero, mas acho que no caso de Beck isso é até uma vantagme. Se você curtiu jogos como Guitar Hero (ou sua versão Free, Frets on Fire) e Karaoke Revolution, não duvido que irá gostar desse anime, ainda mais se você é do tipo que curte música.
A história de Beck começa quando um garoto chamado Yukio Tanaka (apelidado Koyuki) conhece um garoto chamado Ryuusuke Minami (apelidado Ray), que supostamente sera um ex-integrante da banda Dying Breed. Aos poucos, Koyuki vai se envolvendo no mundo (e também, de certa maneira, no Submundo) da música, quando aprende a tocar guitarra e começa a se apresentar junto com Ryuusuke, Yoshiyuki Taira (baixista), Tsunemi Chiba (vocais) e Yuji Sakurai (apelidado Saku, bateria) na banda Beck. Existem também muitos mistérios sobre a vida de Ryuusuke, o seu relacionamento com a banda Dying Breed e sobre duas coisas estranhas que ele “possui”: o cachorro Beck (todo cheio de pedaços costurados) e a guitarra Lucille (chea de buracos de bala).
Para os fãs de música, principalmente do Rock’n'Roll, é um prato cheio, pois ele trás uma série de referências a música, como citações a artistas e bandas tão variadas quanto Jimmy Page, Miles Davis, B.B. King e outras. Além disso existem “brincadeiras”, como os nomes dos três animais que mais aparecem na série: Beck (de David Beck); Keith (Keith Richards, dos Stones), um cachorro parecido com Beck, mas mais agressivo; e o papagaio Page (Jimmy Page, do Led Zeppelin), que fica enchendo a paciência de Koyuki. A música também é ótima, com destaque na minha opinião à abertura Hit in USA, da banda de J-Rock Beat Crusaders. Ela tem alguma coisa de OK Go! e outras bandas alternativas que torna uma música bastante agradável de se ouvir.
Da mesma forma que HnG, Beck é sobre crescimento: enquanto HnG fixa-se bastante no crescimento de Hikaru como um jogador de Go, Beck foca-se na formação da banda como um todo, com destaque ao crescimento de Koyuki como guitarrista. Claro que cada um dos personagtens possui seus próprios dramas, como o passado de Ryuusuke o perseguindo, Taira e Chiba lutando para manter a banda com empregos de meio expediente e por aí afora. Existe também o interlúdio romântico entre Koyuki e Maho, irmã de Ryuusuke, além da “amizade” mal-resolvida entre Izumi e Koyuki. O espaço para comédia é garantido por Ken’ichi Saitou, o típico “velhinho tarado” de anime, com a diferença é que se trata de um fã dos Beatles, Stones e rock dos anos 60. É ele quem acaba ensinando Koyuki a tocar guitarra.

Enfim, tanto HnG quanto Beck são animes excelentes para quem não se importa com animes mais “cabeça”.

Também cohecido como Negima!: Magister Negi Magi, ele é uma obra do mangaka Ken Akamatsu, o mesmo da obra prima Love Hina.
A história de Negima pode ser considerada por alguns (principalmente pelos detratores de Anime) como uma mistura de Love Hina e Harry Potter: a saga conta a história de Negi Springfield, um garoto de 10 anos de idade, nascido no País de Gales que, após conclui seus estudos em Magia na Academia de Magia de Merdiana, deseja tornar-se um Magister Magi, um mago que utiliza sua magia de maneira sutil para auxiliar outras pessoas, sempre oculto como um agente de uma ONG ou coisas similares. Ao mesmo tempo, ele procura também um ou mais parceiros (ou, no “latim” de Negima, Ministra Magi), que irão o auxiliar. Seu objetivo ao se tornar Magister Magi é encontrar seu pai, Nagi Springfield, que muitos dão como mortos, e que também é conhecido como o “1000° Mestre” (Thousand Master).
O problema começa quando Negi recebe sua “prova” como Magister Magi: sendo um garoto superdotado, Negi é enviado para uma escola na cidade acadêmica de Mahora, no Japão, como professor de Inglês. O problema é que ele é enviado para um colégio feminino e, para piorar, apenas de garotas mais velhas que ele. Todas elas são especiais e estranhas a sua própria maneira, e o objetivo é conquistar o respeito de todas. Sua principal “parceira” nesse caso é Asuna Kagurazaka, uma garota considerada burra e violenta, mas que vai aprendendo com Negi que é possível ser feliz e ser nós mesmos. Outros personagens que dão muita força são Setsuna Sakurazaki (uma mestra do estilo Shinmei de kendô), Kû Fei (Chinesa e mestra de Kung Fu), Nodoka Miyazaki (apelidada “livreira”, uma nerd de bibloteca que acaba se soltando graças a Negi) e Kazumi Asakura (metida a repórter e paparazzi).
Aparentemente, tudo não passa de uma desculpa para repetir o sucesso de Love Hina, com os fanservices e as cenas “picantes” de garotas (semi) nusas e afins. Mas Negima! possui uma história bem estruturada e um cenário bem estruturado. Os exemplos são a questão de Negi não poder revelar ser um mago (senão se transformará em arminho, como aconteceu com seu “irmão” Kamo) e os pactio, que são o meio pelo qual Negi aumenta seu poder encontrando seus (ou no caso, suas) Ministra Magi. No caso, de início Negi forma três pactio: com Asuna (recebe um hashimen, uma espécie de leque gigante e um aumento sobrenatural na força e resistência), Nodoka (recebe um livro pelo qual pode “ler os pensamentos” de qualquer pessoa que desejar) e Setsuna (melhora suas habilidades místicas e seu poder de kendô).
É um bom anime, bem interessante, e se você curtiu Harry Potter, Love Hina ou ambos, vai gostar. Se gosta de animes irreverentes, com personagens com poderes bizarros brotando a cada episódio, você também gostará. Se gosta de animes do tipo “deslige o cérebro”, irá gostar. Enfim, se curte um bom anime de comédia, ação e romance (não necessariamente nessa ordem), irá gostar.

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